Levantamento será feito com entrevistas domiciliares e dados de telefonia móvel e vai orientar o planejamento do transporte nas próximas décadas
ALEXANDRE PELEGI
Conforme noticiado pelo Diário do Transporte nesta quinta-feira (08), a Secretaria dos Transportes Metropolitanos firmou parceria com a Fundação Seade para a realização de uma ampla pesquisa de deslocamentos nas Regiões Metropolitanas do Estado de São Paulo. O trabalho começa pela Região Metropolitana de Jundiaí, no primeiro semestre de 2026, marcando o início de um novo ciclo de atualização de dados sobre mobilidade urbana fora da capital paulista.
O contrato, no valor de R$ 15,3 milhões, foi assinado em 30 de dezembro de 2025 e prevê a coleta domiciliar de informações, complementada pelo uso de dados anonimizados de telefonia móvel, para mapear com maior precisão os deslocamentos diários da população. A iniciativa dá sequência ao que o Diário do Transporte já havia antecipado sobre a contratação do Seade para a pesquisa de Origem e Destino no estado.
Jundiaí abre a pesquisa
Na primeira etapa, a pesquisa será aplicada nos municípios de Jundiaí, Louveira, Cabreúva, Itupeva, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista. O estudo alcançará uma população estimada em 843,5 mil habitantes, com amostragem de cerca de 6 mil domicílios entrevistados, permitindo um retrato detalhado dos padrões de viagem na região.
Os dados levantados servirão de base para o Plano Integrado de Transportes Urbanos (PITU), instrumento estratégico que orienta investimentos e políticas públicas de mobilidade no Estado de São Paulo ao longo das próximas décadas, especialmente no que diz respeito à integração entre modais e à adoção de soluções mais sustentáveis.
Expansão para outras regiões
Para o segundo semestre de 2026, o cronograma prevê a realização da pesquisa na Região Metropolitana de Sorocaba e na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. A expansão para as demais regiões metropolitanas paulistas ocorrerá de forma gradual, com conclusão estimada até 2028.
A Região Metropolitana de São Paulo ficará fora desse levantamento, já que é atendida pela tradicional Pesquisa Origem e Destino realizada pelo Metrô de São Paulo, que segue metodologia própria e periodicidade específica.
Segundo a STM, a combinação de entrevistas presenciais com dados de telefonia móvel permitirá compreender melhor como as pessoas se deslocam, em que horários, por quais motivos e com quais meios de transporte, fortalecendo a base técnica para decisões futuras em mobilidade metropolitana.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

