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ANTT autoriza oito empresas para fretamento interestadual e internacional

Decisão da SUPAS, publicada no DOU desta quarta-feira (12), libera acesso ao sistema de emissão de licenças de viagem

ALEXANDRE PELEGI

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou oito empresas a operar o transporte rodoviário coletivo interestadual e internacional de passageiros em regime de fretamento. A medida consta na Decisão SUPAS nº 235, de 5 de fevereiro de 2026, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 12 de fevereiro.

O ato foi assinado pelo superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros, Juliano de Barros Samôr, e tem como base o art. 3º e o inciso XII do art. 8º do Anexo da Resolução nº 5.818/2018.

De acordo com a decisão, as autorizatárias deverão cumprir as condições previstas na Agência Nacional de Transportes Terrestres nº 4.777/2015, norma que disciplina o transporte rodoviário coletivo interestadual e internacional de passageiros realizado em regime de fretamento.

Empresas autorizadas

Foram autorizadas as seguintes empresas, com respectivos TAF e CNPJ:

Confira as normas para o transporte por fretamento

A autorização concedida pela ANTT impõe que as empresas observem as condições estipuladas na Resolução ANTT nº 4.777, de 6 de julho de 2015, e demais normativos pertinentes à prestação desses serviços. A resolução estabelece regras para o funcionamento do fretamento, incluindo o conceito de “circuito fechado”, que se refere a viagens de ida e volta realizadas pelo mesmo grupo de passageiros no mesmo veículo, retornando ao ponto de origem.

Uma das condições cruciais é a observância do Art. 9º da Resolução 4.777/2015, que determina que o Termo de Autorização (TAF) tem validade condicionada ao recadastramento junto à ANTT. O cadastro da autorizatária possui vigência de três anos, contados a partir da publicação do TAF no Diário Oficial da União (DOU). O descumprimento deste artigo implica renúncia automática da autorização delegada pela agência.

A SUPAS também ressalta as consequências em caso de irregularidades. A nulidade do Termo de Autorização pode ser declarada quando verificada ilegalidade no ato, impedindo a produção de efeitos jurídicos ou desconstituindo os já produzidos, sempre respeitados os princípios da ampla defesa e do contraditório. Além disso, a autorização pode ser cassada em caso de perda das condições indispensáveis para o cumprimento do objeto ou diante de infrações graves, apuradas em processo regular. O descumprimento da decisão implica ainda a aplicação das sanções previstas em resolução específica.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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