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Metrô de Santiago e Alstom apresentam primeiro trem para futura Linha 7 do Chile

Modal contará com 37 trens no total e previsão é de que cerca de 1,6 milhão de pessoas sejam beneficiadas

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A Alstom e o Metrô de Santiago, apresentaram o primeiro trem Metropolis AS-22-UTO que circulará na futura Linha 7, no Chile. O evento ocorreu na última terça-feira, 20 de janeiro de 2026, na planta da empresa de mobilidade em Taubaté, no estado de São Paulo, e contou com a presença de representantes do Metrô de Santiago Guillermo Muñoz, presidente do conselho, e Ximena Schultz, gerente da Divisão de Projetos, da diretora-geral da Alstom Brasil, Suely Sola, além de outros diretores do comitê latino-americano da empresa e equipes técnicas.

O trem inicia agora uma fase de testes na planta de Taubaté, antes da entrega prevista para o segundo semestre de 2026, marcando o início das entregas dos 37 trens. Esse marco é especialmente significativo no contexto da celebração dos 50 anos do Metrô de Santiago e reforça cinco décadas de colaboração com a empresa francesa.

Guillermo Muñoz, presidente do conselho do Metrô de Santiago, afirmou: “Este é um marco muito importante para a empresa e para todos os chilenos que acompanham os avanços do portfólio de projetos do Metrô no momento de maior expansão de sua história. Os trens da Linha 7 têm 102 metros de comprimento, capacidade para 1.247 passageiros, além de dois espaços para pessoas com mobilidade reduzida em cada composição. São fabricados em aço inoxidável, o que garante maior durabilidade e reduz o consumo de energia elétrica. Os carros terão quatro portas e corredores amplos e interligados entre os vagões, assegurando um fluxo eficiente de passageiros. Serão equipados com ar-condicionado e um avançado sistema de informação ao passageiro, com atualizações de rotas e estações, portas USB-C para recarga e um moderno sistema de segurança com câmeras de alta resolução e intercomunicadores, permitindo que os usuários se comuniquem com o centro de controle do Metrô”.

Ao todo, a Alstom construirá 37 trens Metropolis, cada um com cinco carros, nas instalações de Taubaté, como parte do contrato entre a empresa e o Metrô de Santiago. Pelo mesmo contrato, a Alstom também fornecerá o sistema de sinalização Urbalis CBTC, que permitirá a operação sem condutor, aumentando a eficiência e a segurança do serviço. Além desse acordo, a Alstom assinou outros dois contratos: um para o fornecimento e a construção das vias e do sistema de catenária, e outro para o fornecimento do sistema elétrico. Todos os três contratos incluem 20 anos de manutenção, com um sistema de manutenção preditiva para os trens, as vias e a catenária.

“Há mais de 70 anos, a Alstom Brasil fabrica trens que mantêm a América do Sul em movimento, e hoje damos as boas-vindas à mais recente adição a essa orgulhosa tradição, com o primeiro trem para a futura Linha 7 do Metro de Santiago”, afirmou Suely Sola, diretora-geral da Alstom Brasil. “Foi uma honra receber nossos clientes do Chile para apresentar esse primeiro trem e as equipes que trabalham arduamente em toda a frota de 37 trens.”

Para Waleria Haga, diretora de projetos da Alstom para a Linha 7, “a apresentação do primeiro trem representa um passo muito importante em um projeto que irá melhorar a mobilidade no Chile, oferecendo um transporte confiável, seguro e acessível. A Linha 7 contribuirá para melhorar o deslocamento de aproximadamente 1,6 milhão de pessoas, tornando-o mais rápido, eficiente e sustentável. Este projeto se baseia na sólida experiência da Alstom na fabricação de material rodante ferroviário na América Latina e em sua longa parceria com o Metro de Santiago”.

Metrô de Santiago e Linha 7

Atualmente em construção, a Linha 7 do Metrô de Santiago terá 26 quilômetros de extensão e contará com 19 estações. A linha atravessará sete comunas: Renca, Cerro Navia, Quinta Normal, Santiago, Providencia, Vitacura e Las Condes, sendo que três delas (Renca, Cerro Navia e Vitacura) passarão a integrar a rede pela primeira vez, beneficiando uma população estimada em 1,6 milhão de habitantes.

Quando a Linha 7 entrar em operação, estima-se que o tempo de viagem entre as estações terminais será de 37 minutos, o que representa uma redução de 49% em relação ao sistema atual de ônibus (cerca de 72 minutos). O projeto gera 24 mil empregos desde o início das obras até a entrada em operação, prevista para 2028. No primeiro ano de funcionamento da Linha 7, projeta-se uma demanda média diária de 194 mil passageiros em dias úteis e um total anual de 60 milhões de passageiros.

Também no primeiro ano de operação, espera-se reduzir aproximadamente 33 mil toneladas de CO₂ em emissões e consumo de combustível, o que equivaleria, de forma estimada, ao plantio de 55 mil árvores adultas. O investimento total da Linha 7 é de US$ 2,528 bilhões.

Projeção do Metrô de Santiago

Atualmente, a rede do Metrô conta com sete linhas, 143 estações e 149 quilômetros de extensão. Transporta 2,4 milhões de passageiros por dia e, em 2025, realizou 661 milhões de viagens.

Com os projetos de expansão — extensão da Linha 6 para leste e oeste e as novas linhas 7, 8, 9 e A (em direção ao aeroporto) —, até 2033 o metrô somará 56 novas estações e 82,5 quilômetros adicionais. A rede passará a contar com 199 estações, um aumento de 39%, e 231,5 quilômetros de extensão, crescimento de 55%, tornando o Metrô de Santiago o sistema com maior extensão da América Latina.

Com mais de 600 colaboradores em oito unidades, a Alstom opera no Chile com trens metropolitanos e regionais, sistemas de sinalização e serviços de infraestrutura e manutenção. A empresa participa de projetos ferroviários em todo o país, incluindo o Metrô de Santiago, a EFE Valparaíso e a Empresa de Ferrocarriles del Estado (EFE), como a linha Alameda-Nos.

Até hoje, a Alstom forneceu ao Metrô de Santiago as frotas NS74, NS93, AS02, NS04 e NS16. Em breve, a essas se somarão os novos trens AS22 da Linha 7. Atualmente, mais de 35 mil trens Metropolis estão em operação ou encomendados para mais de 70 cidades em 40 países, atendendo 80 clientes e transportando com segurança cerca de 15 bilhões de passageiros por ano em todo o mundo.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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