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Ricardo Nunes libera mais R$ 89,4 milhões para eletrificação da frota de ônibus; cinco empresas recebem novos aportes

Cidade de São Paulo tem 1759 coletivos a eletricidade, a maior frota do país, mas abaixo da meta de 2024, que era de 2,6 mil

ADAMO BAZANI

A gestão do prefeito Ricardo Nunes, na cidade de São Paulo, autorizou uma nova rodada de investimentos para a eletrificação da frota de ônibus do sistema gerenciado pela SPTrans (São Paulo Transporte).

Despachos assinados pelo secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e publicados nesta sexta-feira, 17 de julho de 2026, liberam R$ 89.398.832,44 para cinco concessionárias que operam o sistema.

O dinheiro vem de empréstimos contraídos pela prefeitura que terão de ser pagos pelo município.

Os recursos correspondem ao empenho orçamentário destinado à eletrificação da frota prevista para 2026. Na prática, trata-se da reserva dos valores que serão utilizados para viabilizar a aquisição e a incorporação de ônibus elétricos pelas empresas.

As autorizações contemplam as empresas Viação Campo Belo, Auto Bless Transportes, A2 Transportes, Pêssego Transportes e Transppass Transporte de Passageiros.

A cidade de São Paulo tem 1759 coletivos a eletricidade, contando com 189 trólebus. É a maior frota do País. Mesmo assim, o número é pequeno, representando apenas 13,07% da frota total de 13.460 coletivos e ainda é abaixo da meta de 2,6 mil elétricos que deveria ter sido alcançada em dezembro de 2024. Como há dificuldades de renovação de frota, a prefeitura permite ônibus a diesel mais velhos, de até 14 anos.

Na 1ª Reunião da Câmara Temática do Transporte Público do CMTT (Conselho Municipal de Trânsito e Transporte), da capital paulista, realizada em 17 de junho de 2026, a SPTrans (São Paulo Transporte) admitiu que a idade dos ônibus está avançada, mais que o habitual na cidade: a média é de 6 anos e 11 meses.

O editor chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, esteve no dia 21 de junho de 2026, cobrindo a apresentação de 500 ônibus elétricos para a cidade.

Na ocasião, Nunes disse que espera alcançar a nova meta antes do prazo previsto.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2026/06/22/video-exclusivo-de-500-onibus-eletricos-entregues-neste-domingo-21-490-sao-de-tres-marcas-de-tecnologia-dizem-fabricantes/

Todos os despachos têm como fundamento a Lei Federal nº 12.587/2012 (Política Nacional de Mobilidade Urbana), a Lei Municipal nº 14.933/2009 (Política Municipal de Mudança do Clima) e a Lei Municipal nº 16.802/2018, que estabelece a substituição gradual dos veículos movidos a combustíveis fósseis por tecnologias menos poluentes no transporte coletivo paulistano.

Empresas contempladas

Empresa Lote Valor autorizado
Viação Campo Belo E8 R$ 33.397.338,59
Auto Bless Transportes D12 R$ 21.050.760,00
A2 Transportes D9 R$ 19.568.629,21
Pêssego Transportes D5 R$ 9.080.720,00
Transppass Transportes de Passageiros E8 R$ 6.301.384,64
TOTAL R$ 89.398.832,44

Continuidade dos investimentos

Esta é mais uma etapa do programa municipal de eletrificação da frota, que vem sendo acompanhado pelo Diário do Transporte desde o início da implantação dos ônibus elétricos na capital.

Ao longo dos últimos anos, a Prefeitura tem publicado sucessivas autorizações de empenho para diferentes concessionárias, permitindo que as empresas renovem gradualmente suas frotas com veículos de emissão zero.

Esse modelo de financiamento busca reduzir uma das principais barreiras para a eletrificação: o custo elevado dos ônibus elétricos, que ainda é significativamente superior ao dos veículos movidos a diesel, mas os custos de operação são cinco vezes menores

Além da compra dos ônibus, a transição exige investimentos em infraestrutura, como instalação de carregadores nas garagens; reforço das redes elétricas; adaptação das oficinas; treinamento de equipes de operação e manutenção.

Descarbonização do transporte

A eletrificação integra a estratégia da cidade para cumprir as metas estabelecidas pela legislação municipal de mudanças climáticas.

A substituição gradual da frota busca reduzir as emissões de gases de efeito estufa, além de diminuir a emissão de material particulado e óxidos de nitrogênio, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar e da saúde pública.

Embora o cronograma original de substituição integral dos ônibus a diesel tenha sido revisto em diferentes momentos por questões financeiras, tecnológicas e de infraestrutura, São Paulo continua ampliando a participação dos ônibus elétricos na operação diária.

O Diário do Transporte tem mostrado que a capital paulista já concentra a maior frota de ônibus elétricos em operação no Brasil e vem acelerando a incorporação de novos veículos, especialmente após a criação do modelo de financiamento que permite à Prefeitura participar do investimento necessário para a renovação das frotas.

Valores por empresa

Total desta rodada de autorizações

R$ 89.398.832,44

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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