EM PRIMEIRA MÃO: Sancetur, da família Chedid, e Alfa RodoBus, ex-cooperativa, vão substituir Transwolf e UPBus na capital paulista, decide Nunes
Publicado em: 28 de fevereiro de 2025
A partir de 15 de março, dará início à fase de transição. Prefeitura diz que empregos e pagamentos de fornecedores estão garantidos. Em nota, a Transwolff, entretanto, diz que ainda analisa sua cessão de contrato
ADAMO BAZANI
A Sancetur e Alfa RodoBus vão substituir a Transwolf e a UPBus na capital paulista, decidiu na tarde desta sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes, e o Diário do Transporte noticiou em primeira mão – MANTER OS CRÉDITOS.
A prefeitura diz, por meio de nota, que a “Transwolff e UpBus concordaram em ceder seus direitos contratuais” para a substituição.
A Transwolff, empresa de ônibus que opera na zona Sul da cidade, e a UPBus, que atua na zona Leste, estão sob intervenção da prefeitura de São Paulo desde 09 de abril de 2024, data em que o Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado) do MPSP (Ministério Público de São Paulo) deflagrou a operação Fim da Linha, que investiga suposta ligação de diretores destas companhias com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Os diretores destas viações negam as acusações.
A Sancetur assume na zona Sul e a Alfa, na Leste, como detalha a prefeitura: . “A Sancetur assumirá integralmente a concessão dos lotes D10 e D11 que eram da Transwolff, e a AlfaRodoBus assumirá o lote D4, que era da UpBus”.
A partir de 15 de março de 2025, dará início à fase de transição, segundo nota da prefeitura, que diz que empregos e pagamentos de fornecedores estão garantidos.
Em nota, a Transwolff, entretanto, diz que ainda analisa sua cessão de contrato
A Transwolff Transportes Turismo Ltda esclarece que a situação envolvendo a eventual cessão de seus direitos contratuais ainda está em análise, sem definições concretas até o momento. A empresa acompanha o andamento do procedimento administrativo e avalia os caminhos cabíveis, respeitando o devido processo legal.
A questão também depende do Poder Judiciário, que poderá se manifestar sobre eventuais aspectos legais envolvidos. A Transwolff reitera seu compromisso com a continuidade do serviço de transporte público e com a transparência em suas ações.
QUE EMPRESAS SÃO ESSAS QUE ASSUMEM?
SANCETUR: A Sancetur – Santa Cecília Turismo LTDA atende a diversas cidades com a marca SOU Transportes (SOU – Sistema de Ônibus Urbano. Pertence à família Chedid, considerada forte em transportes de passageiros, no interior paulista e em parte do litoral. Fundada em 1922, a Sancetur atua no setor de transportes desde 1952. A empresa possui uma frota de 2.050 ônibus, com um total de 4.200 funcionários. Atualmente, a Sancetur opera em 21 sistemas paulistas. Entre os municípios onde presta serviços estão Valinhos, Indaiatuba, Americana, Presidente Prudente, Limeira, São José dos Campos, São Carlos, Salto, Mogi-Guaçu, Jarinu, Rio Claro, São Vicente, São Sebastião, Peruíbe, Caraguatatuba, Cubatão, Itanhaém.
ALFA RODOBUS: Já atua na cidade de São Paulo, no chamado lote D-13 (local de distribuição), da zona Oeste da capital paulista. Teve origem na cooperativa Cooperalfa. Antes de assumir a UPBus, a frota é de 148 ônibus que atendem a 90,3 mil passageiros por dia. Segundo a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, a Alfa Rodobus foi a melhor colocada do grupo Local de Distribuição no Índice de Qualidade do Transporte (IQT) da autarquia.
EMPRESAS QUE SAEM:
TRANSWOLFF: A Transwolff possui 1.206 ônibus, a terceira maior frota da cidade ficando apenas atrás da Metrópole Paulista e da Sambaíba. É originária da cooperativa CooperPam. Tinha a responsabilidade de operar 132 linhas com 590 mil passageiros que utilizam diariamente.
UPBUS: A UpBus, empresa da zona Leste com 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana.
