Companhia é especializada em manutenção, limpeza e controle de acesso
ADAMO BAZANI
Colaborou Yuri Sena
A SATrans (Santo André Transportes), gestora da prefeitura de Santo André (SP), publicou nesta quinta-feira, 08 de maio de 2025, extrato de renovação do contrato de uma empresa para prestação de serviços de administração da rodoviária das linhas de ônibus intermunicipais de viagem, interestaduais e internacionais, o TERSA (Terminal Rodoviário de Santo André), no ABC Paulista.
Por 12 meses, a JFO Serviços de Terceirização de Apoio Residencial, Comercial e Industrial receberá R$ 1,26 milhão.
A empresa, que já tem sede na cidade, atua em serviços de limpeza, conservação, portaria, controle de acesso, manutenção e facilities.
A JFO assinou o contrato com a SATrans pelos trabalhos originalmente em 15 de março de 2024, por R$ 1,5 milhão também por 12 meses.
Na ocasião, o Diário do Transporte mostrou que a prefeitura incumbiu em março de 2024, a SATrans pela gestão, que poderia terceirar trabalhos junto a iniciativa privada.
Com fácil acesso ao centro de Santo André, perto de vias importantes, como avenidas dos Estados, Industrial e Dom Pedro II, ao lado de uma estação da CPTM e cercado de empreendimentos imobiliários, o TERSA hoje é considerado exemplo de um grande potencial pouco aproveitado.
Em março de 2025, o Diário do Transporte fez uma reportagem no local e mostrou que muita coisa ainda precisa avançar no TERSA.
Inaugurada em 13 de fevereiro de 2000, na gestão do então prefeito Celso Daniel, a rodoviária de Santo André, como é conhecida pela população, representou, na época, um grande avanço. Antes, quem precisasse viajar para outra cidade ou mesmo outro estado de ônibus rodoviário tinha de se deslocar até São Bernardo do Campo ou São Paulo.
Algumas empresas faziam paradas precárias na cidade, como a Expresso Brasileiro — sucedida pela Viação Cometa, que operava viagens para o litoral paulista — e outras empresas que seguiam para o interior.
Inicialmente, o terminal atraiu muitos passageiros, pois organizou as partidas intermunicipais e interestaduais de Santo André. No entanto, com o passar do tempo, a estrutura não recebeu as modernizações necessárias para acompanhar o crescimento da demanda e atrair mais usuários.
Foi o que constatou o Diário do Transporte, que esteve na rodoviária na manhã de um domingo, 0 de março de 2025.
O local luta para voltar a ser uma opção para muitos passageiros que, diante da redução da oferta de viagens por parte das empresas, ainda são obrigados a fazer longos deslocamentos — seja por carros de aplicativo, trem ou metrô — para conseguir embarcar no ônibus para seu destino.
Além disso, a pandemia de COVID-19 interrompeu um ciclo de tentativas de retomada.
Durante a visita, o local estava relativamente limpo, mas, apesar da presença de uma base da GCM e duas viaturas da Guarda Civil paradas no saguão, a sensação de segurança não era das melhores. Moradores em situação de rua, aparentemente sob efeito de álcool, transitavam entre os passageiros.
Havia poucas opções de alimentação, com apenas um quiosque aberto e outros dois fechados. A movimentação de passageiros era regular, assim como a circulação de ônibus, principalmente da Viação Cometa, que opera viagens para o interior.
Outras empresas, como Nova Itapemirim-Suzantur, Andorinha, Expresso União, Real Expresso e Auto Viação 1001, também passavam pelo terminal, realizando desembarques de cidades como Ipatinga, Presidente Prudente e Goiânia, com destino final em Santos.
TERSA – Rodoviária de Santo André completa 25 anos, é opção, mas necessita de melhorias
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
