Confira mais imagens do ônibus elétrico brasileiro da Eletra que vai operar no BRT do Rio de Janeiro
Publicado em: 20 de fevereiro de 2026
Diferencial do modelo é a alta possibilidade de adaptações para se ajustar às características dos sistemas de transportes de cada cidade e região metropolitana
ADAMO BAZANI
Colaboraram Arthur Ferrari e Vinícius de Oliveira
O Diário do Transporte traz nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, em primeira-mão mais imagens do ônibus elétrico de produção integral no Brasil, com tecnologia Eletra, que vai operar experimentalmente pela gestão do prefeito Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, no sistema de corredores de maior capacidade do município (BRT-Rio). A circulação já ocorre com passageiros uma vez que o veículo, cujo modelo já é usado em diversas cidades pelo País, é homologado pelos departamentos federais de trânsito e metrologia. (VEJA MAIS FOTOS ABAIXO)
Montado em São Bernardo do Campo (SP), o veículo oferece ar-condicionado, acessibilidade, entradas USB para celulares, vidros com proteção contra raios ultravioleta do Sol, luzes de led, câmeras de ré e outros itens de conforto e segurança. As emissões de poluentes durante a operação são zero e o nível de ruído é bem reduzido.
As baterias possuem autonomia entre 250 km e 300 km, dependendo do tipo de trajeto e exigência de operação; a carga completa (desde 0% a 100%) pode ser obtida entre três horas e quatro horas de carregamento, e estas baterias já possuem uma tecnologia que permite maior durabilidade, mais autonomia e rendimento energético ampliado.
A operação será de responsabilidade da empresa Mobi.Rio (Companhia Municipal de Transportes do Rio de Janeiro), da própria prefeitura. Não haverá custo para os cofres públicos durante a análise do modelo.
A reportagem já trouxe a informação dos testes em primeira-mão também na última terça-feira, 17 de fevereiro de 2026.
Relembre:
Como já havia mostrado a reportagem, os testes serão em serviço alimentador das linhas troncais pelo fato de o coletivo ter piso baixo para acessibilidade, com as portas da frente e do meio sem degraus. As linhas troncais, habitualmente operados com ônibus articulados possuem estações cujo piso é na mesma altura do assoalho do coletivo (embarque em nível).
A presidente da Eletra, Milena Romano, explica, por meio de nota, que pelo nível de exigência do BRT do Rio, com alta demanda, operação em calor, chuva e características de linhas, os ônibus de produção nacional, que já atendem ao padrão brasileiro, são mais indicados para o atendimento aos passageiros e às necessidades de quem opera os veículos.
“O Rio de Janeiro possui um dos sistemas de BRT mais exigentes do mundo. Estar presente nesta operação com tecnologia 100% brasileira é a prova de que nossa indústria está pronta para liderar a descarbonização das grandes metrópoles com eficiência e orgulho nacional”
Por meio de nota, a diretora comercial da Eletra, Ieda Oliveira, diz que uma das vantagens do modelo é a alta possibilidade de adaptações para se ajustar mais às características dos sistemas de transportes de cada cidade e região.
“Nosso diferencial no Rio é a customização. Por produzirmos no Brasil, entregamos um veículo perfeitamente calibrado para o clima e a topografia carioca, garantindo autonomia de até 300km e o suporte técnico imediato que uma operação de alta densidade exige. Podemos ajustar desde a potência do ar-condicionado até o posicionamento das portas para atender exatamente ao que o passageiro carioca precisa”, disse.
Outra vantagem de o ônibus ser nacional, de acordo com a fabricante é o acesso mais facilitado a linhas de financiamento como o BNDES, “o que torna a transição energética mais viável economicamente para o município”.
Todo o conjunto é de produção nacional: tecnologia Eletra (São Bernardo do Campo-SP), chassi Mercedes-Benz (São Bernardo do Campo-SP), carroceria Caio (Botucatu-SP) e baterias, motores e inversores WEG (Jaraguá do Sul-SC).
Segundo a prefeitura do Rio de Janeiro, o ciclo de testes com veículos elétricos, estabelecido pela Secretaria Municipal de Transportes, segue até o dia 30 de abril de 2026. Até essa data, outras empresas interessadas poderão participar da fase de avaliações.
As operações em campo ocorrem pela Mobi-Rio, que é a empresa pública da cidade CMTC-Rio (Companhia Municipal de Transportes do Rio de Janeiro).
Nas próximas compras, a prefeitura já considera a aquisição, por meio de concorrência pública, de ônibus com zero emissões.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

