_Medida atinge serviços de apoio à supervisão do Trecho 2 e ocorre em meio a sucessivas suspensões contratuais e de licitações ligadas ao projeto_
ALEXANDRE PELEGI
A São Paulo Transporte S/A (SPTrans) formalizou a suspensão do contrato nº 2024/0204-01-00, relacionado aos serviços técnicos especializados de engenharia de apoio à supervisão das obras do Corredor Norte–Sul, Trecho 2 – Lote 1.
De acordo com o termo, a suspensão tem prazo de 120 dias, a partir de 26 de abril de 2026, interrompendo atividades ligadas ao desenvolvimento do projeto executivo, execução de obras e serviços ambientais. 
Além da suspensão contratual, despacho mais recente publicado no Diário Oficial da Prefeitura de São Paulo reforça o cenário de instabilidade ao indicar a suspensão, sem prazo definido (“sine die”), de procedimento licitatório relacionado à área de mobilidade urbana.
No caso da Concorrência nº 90001/SMT/2026, a administração municipal comunicou a interrupção do certame cuja sessão de abertura já estava agendada, sem detalhar as razões técnicas ou administrativas da decisão. 
Esse tipo de medida, na prática, costuma estar associado a:
* revisões de edital ou de escopo
* adequações técnicas ou orçamentárias
* necessidade de ajustes jurídicos
A nova suspensão se soma a um histórico recente de reprogramações no Corredor Norte–Sul – Trecho 2:
* consulta pública do projeto em 2023
* licitação de obras e projetos em 2024
* contratação da supervisão técnica (cerca de R$ 60 milhões)
* suspensão anterior de contrato de obras
* agora, suspensão de contrato de supervisão
* e paralisação de licitação vinculada ao sistema
O conjunto desses movimentos aponta para um processo ainda em reorganização técnica e contratual, comum em empreendimentos urbanos complexos, mas que tende a impactar cronogramas.
O Corredor Norte–Sul permanece como uma das principais intervenções previstas para o sistema de ônibus de São Paulo, conectando o centro à zona sul por eixos como:
* Avenida 23 de Maio
* Avenida Rubem Berta
* Avenida Moreira Guimarães
* Avenida dos Bandeirantes
Com investimentos que ultrapassam R$ 700 milhões em obras, além dos contratos de supervisão, trata-se de um projeto de grande escala, com múltiplos contratos interdependentes — o que ajuda a explicar a sensibilidade a ajustes e suspensões.
Embora a suspensão atual recaia sobre o contrato de apoio à supervisão, o efeito tende a ser mais amplo:
* reduz o controle técnico do empreendimento
* pode indicar revisão de cronograma
* sinaliza desalinhamento entre contratos simultâneos
Somada à suspensão de licitação “sine die”, a medida reforça que o Corredor Norte–Sul segue em fase de ajustes estruturais — com potencial impacto no ritmo de implantação de uma das principais obras de mobilidade da capital.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Corredor Norte–Sul tem contrato suspenso por 120 dias em São Paulo
