Ricardo Nunes anuncia criação de corredores verdes para circulação exclusiva de ônibus elétricos ou a biometano em São Paulo
Publicado em: 18 de junho de 2025
Portaria institui Grupo de Trabalho para desenvolver projeto em 30 dias; iniciativa incorpora soluções como estações de ônibus com painéis sustentáveis, placas fotovoltaicas, jardins de chuva e áreas permeáveis
ALEXANDRE PELEGI
A Prefeitura do Município de São Paulo, por meio de Portaria assinada pelo Prefeito Ricardo Nunes, instituiu o Grupo de Trabalho Intersecretarial dos Corredores Verdes de Transporte (GT-CVT) na cidade.
O documento afirma que a criação do GT-CVT “reforça os compromissos de São Paulo com as agendas climáticas nacionais e internacionais, especialmente no que tange à promoção de uma mobilidade urbana de baixo carbono”. E destaca que a cidade já se destaca por possuir a maior frota de ônibus elétricos do Brasil, que evita a emissão de mais de 10 mil toneladas de CO₂ anualmente.
A portaria ressalta que a prefeitura promove atualmente estudos para a adoção de biometano como combustível renovável, com testes práticos já realizados por operadoras locais.
A iniciativa também considera a modernização da infraestrutura urbana associada ao transporte coletivo, com a incorporação de soluções sustentáveis como estações de ônibus equipadas com painéis sustentáveis, placas fotovoltaicas, jardins de chuva e áreas permeáveis.
ESPECIALISTA ELOGIA INICIATIVA
O Consultor especializado em Transporte Sustentável e Secretário Executivo da Comissão de Meio Ambiente da ANTP, Olímpio Álvares, “se for implementada de modo sistemático e abrangente, a iniciativa do Município de São Paulo dos corredores verdes de ônibus limpos, é uma das medidas objetivas mais eficazes para redução das emissões de poluentes tóxicos e climáticos (combate ao aquecimento global) do sistema de mobilidade motorizada da cidade”.
Alvares acrescenta: “Além disso, ela tem potencial real de transferência de demanda do transporte individual poluente para o coletivo não poluente, com benefícios adicionais à saúde da população e do clima do planeta. Essa virtuosa medida, também carrega um significado simbólico de valorização da convivência harmônica e integração dos usuários do transporte público e passantes com a natureza e outros modais de transporte não motorizado. Certamente, os corredores verdes de ônibus são um “gol de placa” da Administração Municipal, em plena era do Desenvolvimento Sustentável”, finaliza.
GRUPO INTERSETORIAL
A articulação intersetorial é vista como fundamental para integrar aspectos de mobilidade limpa, infraestrutura resiliente, comunicação digital, paisagismo urbano e inovação climática.
O Grupo de Trabalho Intersecretarial terá diversas competências cruciais para o desenvolvimento do projeto, como a de estruturar o conceito e as diretrizes técnicas para a implantação de corredores com circulação exclusiva de ônibus movidos a energia elétrica ou biometano.
Os modelos de infraestrutura associada, com pontos de parada com soluções sustentáveis como placas solares, jardins de chuva, ampliação da vegetação e áreas permeáveis, também serão parte de estudos e propostas do GT, a quem caberá avaliar aspectos urbanísticos, ambientais, de mobilidade, segurança, paisagismo e comunicação.
O Grupo de Trabalho deverá identificar áreas potenciais para a implantação de projetos-piloto, levantar custos estimados, fontes de financiamento e eventuais parcerias público-privadas.
Por fim, caberá ao GT-CV articular com entidades públicas e privadas envolvidas e apresentar um relatório conclusivo com propostas e um cronograma de ações.
A composição do GT-CVT abrange um amplo espectro de secretarias da Administração Direta, incluindo a Secretaria do Governo Municipal (SGM), Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas (SECLIMA), Secretaria Executiva de Desestatização e Parcerias (SGM-Desestatização), Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT), Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB), Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), com participação da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), e a Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU). A Secretaria Especial de Comunicação (SECOM) também faz parte do grupo.
