Como mostrou o Diário do Transporte, concessionária que atende a Zona Leste tem sido prejudicada por falta de ligação da rede de energia
ADAMO BAZANI
Colaborou Arthur Ferrari
O Diário do Transporte tem mostrado a realidade da eletrificação da frota de ônibus da cidade de São Paulo, que não avança principalmente por falta de infraestrutura na rede de distribuição de energia elétrica. Diversas empresas já têm carregadores instalados e coletivos prontos, que não podem rodar pela impossibilidade de recarga nas garagens.
Outra realidade é que concessionárias que possuem ônibus elétricos, seja por aquisição ou comodato, estão tendo de abastecer (recarregar) em outras garagens.
A reportagem recebeu imagens neste domingo, 23 de março de 2025, de um ônibus elétrico utilizado pela empresa Transunião na Zona Leste de São Paulo. O veículo está sendo obrigado, pela falta de infraestrutura de ligação na garagem própria, a carregar na garagem de outra empresa, a Express Transportes Urbanos, também da Zona Leste, que possui no bairro uma infraestrutura maior, mas que também teve de aguardar atrasos atribuídos a ele.
Ainda em março, o Diário do Transporte retratou a realidade da Transunião. O presidente da empresa, Lourival de França Monário, relatou o fato.
“Nossa primeira requisição junto a ENEL se deu em 19 de março de 2024, onde protocolamos solicitação de análise da viabilidade técnica do projeto para os lotes D3 e D7. Sendo está respondia em 04 de junho de 2024, nos informando a viabilidade total do projeto, estimada em aproximadamente 2,9 MW com custo inicial de R$ 274.440,00 para execução de obras no interior da subestação Bartira para o Lote D3 e em 26 de abril 2024, informando sobre a viabilidade total do projeto para o Lote D7, estimado em aproximadamente 3,0 MW sem custos com obras externas”.
“É uma situação bastante complexa, a dificuldade de se manter uma operação nesse regime é extremamente temerária, uma vez que esses veículos impactam diretamente não só a nossa operação na rua, uma vez que eles já extrapolaram tecnicamente a vida útil deles, como impactam também a nossa situação de manutenção no âmbito geral da empresa. Uma vez que nossa oficina está sempre super lotada com esses veículos, e a gente não têm as devidas condições de manter uma manutenção correta e adequada conforme pede o nosso contrato”
Relembre
Ádamo Bazani, jornalista especializado em transportes