Veja a nota completa da prefeitura de São Paulo ao Diário do Transporte
Transwolff e UpBus concordaram em ceder seus direitos contratuais. Sancetur, empresa com mais de 70 anos no setor de ônibus, substituirá a Transwolff, na zona sul, e a concessionária Alfa RodoBus, que já opera no transporte coletivo da cidade de São Paulo, entrará no lugar da UpBus, na zona leste. A partir de 15 de março, dará início à fase de transição. Passageiros continuarão a ser atendidos, bem como trabalhadores e fornecedores, sem qualquer prejuízo na prestação de serviço
O prefeito Ricardo Nunes determinou a substituição das concessionárias Transwolff e UpBus do sistema de transporte público coletivo na cidade de São Paulo. Nesta sexta-feira, dia 28 de fevereiro, as duas empresas concordaram em ceder seus direitos contratuais. A partir de 15 de março, a empresa Sancetur – Santa Cecília Turismo LTDA, do grupo SOU Transportes, que atua no setor de transporte há mais de 70 anos, iniciará o processo de transição até assumir totalmente a operação das 132 linhas de ônibus da Transwolff, na zona sul da cidade de São Paulo. A Alfa RodoBus S/A, que atua há 10 anos no sistema de transporte coletivo da cidade de São Paulo, substituirá a UpBus, que opera 13 linhas na zona leste, após a fase de transição.
A Prefeitura de São Paulo garantirá a continuidade da operação de ônibus nas duas empresas substituídas. Os 590 mil passageiros que utilizam diariamente as linhas de ônibus atualmente operadas pela Transwolff e os 70 mil passageiros diários da UpBus continuarão a ser atendidos, bem como trabalhadores e fornecedores, sem qualquer prejuízo na prestação de serviço.
A Sancetur e a Alfa RodoBus apresentaram manifestação de interesse em operar as linhas da Transwolff e da UpBus, respectivamente. As empresas Transwolff e UpBus estão sob intervenção desde 9 de abril de 2024. Ao receber as manifestações de interesse, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) comprovou que a Sancetur e a Alfa RodoBus apresentam capacidade técnica e econômico-financeira, execução satisfatória de serviços, e documentação fiscal regular. As duas empresas atendem a todas as exigências do edital da licitação realizada em 2019.
Fundada em 1922, a Sancetur atua no setor de transportes desde 1952. A empresa possui uma frota de 2.050 ônibus, com um total de 4.200 funcionários. Atualmente, a Sancetur opera em 21 cidades paulistas. A Alfa RodoBus tem frota de 148 ônibus e atende 90,3 mil passageiros por dia na região oeste da cidade de São Paulo. A concessionária opera as linhas do lote D13. A Alfa RodoBus foi a melhor colocada do grupo Local de Distribuição no Índice de Qualidade do Transporte (IQT) da SPTrans.
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) nomeará um Grupo de Trabalho com técnicos e dará início, a partir de 15 de março, à fase de transição para substituição das empresas. A Sancetur assumirá integralmente a concessão dos lotes D10 e D11 que eram da Transwolff, e a AlfaRodoBus assumirá o lote D4, que era da UpBus. Durante a transição, a operação de ônibus, bem como pagamentos de funcionários e fornecedores seguirão normalmente.
Em 9 de abril de 2024, a Prefeitura de São Paulo decretou intervenção nas concessionárias Transwolff, atendendo à deliberação da Justiça, e da UpBus, por determinação do prefeito Ricardo Nunes. Os comitês de intervenção nomeados foram compostos por representantes da SPTrans, da Controladoria Geral do Município, da Procuradoria Geral do Município e Secretaria da Fazenda.
Durante o período de intervenção, a Prefeitura de São Paulo garantiu o atendimento de transporte aos passageiros, manutenções na frota, pagamento dos funcionários, fornecedores e obrigações fiscais. Entre janeiro e dezembro de 2024, o número de viagens realizadas diariamente aumentou em 3%, o que representa um total de 896 partidas a mais para os passageiros.
Transwolff e UpBus concordaram em ceder seus direitos contratuais. Sancetur, empresa com mais de 70 anos no setor de ônibus, substituirá a Transwolff, na zona sul, e a concessionária Alfa RodoBus, que já opera no transporte coletivo da cidade de São Paulo, entrará no lugar da UpBus, na zona leste. A partir de 15 de março, dará início à fase de transição. Passageiros continuarão a ser atendidos, bem como trabalhadores e fornecedores, sem qualquer prejuízo na prestação de serviço
O prefeito Ricardo Nunes determinou a substituição das concessionárias Transwolff e UpBus do sistema de transporte público coletivo na cidade de São Paulo. Nesta sexta-feira, dia 28 de fevereiro, as duas empresas concordaram em ceder seus direitos contratuais. A partir de 15 de março, a empresa Sancetur – Santa Cecília Turismo LTDA, do grupo SOU Transportes, que atua no setor de transporte há mais de 70 anos, iniciará o processo de transição até assumir totalmente a operação das 132 linhas de ônibus da Transwolff, na zona sul da cidade de São Paulo. A Alfa RodoBus S/A, que atua há 10 anos no sistema de transporte coletivo da cidade de São Paulo, substituirá a UpBus, que opera 13 linhas na zona leste, após a fase de transição.
