Autopass registra mais de 2,7 milhões de pagamentos digitais no transporte público de Santana do Livramento (RS)

Sistema de bilhetagem eletrônica opera em todas as linhas municipais e tem média de 9 mil transações por dia

ALEXANDRE PELEGI

O sistema de bilhetagem digital do transporte público de Santana do Livramento, operado pela Autopass, ultrapassou a marca de 2,7 milhões de transações em dez meses de funcionamento. A média registrada é de pouco mais de 9 mil pagamentos por dia, segundo dados divulgados neste mês de janeiro de 2026.

Santana do Livramento está localizada na região da Campanha, no sudoeste do Rio Grande do Sul, na fronteira seca com a cidade uruguaia de Rivera, formando um eixo urbano binacional com intensa circulação diária. O município tem cerca de 82 mil habitantes e uma das maiores extensões territoriais do estado, com aproximadamente 6,9 mil quilômetros quadrados. O sistema de transporte coletivo urbano é operado por ônibus, com 23 linhas municipais e uma frota em torno de 30 veículos, atendendo diariamente cerca de 30 mil passageiros.

Atualmente, os ônibus da frota municipal operam com validadores eletrônicos que permitem o pagamento da tarifa por QR Code, cartões por aproximação e Pix. A bilhetagem digital passou a ser utilizada em todas as linhas do sistema urbano, substituindo o modelo anterior, que não contava com meios eletrônicos de pagamento.

Além da bilhetagem, os veículos contam com recursos de monitoramento da operação, como GPS e conexão 4G, que permitem o acompanhamento do serviço em tempo real. As informações geradas são utilizadas pela administração municipal para o controle da arrecadação e para a avaliação do desempenho do transporte coletivo.

Os usuários têm acesso aos serviços por meio do aplicativo BUS – Bilhete Único Santanense, que reúne funcionalidades como consulta de saldo, histórico de viagens, atendimento digital e localização dos ônibus. A ferramenta também permite maior transparência sobre a operação do sistema.

Antes da implantação da bilhetagem eletrônica, o município não dispunha de um sistema digital integrado para o transporte público. Com a adoção do novo modelo, a gestão passou a contar com dados operacionais consolidados, usados no acompanhamento da operação e no planejamento do serviço.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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