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Motiva lança estratégia de inovação para acelerar eficiência operacional e ampliar sustentabilidade

Vice-presidente de Inovação, Tecnologia, Risco e Sustentabilidade da Motiva, Pedro Sutter.

Estratégia organiza cinco eixos de atuação — eficiência operacional, investimentos, cidades inteligentes, experiência do cliente e novos negócios — e prevê R$ 13 milhões em projetos-piloto em 2025

ALEXANDRE PELEGI

A Motiva, empresa de infraestrutura de mobilidade que atua em rodovias, trilhos e aeroportos, apresentou nesta segunda-feira (29) a sua estratégia de inovação voltada para aumentar a eficiência de seus ativos, melhorar a experiência de passageiros e clientes e fortalecer iniciativas de sustentabilidade. O anúncio ocorreu no evento Motiva 2035, que discute o futuro da organização.

Segundo Pedro Sutter, vice-presidente de Inovação, Tecnologia, Risco e Sustentabilidade, o objetivo é alinhar inovação e digitalização ao crescimento da empresa no longo prazo. Para isso, a Diretoria de Estratégia, sob comando de Francine Saueia, teve o escopo ampliado e passou a se chamar Diretoria de Estratégia e Inovação.

O futuro da mobilidade será definido por quem conseguir inovar e digitalizar suas operações de forma eficiente. A estratégia que anunciamos cumpre exatamente isto ao utilizar a tecnologia e a inovação como alavancas para escalar o crescimento rentável e seletivo de nossos negócios no longo prazo”, afirmou Sutter.

Estrutura e eixos de atuação

A estratégia está apoiada em seis pilares corporativos — crescimento seletivo, portfólio otimizado, eficiência operacional, estrutura de capital e retorno atrativo, liderança em sustentabilidade e desenvolvimento de competências — e desdobrada em cinco domínios de inovação:

  1. Excelência Operacional

  2. Eficiência em investimentos (Capex)

  3. Cidades inteligentes e sustentabilidade

  4. Experiência do cliente

  5. Novos negócios

Entre as tecnologias previstas estão a Internet das Coisas (IoT), que conecta equipamentos físicos à rede para coleta e troca de dados em tempo real; a sensorização, com uso de sensores para monitorar variáveis de operação; e a conectividade, que integra sistemas por meio de redes digitais. A estratégia também contempla o uso de inteligência artificial generativa, capaz de criar análises e soluções a partir de grandes volumes de dados; de big data e analytics, voltados à identificação de padrões e previsão de cenários; além de automação de processos e soluções para a transição energética, como eletrificação, energias renováveis e novos materiais.

Governança e recursos

Para sustentar a estratégia, foi criado o Comitê de Inovação, Digital e Inteligência Artificial, composto pela diretoria-executiva e lideranças das áreas de tecnologia e inovação. Em 2025, o comitê aprovou R$ 13 milhões para projetos-piloto em engenharia, inteligência de mercado e suprimentos.

Também foram implementados um hub de inovação digital e um Centro de Excelência em Inteligência Artificial Generativa, com 15 especialistas. A companhia afirma que irá intensificar parcerias com startups e universidades, além de recorrer a linhas de fomento como Finep e Lei do Bem.

Continuidade da transformação digital

A Motiva já havia iniciado, em 2024, uma reestruturação tecnológica, com a criação da Diretoria de Tecnologia e Digital, programas de capacitação e investimento anual estimado em R$ 500 milhões. Segundo a empresa, o processo reduziu em 94% a obsolescência de sistemas em dois anos.

Outro passo citado foi a Jornada Motiva de Inteligência Artificial Generativa, lançada no fim de 2024, que busca incorporar a tecnologia em rodovias, trens, metrôs, VLTs e aeroportos.

Sobre a companhia

A Motiva administra 39 ativos em 13 estados, com 16 mil colaboradores. São 4.475 km de rodovias, cerca de 3,6 mil atendimentos diários, além da gestão de sistemas de trilhos que transportam 750 milhões de passageiros por ano. A empresa também opera 16 aeroportos no Brasil e três no exterior, com 45 milhões de clientes anuais.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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