A Prefeitura de São Paulo garantirá a continuidade da operação de ônibus nas duas empresas substituídas. Os 590 mil passageiros que utilizam diariamente as linhas de ônibus atualmente operadas pela Transwolff e os 70 mil passageiros diários da UpBus continuarão a ser atendidos, bem como trabalhadores e fornecedores, sem qualquer prejuízo na prestação de serviço.
A Sancetur e a Alfa RodoBus apresentaram manifestação de interesse em operar as linhas da Transwolff e da UpBus, respectivamente. As empresas Transwolff e UpBus estão sob intervenção desde 9 de abril de 2024. Ao receber as manifestações de interesse, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) comprovou que a Sancetur e a Alfa RodoBus apresentam capacidade técnica e econômico-financeira, execução satisfatória de serviços, e documentação fiscal regular. As duas empresas atendem a todas as exigências do edital da licitação realizada em 2019.
Fundada em 1922, a Sancetur atua no setor de transportes desde 1952. A empresa possui uma frota de 2.050 ônibus, com um total de 4.200 funcionários. Atualmente, a Sancetur opera em 21 cidades paulistas. A Alfa RodoBus tem frota de 148 ônibus e atende 90,3 mil passageiros por dia na região oeste da cidade de São Paulo. A concessionária opera as linhas do lote D13. A Alfa RodoBus foi a melhor colocada do grupo Local de Distribuição no Índice de Qualidade do Transporte (IQT) da SPTrans.
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) nomeará um Grupo de Trabalho com técnicos e dará início, a partir de 15 de março, à fase de transição para substituição das empresas. A Sancetur assumirá integralmente a concessão dos lotes D10 e D11 que eram da Transwolff, e a AlfaRodoBus assumirá o lote D4, que era da UpBus. Durante a transição, a operação de ônibus, bem como pagamentos de funcionários e fornecedores seguirão normalmente.
Em 9 de abril de 2024, a Prefeitura de São Paulo decretou intervenção nas concessionárias Transwolff, atendendo à deliberação da Justiça, e da UpBus, por determinação do prefeito Ricardo Nunes. Os comitês de intervenção nomeados foram compostos por representantes da SPTrans, da Controladoria Geral do Município, da Procuradoria Geral do Município e Secretaria da Fazenda.
Durante o período de intervenção, a Prefeitura de São Paulo garantiu o atendimento de transporte aos passageiros, manutenções na frota, pagamento dos funcionários, fornecedores e obrigações fiscais. Entre janeiro e dezembro de 2024, o número de viagens realizadas diariamente aumentou em 3%, o que representa um total de 896 partidas a mais para os passageiros.
OPERAÇÕES ENVOLVENDO EMPRESAS DE ÔNIBUS
POR ADAMO BAZANI
– OPERAÇÃO FIM DA LINHA – MINISTÉRIO PÚBLICO DE SP (TRANSWOLFF E UPBUS)

QUE EMPRESAS SÃO ESSAS QUE ASSUMEM?
SANCETUR: A Sancetur – Santa Cecília Turismo LTDA atende a diversas cidades com a marca SOU Transportes (SOU – Sistema de Ônibus Urbano. Pertence à família Chedid, considerada forte em transportes de passageiros, no interior paulista e em parte do litoral. Fundada em 1922, a Sancetur atua no setor de transportes desde 1952. A empresa possui uma frota de 2.050 ônibus, com um total de 4.200 funcionários. Atualmente, a Sancetur opera em 21 sistemas paulistas. Entre os municípios onde presta serviços estão Valinhos, Indaiatuba, Americana, Presidente Prudente, Limeira, São José dos Campos, São Carlos, Salto, Mogi-Guaçu, Jarinu, Rio Claro, São Vicente, São Sebastião, Peruíbe, Caraguatatuba, Cubatão, Itanhaém.
