Eletromobilidade

Auto Bless testa van elétrica adaptada para PcDs, em especial crianças com autismo

Segundo Valter Bispo, presidente da empresa, iniciativa dialoga com o empenho da Prefeitura de SP e do prefeito Ricardo Nunes em ampliar conforto e acessibilidade no transporte especializado

ALEXANDRE PELEGI

 

A Auto Bless, empresa que atua no transporte coletivo nas zonas Oeste e Sul da capital paulista, iniciou testes com uma van elétrica adaptada voltada ao atendimento do público PcD, em especial crianças no espectro autista. A avaliação envolve aspectos operacionais, de conforto e de adequação do veículo às condições reais de circulação na cidade de São Paulo, e integra o programa Atende+.

De acordo com o presidente da Auto Bless, Valter Bispo, o teste do modelo elétrico está alinhado ao esforço da Prefeitura de São Paulo para avançar em soluções que combinem acessibilidade e sustentabilidade no transporte. Segundo ele, a gestão municipal, sob comando do prefeito Ricardo Nunes, tem demonstrado interesse em alternativas que melhorem a qualidade do serviço prestado às pessoas com mobilidade reduzida.

O município está empenhado em buscar soluções que ofereçam mais conforto para as pessoas com deficiência, e as vans elétricas se inserem nesse contexto”, afirmou Bispo. Segundo o executivo, veículos desse tipo reduzem ruído e vibração, fatores que impactam diretamente o bem-estar dos usuários durante os deslocamentos.

A van elétrica em testes conta com adaptações específicas para PcD, como plataforma elevatória para cadeirantes, configuração interna voltada à segurança dos passageiros e layout que facilita o embarque e o desembarque. Durante a fase de avaliação, a Auto Bless acompanha indicadores como autonomia, desempenho em vias urbanas, tempo de recarga e adequação à operação diária.

Ainda segundo Valter Bispo, a iniciativa tem caráter experimental e busca gerar informações técnicas que possam subsidiar decisões futuras. “Estamos testando para entender como esse tipo de veículo se comporta na prática e como pode contribuir para um transporte mais acessível e confortável”, explicou.

Por enquanto, não há definição sobre incorporação definitiva do modelo elétrico à frota. Os testes seguem em andamento e os resultados devem servir de base para eventuais discussões sobre o uso de vans elétricas no transporte especializado para PcD na capital paulista.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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