Empresa já operava o serviço por contratação direta desde abril de 2025; concessão tem prazo de 20 anos e prevê operação, manutenção da frota e implantação de novas tecnologias
ALEXANDRE PELEGI
A Prefeitura de Palmas homologou nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, a licitação do transporte público coletivo da capital. A vencedora foi a Sancetur (Santa Cecília Turismo Ltda), empresa que já operava o sistema de forma emergencial e que apresentou proposta de R$ 13 por quilômetro rodado.
Com a homologação, a próxima etapa formal é a assinatura definitiva do contrato de concessão e o início do plano de investimentos na frota
O valor estimado da concessão é de R$ 4 bilhões ao longo dos 20 anos de contrato. Pelo novo modelo, a concessionária ficará responsável pela operação do sistema, manutenção da frota e implantação de tecnologias voltadas à modernização do serviço.
A Sancetur, que usa o nome fantasia SOU – Sistema de Ônibus Urbano, já atuava em Palmas desde abril de 2025, quando foi contratada sem licitação pela prefeitura, em caráter emergencial, em um acordo de R$ 196 milhões. Na ocasião, a empresa assumiu o serviço com a proposta de renovar a frota com ônibus e vans novos.
Além da homologação da licitação, a administração municipal publicou a Medida Provisória nº 3, que extingue a Agência de Transporte Coletivo de Palmas (ATCP). Em substituição à autarquia, foi criada a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte Público, que passa a responder pelos contratos vigentes. A mudança tem como objetivo centralizar a gestão do sistema e acelerar a transição para o novo modelo de concessão.
O processo licitatório, no entanto, passou por interrupções nos últimos meses. Em dezembro de 2025, a prefeitura suspendeu o edital após apontamentos feitos pelo Tribunal de Contas do Estado. A concorrência foi retomada em janeiro de 2026, até chegar ao desfecho agora homologado.
Atualmente, a tarifa do transporte coletivo em Palmas está fixada em R$ 4,85. O novo contrato prevê frota inicial de cerca de 200 ônibus, com exigências de acessibilidade e modernização da bilhetagem.
A concessão foi estruturada com base no critério de menor tarifa de remuneração por quilômetro rodado e deverá abranger toda a área urbana do município.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