ALFA RODOBUS: Já atua na cidade de São Paulo, no chamado lote D-13 (local de distribuição), da zona Oeste da capital paulista. Teve origem na cooperativa Cooperalfa. Antes de assumir a UPBus, a frota é de 148 ônibus que atendem a 90,3 mil passageiros por dia. Segundo a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, a Alfa Rodobus foi a melhor colocada do grupo Local de Distribuição no Índice de Qualidade do Transporte (IQT) da autarquia.
EMPRESAS QUE SAEM:
TRANSWOLFF: A Transwolff possui 1.206 ônibus, a terceira maior frota da cidade ficando apenas atrás da Metrópole Paulista e da Sambaíba. É originária da cooperativa CooperPam. Tinha a responsabilidade de operar 132 linhas com 590 mil passageiros que utilizam diariamente.
UPBUS: A UpBus, empresa da zona Leste com 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana.
Condução: Ministério Público com Receita Federal e Polícias Civil e Militar sobre a Transwolff, que tem cerca de 100 linhas na zona Sul, 1206 ônibus e é a terceira maior frota da cidade É originária da cooperativa CooperPam. A operação é também foi sobre a UpBus, empresa da zona Leste com 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana
Deflagração da Fase I: 09 de abril de 2024.
O Ministério Público, a Receita Federal e as polícias Civil e Militar deflagraram a Operação “Fim da Linha” que identificou um suposto esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e outros crimes sob responsabilidade do PCC (Primeiro Comando da Capital) por meio de diretores de duas empresas de ônibus (Transwolff e UpBus).
Foram presos no dia Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora (um dos donos da Transwolff), Robson Flares Lopes Pontes (Transwolff), Joelson Santos da Silva (Transwolff), por causa dos mandados de prisão. Também houve prisões em flagrante por porte de armas. Sócio da UpBus, Alexandre Salles Brito, foi preso em 16 de abril de 2024
Já Silvio Luís Ferreira, o Cebola, sócio da Upbus, por não ser encontrado no dia, foi considerado foragido. Também teve a prisão decretada, outro sócio da UpBus, Decio Gouveia Luiz, apelidado de Décio Português.
Desdobramento em 25 de junho de 2024: O Ministério Público de São Paulo realizou EM 25 d122e junho de 2024, a apreensão de 23 armas de fogo atribuídas ao presidente afastado da empresa de transportes UpBus, Ubiratan Antônio da Cunha.
Foi um desdobramento da Operação Fim da Linha, deflagrada em 09 de abril de 2024, que investiga a possível relação de diretores da UpBus, e da Transwolff, que opera na zona Sul da capital paulista, com o PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro e fora de presídios.
Ubiratan Antônio da Cunha é um dos réus no processo que apura as supostas ligações entre parte dos transportes da cidade de São Paulo e o crime organizado.
Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado ), do Ministério Público, a Polícia Civil havia sido procurada por integrantes da cooperativa Aliança Paulistana, que deu origem à UpBus por terem sido expulsos, com emprego de força física e intimidação verbal, da sede da empresa.
Ainda de acordo com a promotoria, a expulsão e a ameaça ocorreram no dia 05 de junho de 2024, por Ubiratan, mesmo sendo impedido por ordem da Justiça de frequentar a garagem.
Desdobramento em 16 de julho de 2024: Atendendo a pedido do MPSP, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), a Justiça decretou a prisão preventiva do presidente afastado da empresa de transportes Upbus, Ubiratan Antônio da Cunha. Um dos alvos da Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024, se tornou réu pela prática dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. O mandado foi cumprido nesta terça-feira (16/7) pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (DEIC), da Polícia Civil.
No dia 5 de junho, a Polícia Civil foi procurada por integrantes da cooperativa sucedida pela Upbus em razão de terem sido expulsos da sede da empresa pelo dirigente da sociedade, atualmente impedido por ordem da Justiça de frequentar o local. Os fatos foram comunicados ao Ministério Público.
Posteriormente, o MPSP descobriu que, na mesma semana, o interventor nomeado pelo município foi atraído por funcionários da Upbus sob o pretexto de tomarem um café em um estabelecimento nas redondezas da garagem. O dirigente esperava por ele no local, em afronta à decisão judicial.
