Obras da Linha 6-Laranja atingem 77% de conclusão e início da operação é previsto para outubro

Foto: Reprodução/Governo do Estado de São Paulo

Quando concluída, a linha contará com as quatro estações de maior profundidade do sistema metroviário de São Paulo (SP), sendo Itaberaba-Hospital Vila Penteado a maior, com cerca de 65 metros

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

As obras da Linha 6-Laranja do metrô, que ligará a Brasilândia ao centro de São Paulo, chegaram a 77% de conclusão. O primeiro trecho, entre as estações Brasilândia e Perdizes, começa a operar em outubro de 2026.

Funcionamento da Linha 6-Laranja

A Linha 6-Laranja terá 15,3 quilômetros de extensão em um trajeto de 15 estações – todas subterrâneas, da Brasilândia até São Joaquim. Se hoje esse percurso é feito de ônibus em 1h30, com o metrô, o tempo diminui para cerca de 23 minutos. A linha deve transportar, em média, 633 mil passageiros por dia.

O trecho também é conhecido como “Linha das Universidades”. Isso porque estações da Linha 6-Laranja estarão localizadas no entorno de faculdades da capital paulista (PUC, Mackenzie, FAAP, Unip, FMU, entre outras). Na FAAP, por exemplo, haverá acesso à estação dentro dos campus.

Estações mais profundas de metrô

Uma vez inaugurada, a Linha 6-Laranja terá as quatro estações mais profundas de metrô de São Paulo. A mais funda será a Itaberaba-Hospital Vila Penteado, no Jardim Iracema, com 65,7 metros de profundidade. Para se ter uma ideia, hoje, a estação mais funda de metrô é a Santa Cruz, das linhas 1-Azul e 5-Lilás, com 41,5 metros de profundidade.

Profundidade das estações da Linha 6-Laranja

Itaberaba-Hospital Vila Penteado: 65,71 metros
Higienópolis-Mackenzie: 64,86 metros
Bela Vista: 60,68 metros
PUC-Cardoso de Almeida: 60,51 metros
São Joaquim: 52,08 metros
Água Branca: 47,80 metros
FAAP-Pacaembu: 45,71 metros

Trens autônomos e mais espaçosos

Os trens da Linha 6-Laranja são autônomos, o que significa que não requerem a presença de um condutor para funcionar. Os veículos estão equipados com pantógrafos, dispositivos destinados à captação de energia elétrica proveniente da rede aérea para alimentar os sistemas elétricos do trem.

Serão seis carros por trem. Ao todo, cada trem da Linha 6-Laranja poderá transportar até 2.044 passageiros a uma velocidade de até 90 km/h. Além disso, o intervalo entre os trens será de 75 a 90 segundos.

Achados arqueológicos

Durante as escavações da Linha 6-Laranja, foram identificados sítios arqueológicos ao longo do traçado, principalmente na região central, próximo à futura Estação 14 Bis-Saracura, indicando a presença de ocupações humanas antigas no local.

Por isso, as obras da Linha 6 contam com monitoramento arqueológico contratado pelo Governo de São Paulo. Nesse caso, arqueólogos garantem que qualquer vestígio identificado seja registrado, analisado e preservado.

Quando evidências são encontradas, inicia-se a etapa de resgate arqueológico, que inclui escavações detalhadas e análises laboratoriais. Esse procedimento não apenas assegura a proteção do patrimônio como permite que os objetos — como fragmentos de cerâmica, utensílios, louças, estruturas antigas e peças ligadas à história da população negra na região — sejam incorporados ao conjunto de bens culturais do país.

A Linha 6-Laranja mantém, inclusive, um programa permanente de acompanhamento e transparência sobre esses achados, reforçando a coexistência entre obras de infraestrutura e preservação histórica.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading