Eletromobilidade

Prefeitura de São Paulo empenha R$ 26,7 milhões para pagar financiamentos do Banco do Brasil e do BNDES ao Programa Ônibus Elétrico

Recursos cobrem amortização e juros de contratos com as duas instituições do governo federal; frota de ônibus elétricos em operação na cidade de São Paulo chega a 1.149 unidades, todas integradas ao transporte coletivo municipal gerido pela SPTrans.

ALEXANDRE PELEGI

A Prefeitura do Município de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Fazenda, autorizou o empenho de R$ 26.783.219,83 no orçamento de 2026 para o pagamento de amortização e juros de financiamentos contratados para apoiar programas de redução de emissões no transporte público, com destaque para o Programa Ônibus Elétrico.

Os valores constam de despachos oficiais e dizem respeito a contratos já firmados, não representando novas contratações de crédito nem novos investimentos. Os empenhos referem-se exclusivamente ao serviço da dívida dessas operações financeiras.

Financiamento com o BNDES

A maior parte do valor empenhado, R$ 21.748.278,14, foi autorizada a favor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Desse total, R$ 14.620.358,97 correspondem a juros e encargos financeiros, enquanto R$ 7.127.919,17 referem-se à amortização do principal.

O montante cobre despesas do financiamento firmado com o BNDES, assinado em 14 de novembro de 2024, que prevê até R$ 2,5 bilhões para apoiar a eletrificação da frota de ônibus da capital paulista. A operação é voltada à substituição de veículos movidos a combustíveis fósseis por modelos de menor ou zero emissão, com foco na redução de poluentes e na modernização do transporte coletivo.

A gestão do contrato é feita pela Secretaria Municipal da Fazenda, e a liberação dos recursos ocorre de forma gradual, conforme o avanço das aquisições realizadas pelas concessionárias de transporte.

Financiamento com o Banco do Brasil

Em despacho separado, a Secretaria da Fazenda também autorizou o empenho de R$ 5.034.941,69 a favor do Banco do Brasil. Nesse caso, R$ 2.720.126,88 foram destinados ao pagamento de juros e encargos financeiros, enquanto R$ 2.314.814,81 correspondem à amortização do principal.

O financiamento citado nesta matéria, firmado com o Banco do Brasil, prevê R$ 250 milhões em recursos voltados à redução das emissões no transporte público municipal, incluindo a renovação da frota e a adoção de tecnologias mais limpas. Esse contrato é distinto de outras operações firmadas pela Prefeitura e é o único com o Banco do Brasil relacionado aos empenhos publicados agora.

Situação atual da frota elétrica

A última entrega significativa de ônibus elétricos na capital ocorreu em 17 de dezembro de 2025, quando o prefeito Ricardo Nunes apresentou 140 novos veículos incorporados ao sistema. Com essa entrega, a frota de ônibus elétricos em operação na cidade de São Paulo passou a ter 1.149 coletivos a eletricidade, contando com 189 trólebus, menos da metade da meta para até dezembro de 2024.

A substituição dos ônibus a diesel ocorre de forma gradual, acompanhando os cronogramas das concessionárias e a implantação da infraestrutura de recarga. A meta da Prefeitura é acelerar esse processo até o fim de 2026, ampliando de forma significativa a participação de veículos elétricos na frota e reduzindo as emissões do transporte coletivo.

Quais são os contratos de financiamento da Prefeitura com BNDES e BB

De forma objetiva, a Prefeitura de São Paulo possui atualmente as seguintes operações de crédito relacionadas à eletrificação da frota e à redução de emissões:

  • BNDES: financiamento de até R$ 2,5 bilhões, assinado em 14 de novembro de 2024, destinado ao Programa de Eletrificação da Frota de Ônibus;
  • Banco do Brasil: financiamento de R$ 250 milhões, contratado em 2023, voltado ao Programa de Redução de Gases Poluentes e objeto dos empenhos publicados agora;
  • Banco do Brasil: outro financiamento, também de R$ 250 milhões, igualmente contratado em 2023, no âmbito do mesmo programa, mas que não está relacionado aos empenhos divulgados nesta publicação.

Os empenhos agora publicados refletem o cumprimento das obrigações financeiras assumidas pelo município nesses contratos e fazem parte da estratégia de longo prazo da Prefeitura de São Paulo para a transição energética do transporte coletivo, considerada um dos principais eixos da política de mobilidade urbana da capital.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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