FABUS pede apoio de Lula ao Marco Legal do Transporte Público e alerta para crise no setor

Rubens Bisi, presidente da entidade, afirma que setor enfrenta envelhecimento da frota, queda de demanda e desequilíbrios financeiros

ALEXANDRE PELEGI

A Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (FABUS) enviou ofício ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo apoio institucional ao avanço do Marco Legal do mTransporte Público Coletivo Urbano (PL nº 3.278/2021), em tramitação no Congresso Nacional.

No documento, entregue em mãos ao presidente Lula e ao vice Alckmin, a entidade destaca a importância do transporte coletivo como política pública estruturante e afirma que o setor vive um cenário crítico.

“O transporte público coletivo constitui serviço essencial e direito social”, diz a FABUS, ao apontar que o sistema enfrenta “envelhecimento significativo da frota, perda de demanda e desequilíbrios econômico-financeiros”.

Marco Legal e financiamento

A entidade defende que o Marco Legal é fundamental para reorganizar o setor.

O Marco Legal representa passo fundamental para conferir segurança jurídica, previsibilidade regulatória e novas bases de financiamento, afirma.

A FABUS também aborda o debate sobre tarifa zero, classificando-a como uma diretriz possível, desde que bem estruturada.

Sua implementação exige modelos de financiamento estruturais, estáveis e compartilhados”, destaca o ofício.

Alerta ao Governo

A associação ainda pede cautela em mudanças regulatórias, como no vale-transporte, para evitar impactos na indústria.

Segundo a entidade, é necessário “não transferir de maneira desproporcional o ônus do financiamento para a indústria e o setor produtivo”.

Ao final, a FABUS reforça o apelo ao governo federal:

É estratégico que o tema da mobilidade urbana e do transporte público esteja no centro da agenda presidencial”.

O documento é assinado pelo presidente da entidade, Ruben Antônio Bisi.

Leia a carta na íntegra:


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


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Comentários

Comentários

  1. Santiago disse:

    Uma coisa que deveria ser considerada na renovação de frotas, é a adoção em maior quantidade de ônibus de menor porte. Isso permite mais frequências/horários com menor custo/km por veiculo. Enquanto os onibus de maior porte seriam focados nas linhas esruturais, e para reforço operacional de outras linhas somente nos horário de pico.

    Se por um lado sso significaria uma sobrefrota e maior investimento inicial, por outro lado a menor quilometragem/dia propiciaria maior vida útil aos ônibus e um prazo bem maior para a renovação da frota.
    Além do custo/km diário bem menor que o de hoje, especialmente nos horarios de menor demanda e ônibus mais vazios.

    O passageiro espera mais frequências de viagens e menos esperas nos pontos, além de lotações respeitosas e menos atrasos por viagem.
    Estes sim é que são os fatores determinantes para o resgate e a fidelização dos passageiros.

  2. Rodrigo Zika! disse:

    Puxadinho para aprovar a pior merda nesse setor.

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