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Subsídio dos ônibus em SP ganha reforço de R$ 74 milhões com decreto de crédito suplementar

Aporte integra remanejamento total de R$ 114 milhões, que também financia compras e insumos da rede municipal de saúde

ALEXANDRE PELEGI

A Prefeitura de São Paulo publicou nesta sexta-feira, 14 de novembro de 2025, o Decreto nº 64.705/2025, que abre crédito adicional suplementar de R$ 114 milhões para cobrir despesas de diversas áreas da administração. O maior volume — R$ 74 milhões — será destinado ao pagamento das compensações tarifárias do sistema municipal de ônibus, reforçando o caixa da SPTrans em meio à pressão sobre os subsídios do transporte coletivo.

Segundo o decreto, assinado pelo prefeito Ricardo Nunes, o crédito suplementar está autorizado pela Lei nº 18.220/2024 e será distribuído da seguinte forma:

R$ 74 milhões para o transporte coletivo

O reforço financeiro direcionado ao sistema de ônibus contempla duas dotações específicas da SPTrans, ambas classificadas como Contribuições:

Os valores serão aplicados nas Compensações Tarifárias — rubrica que compõe o subsídio pago às concessionárias de ônibus pela diferença entre o custo real das operações e a tarifa paga pelos passageiros.

No orçamento de 2025, a Prefeitura havia reservado R$ 6,48 bilhões para as Compensações Tarifárias do Sistema de Ônibus, rubrica que sustenta o subsídio pago às concessionárias. O novo crédito de R$ 74 milhões reforça essa dotação em um ano de forte pressão financeira sobre o sistema, marcado por aumento de custos operacionais e sucessivos remanejamentos para garantir o equilíbrio da operação.

Outros R$ 40 milhões reforçam despesas da Saúde

As áreas de atenção básica, especialidades, vigilância e assistência farmacêutica receberão recursos para material de consumo voltado a UBSs, AMAs, hospitais e unidades de urgência.

Os principais repasses incluem:

De onde vem o dinheiro?

O decreto determina que o crédito será coberto por anulações de dotações de diversas secretarias, que somam R$ 103,46 milhões, além de excesso de arrecadação no valor de R$ 10,54 milhões.

As anulações atingem programas como:

As supressões são pulverizadas e não comprometem a execução dos serviços, segundo a justificativa do decreto.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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