Além disso, serão convidadas a compor o GT-CVT entidades da Administração Indireta como a São Paulo Parcerias S.A. (SPParcerias), São Paulo Obras (SPObras), São Paulo Urbanismo (SPUrbanismo) e a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município de São Paulo (SP Regula). Cada órgão e entidade deverá indicar um representante titular e um suplente.
A coordenação do GT-CVT será exercida pela Secretaria do Governo Municipal, que poderá convidar especialistas, instituições acadêmicas e representantes de organizações da sociedade civil para colaborar com os trabalhos, sempre que necessário. O grupo terá um prazo de 30 dias para concluir seus trabalhos, podendo ser prorrogado mediante justificativa da coordenação.
A Portaria entrou em vigor na data de sua publicação.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


Isso aí já é perfumaria, mero outdoor eleitoreiro!
Ônibus é ônibus, transporta passageiros, e precisa mesmo é de infraestruturas eficientes e operacionais. Seja ele elétrico ou a combustão.
Se o prefeito quer mesmo revolucionar os corredores, estão que os reestruture para que o embarque/desembarque volte a ser somente pelo lado direito do ônibus – como já foi antes, e como é no mundo inteiro.
O espaço ocupado no viário, sería exatamente o mesmo espaço que ocupam os atuais e disfuncionais corredores. E com a devida aplicação da engenharia e arquitetura, não haveria qualquer impacto negativo no paisagismo do entorno.
A razão essencial para isso é deixar os ônibus mais eficientes e funcionais, com maior capacidade e conforto aos passageiros.
A configuração atual, com portas nos dois lados, diminui a capacidade e a funcionalidade dos ônibus. Inventaram isso só para baratear e simplificar a construção dos corredores, mas operacionalmente é uma porcaria!
Os ônibus não têm a estrutura e nem as dimensões dos vagões de metrô!
O ônibus não é projetado para ter portas em ambos os lados. Se as tem, é porque se instituiu a gambiarra para isso!
Agenda climática? E nós caminhando para a surdez coletiva!
É urgente e necessário que a SENATRAN – Secretaria Nacional de Trânsito, crie a legislação brasileira para a instalação do Radar de Fiscalização SONORA já em uso na Europa e nas principais metrópoles do mundo moderno.
Os três principais fabricantes brasileiros e fornecedores de radares de velocidade localizados em Curitiba, PUMATRONIX, VELSIS e PERKONS já possuem a tecnologia para instalar em todo o território nacional seus radares de fiscalização sonora.
As motos paulistas com escapamento adulterado produzem até 118 decibéis (dB) de ruído segundo a CETESB. Por outro lado, a novíssima geração de aeronaves Airbus A320neo e Boeing 737 Max-8 decolando de Congonhas com 180 passageiros produz apenas 85 decibéis (dB).
O Prefeito podia criar corredores de ônibus com tecnologia dos E Troll, e aproveitar a rede de trólebus que temos na cidade para a inclusão dos mesmo.
Acho que o sr. Prefeito, com todo o respeito, está ficando um tanto EXCÊNTRICO, com esse negócio de Ônibus Elétricos e a Gás Biometano! O AZULZAO movido “à Gás do Lixo” da SAMBAIBA, o 21 046, está rodando pela nossa sacaneada e semi – esquecida Área 2… Jaçanã, Tucuruvi, Vila Medeiros… em testes ! Sem passageiros . É bom que dê certo ! É AR LIMPO ! Mas… E a falta de opções de deslocamento, entre bairros de uma mesma região, que ocorre aqui !?? Cadê mais Linhas de Distribuição Local… com Microônibus e MICRÕES, nos moldes das Linhas da mesma Área 2 = 1720 / 10, 1722 /10 , 121G / 10 = QUE DEVERIA VOLTAR A FAZER PONTO FINAL NO JAÇANÃ E NÃO NO METRO TUCURUVI ! E a 2026 / 10 … Como fica ?! É complicado hein… !
Precisa é criarem novos corredores, quem se ilude com trólebus em SP está perdendo tempo, não vão ampliar mais porque as empresas não tem interesse.