Empresa brasileira se une à C.A.S.E. durante a New York Climate Week para reforçar compromissos de descarbonização e mobilidade sustentável
ARTHUR FERRARI
A Marcopolo oficializou na terça-feira (23) sua adesão à Climate Action Solutions & Engagement (C.A.S.E.), iniciativa empresarial que busca consolidar o protagonismo do Brasil na agenda climática global. O anúncio ocorreu em Nova York (EUA), durante a programação paralela da New York Climate Week e da Assembleia Geral da ONU.
Além da Marcopolo, a rede já conta com nomes como Bradesco, Itaúsa, Itaú Unibanco, Natura, Nestlé e Vale. A proposta é destacar o papel do setor privado brasileiro no avanço de soluções climáticas de impacto, alinhadas às diretrizes da Agenda de Ação da COP30.
Durante o evento, o CEO da fabricante de carrocerias, André Armaganijan, afirmou:
“Para a Marcopolo, ser protagonista no desenvolvimento de soluções de mobilidade significa impulsionar a transição para um futuro mais sustentável, conectando inovação, responsabilidade ambiental e inclusão social. Nosso propósito é claro: transformar o transporte coletivo por meio de tecnologias que promovam eficiência, acessibilidade e respeito ao meio ambiente. Ao alinharmos nossa estratégia aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, reafirmamos nosso compromisso com a descarbonização do transporte e com o desenvolvimento de soluções que impactem positivamente as comunidades onde estamos presentes. A participação na C.A.S.E e na COP30 é reflexo dessa jornada, na qual buscamos não apenas compartilhar nossa trajetória, mas também colaborar com as cadeias produtivas e mostrar que o Brasil pode liderar globalmente a mobilidade do futuro” — disse André Armaganijan.
Segundo a C.A.S.E., a entrada da Marcopolo reforça a intenção de dar visibilidade a iniciativas replicáveis no Brasil e em outros países, estimulando uma rede de implementação capaz de apoiar bioeconomia, descarbonização industrial, finanças sustentáveis e cadeias de valor mais resilientes.
A organização já mapeou 20 soluções climáticas desenvolvidas por empresas brasileiras, estruturadas em pilares estratégicos que incluem financiamento climático, transição energética, sistemas alimentares, economia circular, infraestrutura e transição justa. A expectativa é ampliar o protagonismo brasileiro até novembro de 2026, período em que o país exercerá a presidência da COP.
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte
