Recurso foi acolhido nesta terça-feira (03), suspendendo a decisão que retomava a presença de um operador em cada trem
ADAMO BAZANI / VINÍCIUS DE OLIVEIRA
O Metrô informou nesta quarta-feira, 03 de setembro de 2025, que na última terça-feira, dia 02, o Tribunal Regional do Trabalho aceitou recurso da estatal e suspendeu a decisão que havia sido favorável ao Sindicato dos Metroviários, obrigando, na ocasião, os operadores de monotrilho estarem presentes em todas as composições da linha 15-Prata.
Conforme mostrou o Diário do Transporte, no dia 23 de agosto, em primeira instância, a Justiça Trabalhista havia determinado a volta.
Com essa decisão, as composições podem operar sem a presença do profissional, conforme havia planejado o Metrô.
Em nota, a companhia diz que a linha segue protocolos de segurança e que a operação sem o profissional pode garantir redução de intervalos e aumento na oferta de viagens.
“O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) acolheu nesta terça-feira (2) recurso do Metrô, concedendo efeito suspensivo sobre a decisão que determinava a retomada a operação da Linha 15-Prata com operadores embarcados. Na prática, a decisão do TRT mantém a atual estrutura de operação – para a qual a linha foi concebida e implantada – com funcionamento totalmente automatizado. Este modelo cumpre com rigorosos protocolos que garantem a segurança dos passageiros e operação, além de já ter possibilitado o aumento da oferta de viagens e redução dos intervalos de circulação entre os trens.”
Em nota, o Sindicato dos Metroviários diz que há risco sim aos passageiros, lamenta a decisão e que recorre
Lamentamos a decisão que não leva em consideração o risco aos passageiros e as ocorrências que confirmam os riscos apontados pelos trabalhadores do Metrô e pela ação jurídica do Sindicato. O Sindicato está recorrendo dessa decisão. A luta pela segurança no transporte público não vai parar.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte
