Eletromobilidade

Seminário no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo vai mostrar que a tecnologia trólebus deve ser pensada para o futuro, inclusive na capital paulista

Trólebus da nova geração no ABC

Evento vai reunir especialistas e ocorre em 14 de agosto na sede da entidade e já está com inscrições abertas. É gratuito. Antonio Vicente será homenageado, pai do trólebus” e que faleceu em junho.

ADAMO BAZANI

A imagem do trólebus (ônibus elétrico que opera conectado à fiação) que derruba a alavanca quando passa em qualquer buraco ou quando o motorista acelera demais atravancando o trânsito deve ser apagada definitivamente da cabeça das pessoas.

A tecnologia evolui e hoje existem modelos que rodam uma parte do trajeto conectados aos fios e outra parte de forma independente só com baterias (no Brasil conhecidos como E-Trol, que nem precisam carregar as baterias nas garagens porque armazenam a energia da própria de fiação). Há também alavancas (pantógrafos) pneumáticas que minimizam os riscos de queda. Além disso, a cena do motorista na chuva puxando as cordas que ficam atrás do trólebus para reconectar à rede também é passado com a tecnologia de acionamento pelo painel.

Diversas cidades do mundo e, no Brasil, o Corredor ABD e o futuro BRT-ABC, na ligação entre a capital paulista e municípios da região do ABC, apostam neste tipo de ônibus, em especial o E-Trol, que, são mais baratos que os ônibus somente a bateria, dispensam carregadores nas garagens e a necessidade de grandes alterações nas redes de distribuição porque a geração de energia “fica espalhada”  durante parte do trajeto.

Um evento promovido pelo SEESP (Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo), na capital paulista, vai reunir no dia 14 de agosto de 2025, a partir de 13h especialistas que, além de detalhar estas inovações tecnológicas, vão debater a viabilidade do trólebus para sistemas de transportes de grande porte, como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Belo Horizonte, como em médias cidades, localizadas principalmente nas regiões metropolitanas.

As inscrições são gratuitas e o Sindicato fica na Rua Genebra, 25, região central da capital paulista.

Entre os especialistas, haverá engenheiros, técnicos em transportes, representantes da indústria, de fabricantes, de frotistas e gestão pública.

“O trólebus é a resposta contemporânea para o futuro da mobilidade. É de baixo custo, tem viabilidade técnica para o Brasil e atende a necessidade de zerar as emissões diante dos cenários de baixo custo e falta de infraestrutura na nossa atual realidade das cidades brasileiras” – disse o técnico em transportes, Marcos Galesi, que participa da organização do evento”

O seminário também vai homenagear o Engenheiro Antônio Vicente Albuquerque de Souza e Silva, conhecido como “pai do trólebus”, por atuar ainda nos anos de 1970 na concepção dos primeiros trólebus integralmente brasileiros, como mostrou o Diário do Transporte, Antônio Vicente morreu no dia 06 de junho de 2025, após enfrentar diversas complicações de saúde, mas deixou um vasto legado.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2025/06/06/morre-antonio-vicente-albuquerque-de-souza-e-silva-considerado-pai-do-trolebus-genuinamente-brasileiro-e-atuante-no-transporte-menos-poluente/

Outra atração é a exposição de miniaturas que contam a história da evolução dos ônibus elétricos.

As inscrições e mais informações podem ser obtidas pelo telefone/WhatsApp:

(11) 94903-5009.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Rodrigo Zika disse:

    Faz tempo isso, o problema são as empresas investirem.

    1. Santiago disse:

      Caberia ao poder público (Prefeitura) fazer o planejamento, e bancar a parte do investimento que esteja além do orçamento das empresas. Tal como é hoje na aquisição dos ônibus à bateria.

  2. Santiago disse:

    Apóio e assino embaixo!!!
    É a tecnologia ideal em linhas estruturais (que operam de terminal-a-terminal através de corredores), bem como em sistemas BRT. Ambos serviços de alta demanda, e que requerem ônibus de grande porte (nos quais a tecnologia 100% a bateria é mais limitada e onerosa).

    Quanto à rede aérea, o seu custo adicional é facilmente compensado e absorvido – exatamente pela alta demanda atendida.
    E se a rede aérea for instalada com uma arquitetura eficiente e harmônica, não há qualquer impacto negativo no paisagismo dos entornos (mesmo naquelas vias com fiações aterradas).

    É uma tecnologia plenamente atualizada e moderna!
    A única coisa ultrapassada, é a mentalidade de gestores que a descartam sem conhecê-la devidamente.

    Que venham os Trólebus! São Paulo agradece!!!

  3. VALKNAEL disse:

    concordo plenamente é um projeto testado e aprovado há anos

  4. Raphael disse:

    Penso que essa tecnologia só deve ser cogitada em corredores semi expresso, com ligação de terminal a terminal. Digo mais: preferível num corredor suspenso, sem interrupções de trânsito e sujeito a danos por veículos altos (caminhões e etc).
    Portanto, ela pode ser útil para sistemas específicos como o exemplo que citei. Para vias comuns, sua locomoção é bem limitada e hoje dispomos de tecnologia para veículos elétricos a bateria, portanto, dispensável o sistema por cabeamento em rede elétrica.

  5. AMERICO CATTABRIGA disse:

    Eu testemunhei esta tecnologia na Itália, em Roma e em Bologna, na qual desconecta a energia no Centro Histórico e se reconecta ao se afastar, automaticamente. Bacana demais!

  6. AMERICO CATTABRIGA disse:

    Eu vi esta tecnologia pessoalmente em Roma e em Bologna na Itália, deste novo troleibus, que se reconecta automaticamente a rede e que desliga no centro histórico. Bacana demais.

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