Prefeitura da capital paulista debate o uso deste tipo de combustível no transporte urbano, mas também há discussões para o fretamento
ADAMO BAZANI
Colaborou Arthur Ferrari
A Volare, empresa da Marcopolo S.A., apresenta na capital paulista nesta terça-feira, 25 de março de 2025, seu lançamento no portfólio de veículos menos poluentes.
Trata-se de um micro-ônibus que pode ser movido tanto a GNV (Gás Natural Veicular) ou biometano, combustível obtido pela decomposição de resíduos.
É mais um dos lançamentos recentes da marca neste tipo de segmento.
O modelo Fly 10 com este tipo de tração apresentado é configurado nas versões para os segmentos urbano, executivo e escolar, mas pode haver a configuração para transporte urbano em linhas alimentadoras de sistemas maiores ou que servem áreas de periferia.
A primeira apresentação ocorreu num evento pelo qual a Seclima, Secretaria executiva de Mudanças Climáticas, da prefeitura da capital paulista, em 25 de março de 2025, e discutiu a possibilidade de o biometano e o GNV serem utilizados no transporte público, com cobertura do Diário do Transporte no local à convite da gestão do prefeito Ricardo Nunes.
De acordo com a Volare, o desenvolvimento do projeto envolveu quatro anos de trabalho, chegando a um motor para aplicação GNV e biometano, em qualquer proporção, que alia potência e desempenho a economia na operação e redução de até 96% das emissões e 84% de gases do efeito estufa. O modelo possui três cilindros de combustível capazes de armazenar 360 litros, podendo alcançar uma autonomia de até 450 quilômetros dependendo da aplicação. contando também com controle de tração e estabilidade e bloqueio do veículo com porta aberta.
Como tem mostrado o Diário do Transporte, diante das dificuldades de eletrificação da frota pela falta de infraestrutura na rede de distribuição da ENEL e da necessidade de cumprir as metas de redução de poluentes, a cidade de São Paulo volta a debater outras alternativas. O GNV/biometano é uma delas.
Há uma estimativa de 500 ônibus urbanos em dois anos e a Sambaíba, uma das empresas da capital, converte um modelo a diesel em GNV/Biometano.
Relembre
Apesar do evento ser mais focado para o transporte urbano, o emprego desse tipo de combustível em ônibus de fretamento, de serviços internos, como fábricas e universidades, e transfers também será debatido.
Confira fotos do veículo
Ádamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Colaborou Arthur Ferrari
