Eletromobilidade

Governo Federal abre consulta pública para Plano de Ação do Ar Limpo e metas nacionais para redução de emissões são propostas

Sugestões podem ser enviadas até 06 de março de 2026. No caso de coletivos urbanos, reduções previstas em versão inicial devem ser de 42% até 2035

ADAMO BAZANI

Colaborou Yuri Sena

O MMA (Ministério do Meio Ambiente), do Governo Federal, abriu consulta pública para receber sugestões a respeito da elaboração do chamado Plano de Ação Nacional de Ar Limpo e Clima para a Redução de Poluentes Climáticos de Vida Curta (PCVC).

Em outra frente, o Governo do Brasil divulgou, nesta quinta-feira, 05 de fevereiro de 2026, o sumário executivo do Plano Clima, o guia de implementação da meta climática nacional sob o Acordo de Paris (a NDC, na sigla em inglês), pela qual o Brasil se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% de suas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035 em relação a 2005. – VEJA MAIS ABAIXO OS DETALHES.

Ônibus: Em relação às emissões especificamente pelos ônibus, a meta proposta no documento, no caso dos rodoviários, mesmo com o uso do biodiesel e biometano, as estimativas são de aumento da poluição por causa da expansão no nível das atividades, assim como deve ocorrer com a aviação civil.

Segundo o relatório, o intuito é reduzir o ritmo de crescimento das emissões. Mas num cenário otimista, caso a eletrificação avance em ônibus rodoviários, a poluição poderia ser reduzida em 15% das Megatoneladas de Dióxido de Carbono Equivalente

Ônibus rodoviários e a aviação comercial doméstica, modais de difícil abatimento, tendem a se expandir também para atender à crescente demanda por passageiros, com menor intensidade de emissões por uso de biocombustíveis. Portanto, até 2030, as emissões líquidas do setor devem apresentar um crescimento de cerca de 9% comparado com 2022” – diz parte do relatório.

Já no caso dos ônibus urbanos, as reduções, em especial por causa da eletrificação, podem variar entre 6% e 42%, dependendo do ritmo de investimentos e da implantação de infraestrutura.

“Nesse plano, o grande diferencial entre cenários se expressa na trajetória de descarbonização da mobilidade urbana, a qual representa uma redução entre -6% no cenário mais conservador e – 42% no mais ambicioso, com relação a 2022” – relata outro trecho do documento oficial ao qual o Diário do Transporte teve acesso.

Levando em conta todos os segmentos, o Governo Federal diz que o Brasil se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% de suas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035 em relação a 2005.

Assim, de acordo com o MMA, a meta é reduzir as emissões de gases de efeito estufa de 2,04 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente, registradas em 2022, para 1,2 bilhão de toneladas até 2030. Em 2035, o volume deverá ficar entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas, o que representa queda de 58% a 49% em relação aos níveis de 2022.

CONSULTA PÚBLICA

A participação está aberta até o dia 06 de março de 2026, sendo possível por três canais oficiais:

Site do Ministério: https://www.gov.br/mma

Ficha de Inscrição Eletrônica: https://forms.office.com/pages/responsepage.aspx?id=Z6NXOThtH0ykujPo88VQ58TS5lhmx0BMjHarPmCO7O9UNjdBQVJDVERDVFYxSzFPS1hDMURLNFdTRi4u&origin=lprLink)&route=shorturl

E-mail: dqa@mma.gov.br

O objetivo é criar metas e também diretrizes concretas sobre como alcançá-las para a redução da poluição atmosférica por diversos setores e atividades econômicas, entre as quais, o transporte coletivo de passageiros.

O foco principal é a redução de poluentes climáticos de vida curta no Brasil.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, no caso da consulta pública, os PCVCs — metano (CH₄), carbono negro, ozônio troposférico e hidrofluorcarbonos (HFCs) — têm alto potencial de aquecimento global e permanecem menos tempo na atmosfera do que o dióxido de carbono (CO₂), com impactos na qualidade do ar, saúde humana, ecossistemas e na produtividade agrícola.

Ainda de acordo com a pasta, o plano propõe ações que enfrentem simultaneamente a mudança do clima e a poluição atmosférica, além de prever mecanismos de governança, monitoramento e avaliação para assegurar a implementação coordenada das medidas. A iniciativa integra políticas de clima e de qualidade do ar, mirando na redução desses poluentes e na geração de benefícios concretos para a saúde da população, bem como do desenvolvimento sustentável.

Em nota, o secretário nacional de Meo Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf, que já foi diretor no Brasil da fabricante chinesa de veículos elétricos, entre os quais ônibus, será necessário integras políticas, ministérios e diferentes setores não só para delinear metas, mas para conseguir resultados práticos.

“É nessa perspectiva que o MMA busca elaborar um plano de ação capaz de integrar os esforços já desenvolvidos por diferentes atores e ministérios. A proposta envolve não apenas uma governança multinível e multissetorial, mas também a construção de uma estratégia comum para articular e potencializar as experiências já em curso no governo. Esse plano só será efetivo se for construído de maneira colaborativa e participativa”, afirmou.

Adalberto explicou, ainda, que a proposta surge como um passo complementar ao Plano Clima e à Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês), ao detalhar estratégias, medidas e a articulação intersetorial que deve ser realizada.

“O tema dos poluentes climáticos não-CO₂ já foi incorporado ao Plano Clima, que conta com um anexo específico sobre o assunto, mas é importante avançar na definição das ações e na estruturação de uma governança capaz de implementar um plano que integre as agendas de ar limpo e clima”, enfatizou o secretário.

VEJA A PARTE DO SUMÁRIO EXECUTIVO EM RELAÇÃO A MOBILIDADE URBANA:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Santiago disse:

    Esse verdão elétrico fica bacana sem aquelas calotas decorativas!
    Mas deve ser só porquê ele ainda está no pátio da fabrica.
    O problema das calotas é que elas bloqueiam uma boa parte da necessária ventilação natural das rodas. Pior ainda nos veículos urbanos, que a todo momento estão acelerando e freiando.

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