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Nova York mantém pedágio urbano em Manhattan em oposição a Trump; prazo para suspender cobrança expirou neste domingo (20)

Trânsito em queda, negócios em alta: Governadora Hochul destaca progresso feito no Programa de Tarifas de Congestionamento de Nova York

Governadora Kathy Hochul garante que continuará com o projeto enquanto não houver ordem judicial contrária; Autoridade Metropolitana de Transporte (MTA) defende a medida

ALEXANDRE PELEGI

A governadora de Nova York, Kathy Hochul, afirmou que o pedágio aplicado a veículos que ingressam nas áreas mais congestionadas de Manhattan continuará em vigor, mesmo após o prazo estabelecido pelo governo federal expirar. A decisão de Hochul se dá em franca oposição ao presidente Donald Trump e às objeções do Departamento de Transporte dos EUA (USDOT).

O governo dos EUA, após vários adiamentos, definiu que a cobrança deveria cessar no domingo de Páscoa, 20 de abril de 2025. O secretário de transportes de Trump, Sean Duffy, revogou a aprovação federal para o programa em fevereiro, chamando-o de “um tapa na cara da classe trabalhadora americana e dos pequenos empresários“. Ele inicialmente deu a Nova York até 21 de março para cumprir, prazo depois estendido até este domingo (20).

Segundo a governadora Hochul, o programa de pedágio está funcionando conforme o esperado. Em declarações à NBC News, ela destacou a diminuição do tráfego em Manhattan e a melhora nas condições para os negócios locais. A Autoridade Metropolitana de Transporte (MTA) também manifestou seu apoio à medida, argumentando que os benefícios são evidentes tanto na redução do tráfego quanto no financiamento do sistema de metrô.

O pedágio, que cobra até 9 dólares dos veículos que entram no distrito comercial central de Manhattan, foi implementado com o objetivo de reduzir o congestionamento e gerar receita para o transporte público. A cobrança é realizada de segunda a sexta-feira, das 5h às 21h, e nos fins de semana, das 9h às 21h.

Na última quinta-feira (17) um juiz federal de Manhattan rejeitou uma série de ações judiciais movidas pela indústria local de caminhões e outros grupos locais que contestavam o pedágio.

Dados divulgados pela MTA no início deste mês mostram que cerca de 560 mil veículos por dia entraram na zona de congestionamento em março, queda de 13% em relação aos cerca de 640 mil que a agência projeta que teriam passado pela área sem o esquema de pedágio.

A disputa legal pode se estender por todo o verão, quando se espera uma resolução definitiva. A governadora Hochul assegurou que, a menos que haja uma ordem judicial em contrário, as câmeras de cobrança continuarão operando.

Caso houvesse alguma dúvida, a MTA, o Estado e a Cidade reafirmaram em um processo judicial que a precificação de congestionamento veio para ficar e que os argumentos do Secretário Duffy tentando impedi-la não têm mérito algum“, disse John J. McCarthy, chefe de política e relações externas da MTA neste domingo (20).

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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