Prefeitura de SP prorroga estudos para implantação do transporte hidroviário na Represa Billings

Foto: Ciete Silvério/Prefeitura de São Paulo

Operação assistida segue por mais seis meses para consolidar dados do futuro sistema de mobilidade

ALEXANDRE PELEGI

A Prefeitura de São Paulo decidiu prorrogar, por mais seis meses, os estudos que vão embasar a implantação do futuro Sistema de Transporte Público Hidroviário (STHPS) na Represa Billings, conhecido como projeto Aquático. A autorização foi publicada nesta sexta-feira, 5 de dezembro de 2025 no Diário Oficial da Cidade.

O trabalho, conduzido pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte em parceria com a SPTrans, dá continuidade à operação assistida realizada na Billings. A fase atual envolve a coleta de dados técnicos sobre condições de navegação, tempos de percurso, segurança, infraestrutura de embarque e desembarque e desempenho das embarcações em operação experimental.

A Transwolff era a empresa responsável por operar, de forma contratada pela Prefeitura, a linha experimental de transporte aquaviário na Represa Billings, iniciada em caráter de teste como parte de um programa-piloto de mobilidade na região do extremo Sul. Era a empresa contratada para fornecer embarcações, tripulação e operação assistida, sob coordenação técnica da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana.

Quando a Prefeitura decretou intervenção na Transwolff, em razão das investigações do Ministério Público e da perda de capacidade de comando empresarial, o município passou a intervir diretamente na operação rodoviária da empresa — e, por consequência, também nas atividades auxiliares que estavam sob sua responsabilidade, incluindo o projeto Aquático.

Com a intervenção, tornou-se inviável manter a empresa como executora do piloto na Billings. Para evitar a interrupção do serviço experimental e garantir continuidade aos estudos já iniciados, a Prefeitura decidiu transferir integralmente para a SPTrans a condução técnica e operacional do projeto hidroviário.

Assim, a SPTrans passou a:

  • coordenar a operação assistida;

  • coletar dados de campo;

  • avaliar desempenho e custos;

  • estruturar o modelo de futuro serviço público;

  • administrar diretamente contratos e equipes envolvidas.

Ou seja: a intervenção na Transwolff retirou da empresa a condição de operadora do piloto, levando a Prefeitura a internalizar o projeto na SPTrans para garantir continuidade, segurança jurídica e capacidade técnica até a definição do formato definitivo do Sistema Hidroviário de Transporte Público de São Paulo (STHPS).

Base para um novo modal na capital

A prorrogação permitirá aprofundar informações essenciais para o projeto hidroviário, considerado pela Prefeitura como um novo eixo de mobilidade para atender áreas com menor oferta de transporte público. A administração municipal aposta que o sistema, quando implantado, poderá reduzir tempos de viagem e criar alternativas ao uso do ônibus em regiões periféricas.

O Convênio agora prorrogado foi firmado inicialmente com o objetivo de permitir que a SPTrans executasse, de forma assistida, testes operacionais na Billings, reunindo informações sobre:

  • navegabilidade e condições da represa;

  • desempenho das embarcações;

  • tempo de percurso entre pontos potenciais;

  • segurança operacional;

  • infraestrutura necessária para embarque e desembarque;

  • interação do modal hidroviário com o sistema de mobilidade já existente.

Os dados reunidos alimentam os estudos de viabilidade do STHPS, que poderá se tornar um novo eixo de deslocamento diário para moradores de áreas distantes do centro, reduzindo a dependência exclusiva do transporte rodoviário.

Segundo o despacho, o convênio entre Prefeitura e SPTrans terá continuidade a partir de 1º de janeiro de 2026, garantindo mais um semestre de estudos e avaliações de campo. A medida atende recomendação técnica e jurídica para não interromper os levantamentos já em curso.

Mobilidade conectada à geografia da cidade

O transporte hidroviário é apontado por especialistas como uma forma de usar a própria geografia de São Paulo para melhorar deslocamentos, especialmente em áreas onde a represa já faz parte do cotidiano das comunidades do entorno.

Com a extensão do convênio, a administração municipal reforça a intenção de consolidar todos os dados necessários antes de definir o formato definitivo do sistema — incluindo rotas, frequências, características das embarcações e integração com outros modais.



Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

 

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Comentários

Comentários

  1. Santiago disse:

    O Aquático é uma das poucas e louváveis realizações da gestão Nunes!
    Precisa ser mantido e aperfeiçoado, tanto por esta quanto pelas próximas gestões.
    É um modal necessario e muito bem vindo nas regiões das represas.

  2. Wellington pinheiro gomes disse:

    Tem que melhorar muito informações vivem quebradas

  3. Wellington pinheiro gomes disse:

    Tem que melhorar muito embarcações vivem quebradas fora a demorar de esperar tem dia que está de 30 a 1 hrs de esperar

    1. Santiago disse:

      Esse é um dos pontos a serem reavaliados: O tipo e a quantidade de embarcações.
      No lugar das atuais e sobredimensionadas embarcações que operam com intervalos maiores, seria melhor operar embarcações menores e mais simplificadas (mantendo-se o nível de seguranca) porém em quantidades maiores.
      Mais viagens com menores intervalos de espera, mais flexibilidade operacional, mais viabilidade para novas rotas, e manutenções mais ágeis e menos demoradas.

  4. Claudio disse:

    Esse transporte é muito bom, porém os barcos e vestimentas dos funcionários deixam a desejar, senhor prefeito venha andar nas lanchas velhas e quebrando sempre ,pra mídia vcs mostrar um lindo barco e a população usa barcos velhos.
    Vamos fazer jus aos marinheiros de verdade e uniformizar esses funcionários, fica o convite aí para o nosso prefeito e mostre na mídia viu.

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