Nacionalmente, a liderança acumulada é da Eletra. No continente latino-americano, cerca de 80% dos ônibus elétrico são de marcas chinesas
ADAMO BAZANI
A BYD comentou nesta quinta-feira, 11 de maio de 2026, os números e resultados do desempenho da empresa no setor de ônibus elétricos no Brasil, onde é vice-líder no acumulado do ano e líder em maio de 2026, e lidera em toda a América Latina.
Segundo o diretor de Veículos Comerciais e Solar da empresa, Marcello Schneider, a eletrificação no continente deixou de ser tendência e passa a ser realidade e, no Brasil, os desafios agora não são mais os mesmos que no início das frotas elétricas.
“Os números de maio mostram que a eletrificação do transporte coletivo está entrando em uma nova fase. Durante muitos anos, o debate esteve concentrado na viabilidade da tecnologia. Hoje, a discussão passa por escala, infraestrutura e velocidade de implementação. Quando observamos o avanço dos emplacamentos e a ampliação das frotas em operação, percebemos que a eletromobilidade já faz parte do planejamento das cidades e deixou de ser uma aposta para se tornar uma agenda concreta de transformação urbana” – afirmou de acordo com nota de balanço, destacando que a cidade de São Paulo, que responde por 80% da frota nacional, “liderando a transformação”
A BYD se tornou a maior fornecedora de ônibus elétricos para a América Latina respondendo sozinha por mais de 35% de todos os 9,1 mil coletivos deste tipo na região, de acordo com relatório Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT).
Já um estudo recentemente divulgado pela coalizão global de organizações da sociedade civil, Idle Giants, revela que entre 2017 e 2024, o número de ônibus elétricos saltou de mil unidades para seis mil.
Em torno de 80% dessa frota na região são de fabricantes de origem chinesa e, a BYD liderou esse crescimento, respondendo por 43,7% de todos estes veículos.
O Diário do Transporte mostrou, em primeira-mão, que a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) revelou que no mês de maio de 2026, a liderança de emplacamentos de ônibus elétricos no Brasil foi também da BYD. Já no acumulado do ano e em toda a série histórica está a Caio-Eletra, empresas de capital 100% brasileiro, que aparecem como Induscar na relação.
Segundo a Fenabrave, os emplacamentos de ônibus elétricos entre janeiro e maio de 2026 somaram 311 unidades, o que representa alta de 12,27% na comparação com os 277 coletivos emplacados em semelhante período de 2025.
Neste acumulado, foram 149 Eletra-Caio (47,91%) e 95 BYD (30,55%).
Já no mês de maio, das 132 unidades emplacada, a BYD aparece em primeiro com 59 (44,70%), seguida de Eletra-Caio, com 44 (33,33%).
As outras marcas e os números completos você relembra na reportagem em primeira-mão do Diário do Transporte neste link: https://diariodotransporte.com.br/2026/06/05/byd-lidera-emplacamentos-de-onibus-eletricos-em-maio-mas-no-acumulado-do-ano-eletra-caio-mantem-lideranca-mercado-total-subiu-12/
Veja nota na íntegra da BYD
(11/06/2026) – A BYD liderou os emplacamentos de ônibus do mês de maio de 2026, com 59
veículos registrados e participação de 44,7% no mercado nacional. A empresa puxou o avanço do
segmento de ônibus elétricos no Brasil, que registrou seu melhor desempenho do ano. Dados
divulgados pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores)
apontam 132 emplacamentos de veículos do segmento no mês, o maior volume mensal de 2026.
O resultado reflete a consolidação do ritmo de renovação das frotas urbanas e reforça o avanço
da eletromobilidade no país. Além disso, acompanha o crescimento da demanda por soluções de
emissão zero, em linha com o movimento de modernização das operações de transporte coletivo,
especialmente nos grandes centros urbanos.
“Os números de maio mostram que a eletrificação do transporte coletivo está entrando em uma
nova fase. Durante muitos anos, o debate esteve concentrado na viabilidade da tecnologia. Hoje, a
discussão passa por escala, infraestrutura e velocidade de implementação. Quando observamos o
avanço dos emplacamentos e a ampliação das frotas em operação, percebemos que a
eletromobilidade já faz parte do planejamento das cidades e deixou de ser uma aposta para se
tornar uma agenda concreta de transformação urbana”, afirma Marcello Schneider, diretor de
Veículos Comerciais e Solar da BYD Brasil.
Eletrificação já não é apenas uma tendência e São Paulo lidera a transformação
O desempenho registrado pela Fenabrave no último mês revela uma mudança estrutural na forma
como as cidades brasileiras vêm planejando seus sistemas de mobilidade. “A busca por
alternativas capazes de reduzir emissões, aumentar a eficiência operacional e melhorar a
qualidade do serviço prestado à população tem impulsionado a incorporação de novas
tecnologias às frotas urbanas, o que se conecta diretamente com os investimentos da BYD para o
Brasil”, destaca o executivo.
Boa parte desse movimento passa por São Paulo. A capital abriga a maior frota de ônibus
elétricos do país, concentrando cerca de 80% dos veículos em circulação, o equivalente a
aproximadamente 1,3 mil unidades. Os dados indicam ainda que, entre janeiro e maio de 2026,
foram emplacados 311 ônibus elétricos no país, crescimento de 12,3% em relação ao mesmo
período do ano passado.
Os dados brasileiros acompanham uma tendência já consolidada em outros mercados da América
Latina. Relatório divulgado em 2026 pela coalizão internacional Idle Giants aponta a BYD como
líder da frota de ônibus elétricos em operação na região. Presente em alguns dos principais
projetos de eletrificação do transporte público latino-americano, incluindo iniciativas em países
como Chile e Colômbia, a greentech acompanha a evolução de mercados que já avançaram na
transição para soluções de emissão zero. Os resultados registrados pela BYD em maio reforçam
que o Brasil vem ganhando escala e consolidando as condições necessárias para acelerar a
transição energética no transporte coletivo.
Mobilidade mais limpa, eficiente e preparada para o futuro
A expansão dos ônibus elétricos representa uma das mudanças mais relevantes da mobilidade
urbana nas últimas décadas. Além da redução das emissões de gases de efeito estufa, a tecnologia
contribui para diminuir a poluição sonora, ajuda a elevar a eficiência energética das operações e
proporciona mais conforto para milhões de passageiros que utilizam diariamente o transporte
público.
Com fábrica de chassis de ônibus elétricos em Campinas (SP), a BYD acompanha de perto essa
evolução e participa da construção de um ecossistema que integra veículos, baterias e soluções
energéticas. A companhia tem contribuído para ampliar o acesso do mercado brasileiro a
tecnologias voltadas ao transporte sustentável e à descarbonização das cidades.
“O avanço desse mercado mostra que o desafio da eletromobilidade no Brasil já não está apenas
na tecnologia, mas na capacidade de ampliar projetos, expandir a infraestrutura e criar condições
para que mais cidades avancem na renovação de suas frotas. O que está em jogo não é apenas a
substituição de veículos. Estamos falando de uma transformação que impacta qualidade do ar,
eficiência operacional, planejamento urbano e a experiência de milhões de pessoas que
dependem diariamente do transporte público”, destaca Schneider.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
