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Furtos de cabos nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda diminuem em mais de 70%, diz ViaMobilidade

Ocorrências foram reduzidas de 101, em 2024, para 27, em 2025, considerando o montante até setembro

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Em levamento divulgado à imprensa, a ViaMobilidade informou que houve uma redução de 73,3% nas ocorrências referentes a furtos de cabos nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, considerando o acumulado de 2024 em relação aos dados registrados entre janeiro e setembro de 2025.

Enquanto no ano passado foram listados 101 furtos (77 na Linha 8 e 24 na Linha 9), neste ano houve 27 até o momento (13 na Linha 8 e 14 na Linha 9).

De acordo com a empresa, não houve registros de furtos de cabos nas estações Morumbi-Claro, Cidade Jardim e Hebraica-Rebouças, da Linha 9, desde a instalação e operação das novas câmeras.

A operadora pontua que outro diferencial do sistema é a resposta imediata das equipes de segurança. Assim que uma movimentação irregular é identificada, os profissionais da GAI (Gestão e Análise de Imagens) acionam as equipes de patrulha, com agentes a pé ou em moto-ronda.

Investimentos

A ViaMobilidade comunicou que o montante de R$ 10 milhões tem sido destinado a instalação de 115 câmeras de segurança, responsáveis pelo monitoramento online das vias que compõem as Linhas 8-Diamante e 9 Esmeralda, totalizando 44 estações e trechos.

O projeto, que deve ser concluído em janeiro de 2026, já conta com 69 câmeras em operação — sendo 33 na Linha 8 e 36 na Linha 9.

Os equipamentos utilizam conectividade 5G e painéis solares com banco de baterias, abastecidos com 100% de energia renovável, limpa e sustentável. As câmeras estão sendo instaladas em 100 postes articulados, com 15 metros de altura, distribuídos ao longo das vias das duas linhas.

As imagens são analisadas em tempo real pela equipe de Gestão e Análise de Imagens (GAI), a partir da Central de Segurança, localizada no Centro de Controle Operacional (CCO), no Pátio de Presidente Altino, em Osasco. O monitoramento é contínuo, 24 horas por dia.

A tecnologia empregada é a mesma utilizada pelas concessionárias de rodovias do grupo Motiva, agora adaptada para o ambiente ferroviário metropolitano de São Paulo.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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