02 de agosto de 2024: Em primeira mão, no dia 02 de agosto de 2024, o Diário do Transporte mostrou que a prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Executiva de Transporte e Mobilidade Urbana (SETRAM), contratou por R$ 1,54 milhão a Fundação Carlos Alberto Vanzolini para fazer uma avaliação externa independente nas empresas Transwolff e UPBus
31 de outubro de 2024: Em 31 de outubro de 2024, a prefeitura enviou notificação à Transwolff e UPBus, que desde 09 de abril de 2024 passaram a estar sob intervenção do poder público. Foi o primeiro passo para uma eventual (até então) possibilidade de extinção dos contratos com estas viações. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, confirmou em 07 de novembro de 2024, que os contratos tinham o risco de fato de ser extintos. Nas palavras do prefeito, uma auditoria (avaliação externa) mostrou incapacidade financeira de a UpBus e a Transwolff continuarem operando na capital paulista.
“Ela (auditoria) demonstrou algumas inconsistências do ponto de vista de gestão, a incapacidade financeira delas continuarem avançando”.
20 de dezembro de 2024: Policiais militares da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) prenderam na sexta-feira 20 de dezembro de 2024, o presidente afastado da UPBus, Ubiratan Antônio da Cunha, que estava foragido da Operação Fim da Linha, deflagrada em 09 de abril e que investiga suposta ligação de empresas de ônibus de São Paulo com o PCC (Primero Comando da Capital). O homem foi encaminhado ao 30° Distrito Policial (Tatuapé).
23 de dezembro de 2024: A prefeitura de São Paulo decidiu em 23 de dezembro de 2024 abrir processo de caducidade dos contratos Transwolff, da zona Sul, e a UPBus, da zona Leste.
A decisão foi tomada pelo prefeito Ricardo Nunes nesta segunda-feira, 23 de dezembro de 2024, após reunião com o secretário de Mobilidade e Trânsito, Gilmar Pereira Miranda; o presidente da gerenciadora das linhas municipais, SPTrans (São Paulo Transporte), Levi Santos; e os interventores pela SPTrans, sendo eles, o diretor de Planejamento de Transporte da SPTrans, Valdemar Gomes de Melo, e o diretor de Operações da SPTrans, Wagner Chagas.
Também participaram da decisão a Secretaria da Fazenda, a CGM (Controladoria Geral do Município) e a PGM (Procuradoria Geral do Município).
27 de dezembro de 2024: O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), confirmou em 27 de dezembro de 2024, a assinatura do decreto que dá início oficial ao procedimento que foi o primeiro passo legal o rompimento definitivo dos contratos das empresas de ônibus Transwolff, da zona Sul da capital paulista, e UPBus, da zona Leste. Do ponto de vista criminal, o Gaeco, grupo do Ministério Público que investiga o crime organizado, apontou que diretores, sócios e contadores da Transwolff e da UpBus atuavam para lavar o dinheiro do tráfico de drogas, do tráfico de armas e de roubos a bancos e de cargas. Há até apurações de que estariam ligados a homicídios. Além disso, alguns destes diretores, de acordo com o MP, não só têm envolvimento como pertencem diretamente ao PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro e fora de presídios. Na mesma noite houve a publicação.
A prefeitura muito pouco tem a fazer sobre a questão criminal, mas tem a obrigação de atuar administrativamente. Tanto as análises da Fundação Carlos Alberto Vanzolini como das equipes de intervenção mostraram que Transwolff e UPBus possuem problemas financeiros, administrativos e operacionais que as impedem de continuar prestando serviços.
27 de janeiro de 2025: O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse que era quase certo o rompimento dos contratos das empresas Transwolff e UPBus, que estão sob intervenção da prefeitura desde 09 de abril de 2025, quando foram alvos da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, que investiga suposta ligação entre as diretorias destas duas companhias do sistema de ônibus da cidade e a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O dia 27 de janeiro de 2025 foi o prazo final para a
Proprietários de ônibus que integram ou integraram a frota da Transwolff, na zona Sul de São Paulo, fizeram um protesto e conversaram com o prefeito Ricardo Nunes e o secretário de transportes, Celso Caldeira. Estes donos de ônibus se dizem preocupados com o descredenciamento.
O prefeito disse que é muito difícil não ter o rompimento de contratos e que neste processo, os veículos destes proprietários devem ser absorvidos.
