Rodoviários do transporte intermunicipal do Rio Grande do Norte aprovam indicativo de greve; paralisação pode afetar diversas cidades

Sindicato aponta descumprimento de acordos trabalhistas por empresas do setor intermunicipal; mesmo em caso de paralisação, categoria afirma que manterá 30% da frota em circulação

YURI SENA

Os trabalhadores do transporte rodoviário intermunicipal do Rio Grande do Norte aprovaram um indicativo de greve após impasses nas negociações com empresas do setor. A decisão foi anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Rio Grande do Norte (SINTRO-RN), que alega descumprimento de acordos firmados para o período de 2025/2026.

Em pronunciamento à imprensa nesta segunda-feira, 8 de junho de 2026, o vice-presidente do sindicato, Arnaldo Dias, afirmou que a medida foi motivada pelo não cumprimento de compromissos assumidos junto à categoria, especialmente por empresas ligadas ao grupo econômico Trampolim da Vitória.

Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão o pagamento do reajuste do vale-alimentação, a aplicação do reajuste salarial da categoria, a atualização dos valores do plano de saúde e o cumprimento integral da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Caso a paralisação seja confirmada, a expectativa é de impactos em linhas intermunicipais que atendem municípios da Região Metropolitana de Natal e outras cidades do estado. Entre as localidades que podem ser afetadas estão Parnamirim, Macaíba, São José de Mipibu, Pirangi e parte de São Gonçalo do Amarante, além de demais municípios atendidos pelo sistema rodoviário intermunicipal potiguar.

Segundo informações divulgadas pelo sindicato, algumas empresas que operam linhas metropolitanas manifestaram disposição para cumprir os acordos negociados, o que pode reduzir os impactos em determinados corredores de transporte. Entre as regiões que, em princípio, podem não ser afetadas estão Extremoz, Nova Parnamirim, Eucaliptos e parte de São Gonçalo do Amarante.

O SINTRO-RN destacou ainda que, mesmo em caso de greve, será mantida a circulação da frota mínima legal de 30%, garantindo o atendimento emergencial à população e o cumprimento da legislação vigente para serviços considerados essenciais.

Até o momento, não há definição sobre a data de início de uma eventual paralisação. As negociações entre trabalhadores e empresas seguem em andamento.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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