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Prefeitura de São Paulo empenha R$ 663,8 milhões em 2026 para pagar financiamentos de ônibus elétricos e obras de mobilidade

A maior parte dos empenhos está associada ao Programa Ônibus Elétrico

Valores cobrem juros e amortizações de contratos com Banco do Brasil, BNDES e Banco Mundial ligados ao Programa Ônibus Elétrico e a obra de BRT na Zona Leste

ALEXANDRE PELEGI

A Prefeitura do Município de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Fazenda, autorizou o empenho de R$ 663,87 milhões no orçamento de 2026 para o pagamento de amortização, juros e encargos de operações de crédito já contratadas. Os recursos estão ligados principalmente ao Programa Ônibus Elétrico e a obras estruturantes de mobilidade urbana, como o Corredor Aricanduva, com financiamentos junto ao Banco do Brasil, BNDES e ao Banco Mundial (BIRD).

Os despachos publicados não criam novos empréstimos. Eles reservam recursos orçamentários para cumprir contratos em vigor, garantindo previsibilidade financeira, evitando atrasos e assegurando a continuidade das políticas públicas de transporte e mobilidade.

Ônibus elétricos concentram a maior parte dos empenhos

A maior fatia dos empenhos está associada ao Programa Ônibus Elétrico, instituído pela Lei Municipal nº 17.254/2019, que sustenta a política de substituição gradual da frota a diesel por veículos de baixa ou zero emissão.

Somente para contratos com o Banco do Brasil, os empenhos somam cerca de R$ 178,8 milhões, referentes a operações de crédito firmadas em 2023 e 2024, destinadas ao pagamento de juros e amortizações previstas para 2026.

Já o BNDES responde por um empenho de R$ 411,56 milhões, ligado ao Contrato de Operação de Crédito SF nº 04/23, também voltado ao financiamento da eletrificação da frota municipal.

Corredor Aricanduva também entra na conta

Além dos ônibus elétricos, a Secretaria da Fazenda autorizou o empenho de R$ 73,52 milhões para despesas financeiras do contrato BIRD 9081-BR, firmado com o Banco Mundial. O financiamento está ligado ao Programa de Melhoria da Mobilidade Urbana Universal do Corredor Aricanduva, um dos principais projetos viários da Zona Leste da capital.

Entenda os empréstimos feitos pela prefeitura 

Os empenhos autorizados para 2026 referem-se ao pagamento de parcelas de financiamentos já contratados, em dois eixos centrais da política municipal: eletrificação da frota de ônibus e infraestrutura de mobilidade urbana.

Ônibus elétricos: financiamentos em andamento

A transição energética da frota é sustentada por operações de crédito com bancos públicos:

Situação atual da frota elétrica

A última entrega relevante de ônibus elétricos na capital ocorreu em 17 de dezembro de 2025, quando o prefeito Ricardo Nunes apresentou 140 novos veículos incorporados ao sistema.

Com essa entrega, São Paulo passou a contar com 1.149 ônibus elétricos em operação, sendo:

Apesar do avanço, o total ainda representa menos da metade da meta prevista para dezembro de 2024. A substituição dos veículos a diesel ocorre de forma gradual, acompanhando os cronogramas das concessionárias e a implantação da infraestrutura de recarga nas garagens. A meta da Prefeitura é acelerar o processo até o fim de 2026, ampliando a participação de veículos elétricos e reduzindo as emissões do transporte coletivo.

BRT Aricanduva: situação do projeto

O Corredor BRT Aricanduva prevê cerca de 13,6 quilômetros de via exclusiva, com estações acessíveis e integração com outros modais na Zona Leste. Em dezembro de 2025, a Prefeitura assinou os pré-contratos com os consórcios vencedores dos quatro lotes da obra.

A formalização definitiva depende da apresentação das garantias de execução exigidas nos financiamentos internacionais. Com essa etapa concluída, a expectativa é de início efetivo das obras, encerrando um longo período de preparação técnica, licitações e desapropriações.


Empenho relativo ao contrato BRT Aricanduva:

Empenhos referentes a financiamentos do Programa Ônibus Elétrico

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

 

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