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Pagamentos PIX direto nas catracas dos ônibus do Rio de Janeiro começam nesta terça-feira (26)

Modalidade inicia fase de testes na linha 634 e será liberada para todos os veículos do sistema a partir de junho

ARTHUR FERRARI

A cidade do Rio de Janeiro (RJ) inicia nesta terça-feira (26) os testes do pagamento por PIX diretamente nos validadores dos ônibus municipais. A novidade faz parte do processo de digitalização do sistema Jaé e antecede outra mudança que deve impactar a rotina dos passageiros: o fim da aceitação de dinheiro em espécie dentro dos coletivos a partir de 30 de maio.

A primeira linha a receber a nova modalidade será a 634 Bananal x Saens Peña, que também foi a primeira a deixar de aceitar dinheiro na capital, como mostrou o Diário do Transporte. Inicialmente, os testes ocorrerão em parte da frota e a previsão é que o sistema esteja disponível em todos os ônibus municipais até o fim de junho.

Relembre

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Além do PIX, os validadores também passarão a aceitar cartões de débito e crédito diretamente nas catracas. No caso do PIX, o passageiro deverá selecionar a opção no equipamento, gerar um QR Code e concluir o pagamento pelo aplicativo do banco. Após a confirmação da transação, a catraca será liberada. Já no pagamento por aproximação com cartões bancários, o desbloqueio ocorrerá diretamente após a validação.

A prefeitura também anunciou ampliação da rede física de atendimento do Jaé, com mais de 1,8 mil pontos de compra e recarga espalhados pela cidade, além da ampliação do horário de funcionamento das lojas do sistema, que passarão a operar das 8h às 18h em unidades de maior demanda.

Outra alteração prevista para 30 de maio envolve a integração tarifária do Bilhete Único Carioca (BUC) e do Bilhete Único Margaridas (BUM). A partir desta data, os benefícios serão aceitos exclusivamente pelo cartão Jaé preto, vinculado ao CPF do usuário. O cartão avulso verde deixará de permitir integrações tarifárias, permanecendo válido apenas para viagens unitárias sem integração.

De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), a medida busca ampliar o controle sobre os subsídios públicos e combater fraudes no sistema. Atualmente, segundo a secretaria, apenas 3% dos usuários do Jaé utilizam o cartão verde nas integrações.

Passageiros que ainda utilizam o cartão verde para integração deverão criar uma conta digital no aplicativo do Jaé e solicitar o cartão preto ou utilizar o QR Code disponibilizado pelo sistema. Quem tiver dificuldades no cadastro poderá procurar os pontos presenciais de atendimento.

Com o Bilhete Único Carioca, o usuário pode realizar até três viagens em três horas, incluindo um embarque no BRT, pagando apenas uma tarifa de R$ 5. Já o Bilhete Único Margaridas atende passageiros da Baixada Fluminense com integração ao Terminal BRT Metropolitano, permitindo até quatro viagens entre ônibus municipais, BRT e VLT dentro de um período de até 20 horas.

O fim do pagamento em dinheiro nos ônibus municipais também foi confirmado pela prefeitura para 30 de maio. A administração municipal afirma que a medida pretende reduzir o tempo de embarque, aumentar a segurança nos veículos e eliminar o manuseio de dinheiro pelos motoristas.

Após a mudança, os acessos aos modais municipais serão feitos exclusivamente pelos sistemas Jaé e Riocard. No caso do Riocard, o uso ficará restrito aos passageiros que utilizam o Bilhete Único Intermunicipal (BUI).

A recarga em dinheiro continuará disponível nas máquinas de autoatendimento do Jaé, em pontos credenciados pela cidade e nas bilheterias dos terminais do BRT. Pelo aplicativo, os créditos poderão ser adicionados via PIX ou cartão, com liberação imediata para utilização.

A prefeitura já vinha implementando gradualmente o novo modelo operacional. Como mostrou anteriormente o Diário do Transporte, a primeira linha municipal sem pagamento em dinheiro registrou redução de 20% no tempo de viagem, segundo dados divulgados pelo prefeito Eduardo Cavalieri. Na ocasião, a administração municipal informou que o número de passageiros permaneceu estável mesmo após a retirada do dinheiro em espécie dos ônibus.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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