Como adiantou o Diário do Transporte, prefeitura de São Paulo confirma apresentação de 110 ônibus elétricos nesta quarta (11)
Publicado em: 10 de março de 2026
Frota é a maior do País, mas, mesmo assim, está abaixo das metas da gestão municipal
ADAMO BAZANI
O Diário do Transporte antecipou na terça-feira passada, 03 de março de 2026, e a prefeitura de São Paulo confirma oficialmente nesta terça-feira (10):
A gestão municipal e as viações apresentam nesta quarta-feira,11 de março de 2026, às 11h, em frente ao estádio do Pacaembu, na zona Oeste, 110 ônibus elétricos, dos mais novos, que chegaram recentemente para o sistema gerenciado pela SPTrans (São Paulo Transporte). Um dos mais recentes modelos a integrarem a frota está o inédito é o superarticulado elétrico, com tecnologia nacional Eletra – VEJA MAIS ABAIXO OS DETALHES.
Relembre a matéria em primeira-mão, do Diário do Transporte:
O evento foi incluído em agenda oficial do prefeito Ricardo Nunes. Agora, serão 1259 coletivos deste tipo
Apresentação de 110 Ônibus Elétricos para a Cidade de São Paulo, com Secretário de Mobilidade Urbana e Transporte – Celso Caldeira e Diretor-Presidente da SPTrans – Victor Hugo Borges
Local: Praça Charles Miller, s/nº – Pacaembu
Horário início: 11:00
MAIOR FROTA, MAS NÃO ALCANÇOU A META:
Os veículos vão se somar aos 1.189 contabilizados oficialmente pela gestão municipal, considerando 189 trólebus (ônibus elétricos conectados à rede de fiação aérea).
A capital paulista possui a maior frota de ônibus elétricos do Brasil, reunindo mais de 80% deste tipo de veículo em todo o território nacional. Mesmo assim, está com as metas de troca de coletivos atrasadas. Com a nova entrega, em março de 2026, serão 1.289 elétricos e a meta era de ter em circulação 2,6 mil coletivos eletrificados em dezembro de 2024. A prefeitura atribui este atraso principalmente a falta de infraestrutura para dar conta da tensão de energia na rede da ENEL.
Desde 17 de outubro de 2022, as viações estão proibidas de comprar ônibus a diesel. Como a elétrica não avança no ritmo necessário, a frota circulante envelhece. A SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema municipal, ampliou a idade máxima permitida dos ônibus de 10 anos para 13 anos de modelo e, no caso dos mídis (micrões), este limite passou para 14 anos de modelo e 15 anos de fabricação.
SUPERARTICULADO BRASILEIRO:
Um dos mais recentes modelos a integrarem a frota está o inédito é o superarticulado elétrico, com tecnologia nacional Eletra.
As primeiras três unidades, de um lote de 27 coletivos, comprados pela Viação Metrópole Paulista, para a Zona Leste.
Três veículos deste modelo entraram já em operação na linha 2678-10 (Oliveirinha – Terminal Parque Dom Pedro II), entre a zona Leste e a região central.
O modelo tem 21,5 metros de comprimento, capacidade para 146 passageiros cada um, sendo 50 sentados, 94 em pé e duas cadeiras de rodas ou espaços para cão-guia.
Até então, os superarticulados da Eletra rodavam como testes na capital. Agora, o inédito veículo chega para ficar, inclusive, com mais unidades em negociações para outras empresas.
Ao todo, são 40 ônibus elétricos que chegarão gradativamente à unidade da Itaim Paulista, da Viação Metrópole Paulista, entre março e abril de 2026.
Além dos 27 superarticulados de 21,5 m com tecnologia Eletra, foram comprados mais 13 ônibus elétricos padrons, de 13,2 m, com capacidade para 82 pessoas cada, modelo eO500U, com tecnologia Mercedes-Benz. A empresa já possui este modelo na frota.
Os ônibus deste tipo são considerados high tech (alta tecnologia) e têm até um sistema de aproveitamento de energia desenvolvido na Fórmula 1.
Trata-se do KERS (Kinetic Energy Recovery System), que é uma funcionalidade de regeneração de energia que gera eletricidade nas frenagens e desacelerações carregando uma parte das baterias em movimento.
A diferença é que nos carros da Fórmula 1, o KERS é eletromecânico, guardando a energia num “volante” de inércia que é capaz de maneira rápida “jogar” essa energia de volta ao motor, o que proporciona aumento de potência adicional. Já num ônibus ou o carro elétrico ou híbrido que roda nas ruas, o KERS é eletrônico e armazena a bateria das frenagens em baterias.
Os modelos de ônibus da Eletra possuem ar-condicionado com saídas individuais; piso baixo com rampa para acessibilidade de pessoas com restrições de locomoção, tomada USB para recarga de celulares e outros dispositivos móveis; vidros colados com tratamento de proteção contra raios ultravioleta do sol; letreiros eletrônicos e luzes de led em faróis, lanternas e na iluminação interna.
Ainda integram a tecnologia brasileira funcionalidades e itens como controle de tração; controle dos sistemas auxiliares e do ar-condicionado; sistema de regeneração de energia que gera eletricidade nas frenagens e desacelerações carregando uma parte das baterias em movimento; programa computadorizado que regula, gerencia e monitora todos os sistemas elétricos; e módulo de refrigeração geral de água.
Os veículos possuem tecnologia Eletra, plataformas Mercedes-Benz, baterias WEG e carrocerias Caio, todos estes itens feitos no Brasil.
Planilhas oficiais da SPTrans mostram que a operação de ônibus elétricos pode ser 65% mais barata por quilômetro que o óleo diesel. Como os elétricos duram mais que os modelos a combustão, ao longo de toda a vida útil, estes modelos são financeiramente mais vantajosos, mostram as planilhas.
Relembre:
Este tipo de modelo de grande porte pode ser mais vantajoso ainda. Isso porque, mesmo sendo mais caro, o preço é compensado pelo maior rendimento das baterias e maior capacidade de transportes de cada veículo.





Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

