Aracaju (SE) congela tarifa do transporte coletivo em R$ 4,50 elevando repasse às concessionárias
Publicado em: 4 de março de 2026
Medida que considera aumentos em combustível, manutenção, peças e gratuidades fixa custo operacional por passageiros em R$ 7,00
ARTHUR FERRARI
A Prefeitura de Aracaju (SE) decidiu manter em R$ 4,50 o valor cobrado dos passageiros no transporte coletivo urbano. Para sustentar a medida, o município ampliou o subsídio público destinado ao sistema, conforme estabelece a Resolução nº 01/2026 da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Aracaju (SMTT).
A normativa define a atualização do subsídio tarifário por passageiro equivalente no período de 1º de fevereiro a 31 de dezembro de 2026. Com isso, o valor pago diretamente pelo usuário permanece inalterado, mesmo diante da elevação dos custos operacionais.
Antes da decisão, a tarifa técnica — que representa o custo real da operação por passageiro — estava fixada em R$ 6,00. Em proposta apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Município de Aracaju (Setransp), o cálculo chegou a R$ 8,49, sem considerar a inclusão de ônibus elétricos na frota. Após análise, o município estabeleceu o novo valor técnico em R$ 7,00, ampliando o aporte financeiro às empresas para evitar reajuste ao público.
Entre os fatores que pressionaram os custos está o reajuste salarial de 5,5% concedido aos rodoviários na data-base da categoria. Também foram considerados aumentos em combustível, manutenção, peças, tecnologia embarcada, gratuidades e despesas administrativas.
A administração municipal informou que contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para orientar a revisão dos cálculos tarifários, com base em critérios técnicos voltados à sustentabilidade financeira e à modicidade da tarifa.
Com a ampliação do subsídio, o município assume parte das despesas adicionais do sistema para manter o valor ao usuário congelado até o fim de 2026.
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

