Projeto prevê cerca de 50 quilômetros de extensão, 29 estações e potencial para atender aproximadamente 1,7 milhão de moradores da Região Metropolitana
YURI SENA
A Coppe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apresentou novos detalhes do projeto Prisma-RJ, estudo técnico que propõe a implantação da Linha 3 do Metrô para conectar os municípios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí ao Rio de Janeiro. A iniciativa foi divulgada nesta segunda-feira (1º) e busca servir de base para futuras decisões de planejamento da mobilidade urbana na Região Metropolitana.
A proposta prevê uma linha com aproximadamente 50 quilômetros de extensão e 29 estações, formando um corredor estruturador de transporte de alta capacidade entre municípios que concentram parte significativa da população fluminense.
O traçado estudado inclui estações em pontos estratégicos da capital e da Região Metropolitana. No Rio de Janeiro, a linha atenderia áreas como o Largo da Carioca e o Aeroporto Santos Dumont. Em Niterói, estão previstas paradas em regiões como UFF, Praça do Rink, Icaraí, Santa Rosa, Alameda Boaventura e Barreto. Já em São Gonçalo, o projeto contempla estações em Neves, Uerj, Prefeitura, Alcântara e Vista Alegre, entre outras localidades. Em Itaboraí, o trajeto alcançaria pontos como Manilha, Itaboraí Plaza, Centro e Venda das Pedras.
Segundo os pesquisadores responsáveis, um dos diferenciais da proposta é a ampliação da área de cobertura populacional em comparação com estudos anteriores para a Linha 3. De acordo com a Coppe, o número de moradores localizados a até 400 metros das futuras estações seria quase o dobro do previsto em projetos anteriores, ampliando o potencial de utilização do sistema.
O estudo foi desenvolvido pelos laboratórios Reset (Rede de Estudos em Engenharia e Socioeconômicos de Transportes) e Optgis (Laboratório de Otimização e Sistemas de Informações Geográficas), com recursos de R$ 26 milhões provenientes de emendas parlamentares da bancada fluminense no Congresso Nacional.
Além da análise de mobilidade, o Prisma-RJ também avalia os impactos urbanos e econômicos da futura infraestrutura. Entre os benefícios apontados estão a redução dos tempos de deslocamento, o aumento do acesso a empregos, serviços, educação e lazer, além da possibilidade de estimular novos investimentos e o desenvolvimento de atividades econômicas ao longo do corredor ferroviário.
Os pesquisadores destacam ainda que a proposta busca integrar a nova linha aos demais sistemas de transporte da Região Metropolitana, fortalecendo a conexão entre diferentes modais e ampliando a acessibilidade para a população.
De acordo com a Coppe/UFRJ, a apresentação pública dos resultados representa mais uma etapa do estudo técnico, que tem como objetivo subsidiar o planejamento de longo prazo da mobilidade urbana e do desenvolvimento regional no estado do Rio de Janeiro.
Yuri Sena, para o Diário do Transporte
