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Jundiaí (SP) realiza segunda audiência pública sobre transporte coletivo no Vetor Oeste

Novo Terminal Urbano terá obras a partir de 2027 e deverá atender até 30 mil passageiros por dia

ALEXANDRE PELEGI

Na noite desta quinta-feira, 28 de agosto de 2025, a Prefeitura de Jundiaí (SP) promoveu a segunda audiência pública sobre o transporte coletivo municipal. O encontro aconteceu na EMEB Ivo de Bona, no Parque Residencial Almerinda Chaves, região que em breve receberá o novo Terminal Urbano do Vetor Oeste, com início das obras previsto para dezembro de 2027.

Localizada a cerca de 60 km da capital paulista, Jundiaí integra o eixo Campinas–São Paulo. A população é estimada em mais de 460 mil habitantes em 2024/2025, de acordo com dados do IBGE, sendo considerado um importante polo industrial, logístico e de serviços. Essa característica gera grande demanda por transporte coletivo, especialmente nos deslocamentos diários de trabalhadores e estudantes.

Novo terminal integrado

Durante a audiência, o diretor de Transportes, Bruno Palhari, apresentou detalhes do projeto, que contará com recursos do Novo PAC Mobilidade. Segundo ele, o terminal terá capacidade para atender entre 20 e 30 mil passageiros por dia e, na fase inicial, abrigará cerca de 10 linhas.

O terminal vai beneficiar especialmente os moradores que se deslocam dentro da própria região, promovendo integração e agilidade para trabalhadores e estudantes que circulam entre bairros e distritos locais”, destacou Palhari.

Participação popular

A reunião contou com a presença de moradores da região, que fizeram perguntas, enviaram sugestões e apresentaram demandas. Representantes do Poder Legislativo também acompanharam o encontro.

De acordo com a Prefeitura, mais de 800 pessoas já participaram da pesquisa on-line sobre o transporte público, disponível no site oficial. A consulta tem como objetivo coletar opiniões da população para subsidiar o processo de concessão.

Próximos passos

O secretário de Mobilidade e Transportes, José Carlos Sacramone, afirmou que o processo de modernização do sistema depende desse diálogo.

Esse diálogo é fundamental para construirmos um modelo que atenda às necessidades de mobilidade da cidade, com mais eficiência, conforto e sustentabilidade”, ressaltou Sacramone.

Ainda resta uma terceira audiência pública, prevista para a primeira quinzena de setembro, antes da abertura do processo de licitação do novo modelo de concessão do transporte coletivo.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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