Em todo o Estado, número se aproxima de 800, ainda sem respostas das autoridades de Segurança Pública
ADAMO BAZANI
Mais oito ônibus urbanos da capital paulista foram atacados entre essa quarta-feira, 16 de julho de 2025, e a madrugada desta quinta-feira (17).
A atualização foi feita pela SPTrans (São Paulo Transporte) na manhã desta quinta-feira (17), em resposta ao Diário do Transporte. A Artesp, que cuida dos ônibus metropolitanos, há mais de uma semana não atualiza os números, mas os ataques aos coletivos deste tipo continuam, como na noite de quarta-feira (16) na Avenida Guido Aliberti, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, envolvendo um veículo da empresa NEXT Mobilidade, que fazia a linha 494 (Terminal Sacomã – São Paulo a Terminal Nicolau Delic – São Caetano do Sul). Ninguém se feriu, mas o ônibus precisou ser recolhido. Somente esta empresa intermunicipal teve cerca de 100 ônibus depredados e criou uma campanha especial de segurança para os motoristas (VEJA ABAIXO).
Com a atualização, sobe para 482 o total de casos desde 12 de junho de 2025, quando iniciou a onda. O número é apenas da capital. Considerando todo o Estado, já são quase 800 coletivos atacados.
São diferentes linhas de investigação, mas sem respostas das autoridades.
CAMPANHA DE EMPRESA PARA MOTORISTAS:
Com mais de 100 ônibus depredados e R$ 1,7 milhão de prejuízos, a viação que atende linhas intermunicipais no ABC preparou folhetos e mensagens para distribuir entre os funcionários com orientações sobre procedimentos após os ataques.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
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Após uma aparente tranquilidade nesta quarta-feira, 16 de julho de 2025, os ataques a ônibus voltaram a ocorrer agora na parte da noite.
O Diário do Transporte tem recebido relatos de empresas de transportes na capital paulista e no ABC.
Um dos casos mais recentes ocorreu por volta de 20h em São Caetano do Sul, no ABC Paulista.
Um ônibus intermunicipal-metropolitano da empresa NEXT Mobilidade, que fazia a linha 494 (São Paulo – Terminal Sacomã / Terminal São Caetano) teve um vidro estilhaçado após ser atingido por uma pedrada enquanto passava pela avenida Guido Aliberti, nas proximidades do Cemitério Vertical.
O veículo prefixo 81.501 teve de ser recolhido. Ninguém se feriu e não foi possível ver quem atirou a pedra, segundo os operadores ao Diário do Transporte.
Já na zona Sul de São Paulo, a Viação Metrópole Paulista, do sistema municipal, teve um ônibus atingido por uma pedra na Av. Jabaquara, nas imediações da Av. Bosque da Saúde.
O ônibus prefixo 73 002 fazia a linha 707A-10 Jd. Ângela / Metrô Praça da Árvore quando foi atingido por volta de 18h50.
Também não houve feridos.
Desde o início da onda de ataques, em 12 de junho de 2025, quase 500 ônibus na cidade de São Paulo e 800 no Estado foram vandalizados.
Algumas empresas estão adotando estratégias.
A companhia NEXT Mobilidade, a mesma que teve o coletivo vandalizado há pouco em São Caetano do Sul, criou uma campanha para orientar os motoristas e demais funcionários a como proceder nas ocorrências.
Com mais de 100 ônibus depredados e R$ 1,7 milhão de prejuízos, a viação que atende linhas intermunicipais no ABC preparou folhetos e mensagens para distribuir entre os funcionários com orientações sobre procedimentos após os ataques.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
