Eletromobilidade agita semana com Eletra para o BRT-Rio e mais para Metrópole; BYD crescendo na Express e sanção de Tarcísio lei que facilita recarga em condomínios
Publicado em: 21 de fevereiro de 2026
Apesar do declínio de emplacamentos nos dois primeiros meses por causa do período típico de Festas Natalinas e de Carnaval, com eleições, 2026 deve ser promissor para setor
ADAMO BAZANI
A chamada semana de Carnaval e de Quarta-Feira de Cinzas foi um indicador de que o ano de 2026 deve ser promissor para a eletromobilidade, muito embora, produtores ligados a outras alternativas aos combustíveis derivados de Petróleo estimam também mais espaço, como os biocombustíveis e o biometano (obtido na decomposição de resíduos).
O Diário do Transporte noticiou em primeira-mão diversas novidades, tanto para veículos comerciais de grande porte como para os leves de uso individual e familiar.
Apesar do declínio de emplacamentos de comerciais elétricos pesados nos dois primeiros meses por causa do período típico de Festas Natalinas e de Carnaval, com as eleições, o ano de 2026 deve ser promissor para setor.
Além disso, o Governo Federal já sinalizou para a possibilidade de liberação de mais recursos no âmbito do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para ônibus, e incentivos para veículos leves em outras modalidades.
Um dos destaques na semana, noticiado em primeira-mão pelo Diário do Transporte, veio da Eletra Industrial, que vai testar no sistema de corredores de ônibus de alta capacidade da cidade do Rio de Janeiro, um coletivo elétrico de tecnologia 100% nacional. O veículo foi montado na planta da empresa em São Bernardo do Campo (SP) e conta com parcerias que fabricam no Brasil.
Todo o conjunto é de produção nacional: tecnologia Eletra (São Bernardo do Campo-SP), chassi Mercedes-Benz (São Bernardo do Campo-SP), carroceria Caio (Botucatu-SP) e baterias, motores e inversores WEG (Jaraguá do Sul-SC).
Relembre:
Segundo a prefeitura do Rio de Janeiro, o ciclo de testes com veículos elétricos, estabelecido pela Secretaria Municipal de Transportes, segue até o dia 30 de abril de 2026. Até essa data, outras empresas interessadas poderão participar da fase de avaliações.
As operações em campo ocorrem pela Mobi-Rio, que é a empresa pública da cidade CMTC-Rio (Companhia Municipal de Transportes do Rio de Janeiro).
Nas próximas compras, a prefeitura já considera a aquisição, por meio de concorrência pública, de ônibus com zero emissões.
Ainda na área de transportes coletivos, também foi destaque do Diário do Transporte a entrega de mais 10 ônibus elétricos do tipo padron da fabricante chinesa BYD para a Express Transportes Urbanos, que opera na zona Leste da cidade de São Paulo.
Ao todo, a Express comprou cerca de 30 unidades do modelo BYD- D9W, que recebeu carrocerias Caio eMillennium e segue as especificações determinadas pela gerenciadora de transportes da cidade SPTrans (São Paulo Transporte), como piso baixo e rampa, tomadas USB para recargas de celulares, vidros colados com tratamento contra raios ultravioleta, wi-fi e iluminação em LED.
O modelo BYD – D9W 20.410 é para carrocerias entre 12,1 metros e 13,5 metros.
Relembre:
Outra operadora de ônibus da zona Leste de São Paulo, a Viação Metrópole Paulista, recebeu mais unidades de um modelo “superarticulado”, de alta capacidade, para cerca de 150 pessoas, com 21,5 metros de comprimento também com tecnologia Eletra.
A Metrópole Paulista, que é a maior frota da cidade de São Paulo, intensificou nesta semana o treinamento dos condutores e equipes de manutenção com o modelo inédito.
Como noticiou o Diário do Transporte, a Metrópole Paulista comprou, neste lote, 27 unidades do modelo que recebeu carrocerias e-Millennium.
Relembre:
Já em relação a veículos comerciais, mas principalmente aos leves de uso individual e familiar, o destaque também noticiado pelo Diário do Transporte em primeira-mão foi a sanção pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de lei que proíbe que condomínios e edifícios comerciais impeçam instalações para recarga de veículos elétricos no Estado de São Paulo.
A medida deve facilitar as recargas tanto de veículos particulares, para moradores de prédios residenciais, como de vans, caminhões e ônibus que poderão encontrar mais pontos de reabastecimento de baterias em edifícios comerciais, pátios, estacionamentos, bolsões e eletropostos ao longo de seus percursos.
Os condomínios só poderão impedir as instalações caso comprovem riscos à segurança e os imóveis que aprovarem os projetos devem também prever a possibilidade de ampliação do número de equipamentos e veículos elétricos no local, já informando os limites de capacidade energética.
O governador, entretanto, vetou o artigo 3º, que possibilitava isenções fiscais aos equipamentos e serviços, bem como outros incentivos públicos, com linhas de crédito específicas e parcerias com concessionárias de energia elétrica para desenvolvimento de soluções técnicas compartilhadas.
Relembre:
Por meio de nota, a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), que representa os fabricantes do setor, considerou que a sanção do projeto dos deputados estaduais Marcelo Aguiar (Podemos) e Antonio Donato (PT) traz mais segurança jurídica para quem deseja ter um automóvel não poluente.
“A nova legislação dará segurança jurídica a todos os setores envolvidos no debate sobre eletromobilidade e proteção contra incêndios em edifícios comerciais e residenciais de São Paulo. É um grande avanço”, disse, de acordo com o comunicado, o presidente da ABVE, Ricardo Bastos.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

