Chapecó (SC) deixa de aceitar pagamentos em dinheiro no transporte coletivo a partir de março

Foto: Bruno Silva/Ônibus Brasil

Tarifas poderão ser adquiridas somente por meios digitais; mudança visa agilizar viagens

ARTHUR FERRARI

A Prefeitura de Chapecó (SC) oficializou o processo de eliminação progressiva do pagamento em espécie no transporte coletivo urbano. A medida foi formalizada por meio da Instrução Normativa 01/2025, assinada pelo secretário de Segurança Pública, Clóvis Ari Leuze, ainda em dezembro de 2025, e estabelece novos formatos para compra de tarifas no Sistema de Transporte Coletivo Urbano Integrado do município.

Atualmente, cerca de 8% dos usuários ainda utilizam dinheiro para pagar a passagem. A interrupção definitiva desse modelo deve ocorrer na segunda quinzena de março. No entanto, a regulamentação determina que a mudança só poderá ser implementada após campanha de ampla divulgação com antecedência mínima de 45 dias.

Segundo a administração municipal, a transição busca ampliar a segurança, reduzir o tempo de parada nos pontos e tornar as viagens mais ágeis. A solicitação para retirada do numerário partiu da concessionária Auto Viação Chapecó, que apontou queda no número de usuários que utilizam cédulas, dificuldade de troco e impactos operacionais.

Enquanto a alteração não é concluída, seguem aceitos o cartão Passe Cidadão, vale-transporte, cartão estudante, aplicativo e dinheiro. A orientação oficial é para que passageiros que ainda utilizam espécie iniciem a migração para os meios digitais.

A compra de créditos poderá ser realizada em posto de atendimento da empresa, com pagamento via pix, cartão de débito ou dinheiro. Também há opção de aquisição on-line, pelo site da concessionária, mediante boleto, válida para todas as modalidades de cartão. Outra alternativa é o aplicativo, que permite pagamento via pix e gera QR Code para uso direto no validador do veículo, além de possibilitar recarga para cartões cidadão e estudante.

A recarga poderá ocorrer nos postos físicos ou por meio da chamada recarga embarcada, com atualização automática nos validadores instalados nos ônibus.

Com a mudança, a comercialização das passagens será gradativamente transferida do interior dos veículos para pontos externos distribuídos pela cidade.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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