Como noticiou o Diário do Transporte, empresa da zona Norte de São Paulo, comprou 97 unidades dos elétricos Marcopolo Attivi/Mercedes-Benz
ALEXANDRE PELEGI
A prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT), como parte do projeto de eletrificação da frota, autorizou o empenho de mais recursos financeiros para empresas do Sistema de Transporte Coletivo da Capital.
A atendida desta vez é a Sambaíba, detentora do Contrato do Grupo Estrutural – Lote E2.
A SMT autorizou o empenho de recursos no valor de R$ 36 milhões (R$ 36.350.088,66) para a empresa da Zona Norte da capital paulista.
Estes recursos financeiros, transferidos pelo Município, serão utilizados pela Sambaíba para cobrir a diferença de valor na compra de um veículo elétrico e seu modelo correspondente na versão diesel.
Como noticiou o Diário do Transporte no dia 25 de fevereiro, a Sambaíba Transportes Urbanos informou a chegada de mais ônibus 100% elétricos com baterias. Foram mais sete unidades, com carroceria Marcopolo modelo Attivi, e chassis e tecnologia Mercedes-Benz, modelo eO500U, de um lote total de 97 veículos comprados com estas configurações.
Além de não poluírem durante as operações e terem um nível de ruído bem menor em comparação com os modelos a diesel, os novos ônibus seguem os padrões determinados pela gerenciadora SPTrans (São Paulo Transporte), com itens como ar-condicionado, tomadas USB para carregamento de celulares, piso baixo com rampa para acessibilidade e assentos especiais para pessoas com mobilidade reduzida. Relembre:
PORTARIA
Como mostrou o Diário do Transporte, no dia 24 de julho de 2024 a prefeitura reajustou a tabela dos preços dos ônibus elétricos e a diesel dos diferentes modelos que rodam no sistema de transporte coletivo da capital.
A nova tabela atualizou os valores com base maio/2024, com efeito retroativo ao primeiro anos do mês.
Em todos os seis modelos houve aumento da diferença a ser paga pela prefeitura em 2,77%.
Veja um comparativo entre as duas tabelas:
Para definir o plano de subvenção às empresas operadoras, a prefeitura considerou alguns condicionantes, como o preço dos veículos elétricos que é, em média, 4,3 vezes superior aos ônibus a diesel.
Pelo modelo definido, a prefeitura realizará uma transferência de capital no montante referente à diferença entre os valores dos ônibus elétricos e seus equivalentes movidos a diesel.
As viações terão de fornecer à SPTrans cronograma de substituição de modelos a diesel por elétricos até 31 de agosto de cada ano.
A portaria publicada no dia 30 de novembro de 2023 diz que parcela do ônibus a ser subvencionada não poderá ser superior à diferença entre os preços de referência do ônibus elétrico e do ônibus a diesel. Relembre:
O documento ainda determina que as empresas terão de negociar com as fabricantes os menores valores.
Como tem mostrado o Diário do Transporte, para bancar a diferença para as empresas entre os ônibus a diesel e os elétricos, a prefeitura de São Paulo captou R$ 5,75 bilhões em financiamentos de diversas fontes, inclusive internacionais.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
