Hugo Transportes é autorizada pela ANTT a operar Ladário (MS) – São Paulo (SP) sob decisão judicial
Publicado em: 13 de fevereiro de 2026
Linha liga municípios de MS à capital paulista e cidades do interior; operação ocorre em caráter “sub judice”, por força de mandado de segurança
ALEXANDRE PELEGI
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou a empresa Hugo Transportes e Turismo Ltda. a operar a linha Ladário (MS) – São Paulo (SP), incluindo diversas seções intermediárias entre Mato Grosso do Sul e o interior paulista. A autorização foi concedida na condição sub judice, em cumprimento a decisão judicial.
A medida consta na Decisão SUPAS nº 252, de 6 de fevereiro de 2026, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (13), e atende ao Mandado de Segurança nº 1111590-08.2025.4.01.3400, no âmbito do processo administrativo nº 00424.873789/2025-04.
Segundo o ato assinado pelo superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros, Juliano de Barros Samôr, a autorização observa dispositivos das Resoluções ANTT nº 5.818/2018, nº 5.976/2022 e nº 6.033/2023.
Seções autorizadas
A operação da linha Ladário/MS – São Paulo/SP contempla as seguintes seções:
Partindo de Ladário (MS):
- Ladário/MS – Presidente Epitácio/SP
- Ladário/MS – Presidente Prudente/SP
- Ladário/MS – Assis/SP
- Ladário/MS – Ourinhos/SP
- Ladário/MS – São Paulo/SP
Partindo de Corumbá (MS):
- Corumbá/MS – Presidente Epitácio/SP
- Corumbá/MS – Presidente Prudente/SP
- Corumbá/MS – Assis/SP
- Corumbá/MS – Ourinhos/SP
- Corumbá/MS – São Paulo/SP
Partindo de Miranda (MS):
- Miranda/MS – Presidente Epitácio/SP
- Miranda/MS – Presidente Prudente/SP
- Miranda/MS – Assis/SP
- Miranda/MS – Ourinhos/SP
- Miranda/MS – São Paulo/SP
A decisão entrou em vigor na data de sua publicação.
Quando uma autorização é concedida sub judice, significa que ela está condicionada a uma decisão judicial ainda em curso.
Na prática, a empresa pode operar a linha enquanto a decisão judicial estiver válida, mas o direito pode ser revisto caso haja mudança no entendimento da Justiça ao final do processo.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

