Marcopolo Rail conclui envio de trens ao Chile para operação na linha Talca-Constitución

Foto: Divulgação

Com três composições finalizadas, empresa brasileira encerra fornecimento previsto em contrato com estatal chilena EFE; operação dos veículos começa ainda este ano

YURI SENA

A Marcopolo Rail concluiu a entrega de três composições ferroviárias à Empresa de Los Ferrocarriles del Estado (EFE Trenes de Chile), estatal responsável pela rede ferroviária do Chile.

Os últimos carros foram embarcados nesta semana, encerrando o contrato firmado entre as empresas para fornecimento de veículos destinados à linha Talca-Constitución, no centro-sul do país.

A operação dos trens está prevista para começar ainda em 2025, após a realização de testes de campo que devem ocorrer ao longo do segundo semestre. A expectativa é de que os veículos beneficiem mais de 300 mil moradores da região do Maule, em zonas rurais e costeiras.

O contrato prevê o fornecimento de três unidades Diesel Multiple Unit (DMU), cada uma com dois carros, além de peças de reposição e serviços de manutenção. O trajeto em que os trens irão operar tem 88 quilômetros de extensão, com 11 estações, e conecta quatro municípios, transportando cerca de 50 mil passageiros por ano.

Segundo a Marcopolo Rail, os veículos são bidirecionais, possuem cabines em ambas as extremidades e capacidade para 223 passageiros. Os trens contam ainda com climatização, áreas acessíveis, sanitários adaptados, portas USB e sistema de ar-condicionado individual por carro.

A operação no Chile representa o principal contrato internacional já firmado pela divisão ferroviária da empresa brasileira. Desde 2019, a Marcopolo Rail atua no desenvolvimento de veículos sobre trilhos.

Outros projetos recentes incluem o VLT turístico em Santana do Livramento (RS) e os veículos automáticos fornecidos para o sistema de transporte do Aeroporto de Guarulhos (SP).

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Santiago disse:

    Estes VLTs seriam ideais para se reativar trens de passageiros entre cidades médias e pequenas, por distâncias de até 100-120 kms. Os custos seriam muito menores e bem mais viáveis do que se operados com trens convencionais – especialmente se compartilhando trafego em trechos já utilizados por trens de carga.
    No Brasil existem várias regiões razoavelmente urbanizadas e totalmente dependentes de rodovias saturadas, porém situadas às margens de ferrovias de carga plenamente operacionais e com baixo tráfego de trens.
    Potencial e oportunidades há de sobra!

  2. Rodrigo Zika disse:

    Que top, espero que o Brasil compre da mesma.

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