Valores passam a variar de R$ 5,40 a R$ 10,40 para carros de passeio nas nove praças da rodovia concedida
ALEXANDRE PELEGI
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou no Diário Oficial da União a Decisão SUROD nº 1.114, de 16 de setembro de 2025, que aprova a revisão tarifária da Concessionária Nova Rota do Oeste S.A., responsável por 850 km da BR-163 em Mato Grosso.
A medida recompõe o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão, firmado em 2014 com base no Edital nº 003/2013, e implementa as 11ª e 12ª Revisões Extraordinárias, além da 10ª Revisão Ordinária da Tarifa Básica de Pedágio (TBP).
O reajuste tem como data-base 21 de setembro de 2025 e passa a valer a partir de zero hora do terceiro dia subsequente à publicação da decisão.
Com os novos cálculos, as tarifas para automóveis, caminhonetes e furgões variam entre R$ 5,40 e R$ 10,40, dependendo da praça de pedágio. As nove praças estão localizadas em Itiquira, Rondonópolis, Campo Verde/Santo Antônio de Leverger, Cuiabá/Santo Antônio de Leverger, Acorizal, Diamantino, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso.
Estrutura societária da concessionária
A concessionária Nova Rota do Oeste S.A. pertence atualmente à MT Participações e Projetos S.A. (MT Par), uma Sociedade de Economia Mista controlada pelo Governo do Estado de Mato Grosso, que detém 100% do capital social da concessionária.
Essa configuração ocorreu após a saída da Odebrecht TransPort (atual Novonor), que detinha originalmente o contrato de concessão assinado em 2014. Em 2023, diante de dificuldades financeiras e descumprimento de investimentos, o controle acionário foi transferido ao Governo de Mato Grosso, por meio da MT Par, para garantir a continuidade da concessão. Desde então, o Estado assumiu diretamente a gestão da BR-163/MT, incluindo obras de duplicação, manutenção e operação das praças de pedágio.
A rodovia é considerada um eixo essencial para o escoamento da produção agropecuária mato-grossense, conectando a região produtora do norte ao sul do estado e aos corredores logísticos em direção aos portos.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