“Da defesa deles [diretorias da Transwolff e UPBUs] é que vamos decidir se vai ser decretada caducidade ou não [rompimento dos contratos]. Pelo que a gente tá vendo, é muito difícil não ter. Não tô querendo me antecipar, mas é um sentimento que estamos tendo. Pode ser que os técnicos achem uma justificativa para não ter a caducidade. Eu acho muito difícil. Com relação a Transwolff: boa parte de sua frota é formada por pessoas que têm CPF e fazem uma locação de seus ônibus. Como a gente vai conduzir esse processo? Como de 1200 ônibus, tem praticamente mil dentro deste cenário, vamos dialogar. O que a gente não pode é interromper o transporte. Se houver uma nova empresa, vamos tentar que estes ônibus sejam absorvidos. Tentar fazer com que não prejudique transportes e meu foco principal, não faltar transportes”
28 de janeiro de 2025: Ao Diário do Transporte, a SPTrans (São Paulo Transporte), que gerencia o sistema de ônibus na cidade de São Paulo, confirmou EM 28 de janeiro de 2025, que foi iniciada a análise das defesas que as diretorias da Transwolff, que atua na zona Sul, e da UPBus, da zona Leste, entregaram nos processos de caducidade (rompimento) dos contratos de operação.
O prefeito Ricardo Nunes voltou a falar, no mesmo dia, sobre a possibilidade de nesta semana ainda já anunciar o possível descredenciamento das duas companhias.
Nunes disse ainda que os serviços à população não serão interrompidos e que a gestão está atenta à movimentação de “pessoas inescrupulosas” que podem tentar tumultuar o procedimento e a transição.
“A gente sabe como, às vezes, algumas pessoas inescrupulosas agem e nós vamos estar muito atentos se houver alguma tentativa de alguém que queira fazer com que o transporte municipal aqui na cidade de São Paulo sofra algum problema, para que a gente possa agir rapidamente junto com aquilo que é necessário, de fazer as ações, para poder reestabelecer rapidamente, aliás nem para reestabelecer, para poder fazer com que não ocorram os problemas. O foco agora, nesse momento mais delicado, é de manter uma atenção especial para que não tenha descontinuidade do transporte na cidade, em especial com essas duas empresas” – disse Nunes.
A administração confirmou ainda ao Diário do Transporte, em nota, que analisa as reivindicações de membros da Cooperam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo) apresentadas nesta segunda-feira (27). A CooperPam deu origem à Transwolff. Parte da frota atual pertence diretamente à empresa, como os ônibus maiores e os elétricos, e a maioria é de ex-cooperados que se tornaram sócios e atuam, principalmente com os coletivos de menor porte.
A Prefeitura de São Paulo, por meio da SPTrans, informa que as concessionárias UPBus e Transwolff apresentaram defesa dentro do prazo estipulado. As equipes técnicas analisarão os materiais para decidir sobre a continuidade do processo de caducidade iniciado em dezembro de 2024. Nesta segunda-feira (27/01), a Secretaria de Mobilidade Urbana e Transportes (SMT) recebeu representantes da Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo (CooperPam) que fizeram considerações sobre a prestação do serviço. A gestão municipal reafirma o compromisso com a qualidade do atendimento aos passageiros e a preservação dos empregos dos funcionários. – diz a nota.

29 de janeiro de 2025:
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT), da SPTrans e dos interventores, informou na tarde desta quarta-feira, 29 de janeiro de 2025, que decidiu subsituir definitivamente a Transwolff e UPBus, empresas suspeitas de ligação com a facção criminosa PCC. O DIÁRIO DO TRANSPORTE TROUXE A INFORMAÇÃO EM PRIMEIRA MÃO.
Segundo a prefeitura, as defesas apresentadas pelas concessionárias Transwolff e UPBus não foram acolhidas, “o que ensejará na substituição dessas empresas no sistema de transporte público da cidade de São Paulo”. A contratação deve ser feita por meio de licitação. O procedimento ainda será definido com a formalização de todos os trâmites. Não há rompimento dos contratos. As empresas serão substituídas respeitando o contrato em vigor. – diz
A Prefeitura esclareceu ainda que permanecerão as intervenções já em curso nas concessionárias.
Dessa forma, estão garantidos os serviços prestados à população, bem como os pagamentos dos funcionários e fornecedores. A equipe técnica e jurídica dará prosseguimento à substituição da Transwolff e da UPBus, apresentando providências necessárias à manutenção do atendimento integral da população. – diz a nota.
A Transwolff tem cerca de 100 linhas na zona Sul, 1206 ônibus e é a terceira maior frota da cidade É originária da cooperativa CooperPam. A UpBus, empresa da zona Leste tem 13 linhas e 159 ônibus, chegou a se chamar Qualibus, e é originária da garagem 2 da Associação Paulistana.
Ambas companhias estão sob intervenção desde 09 de abril de 2024, quando foram alvos da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, que investiga suposta ligação dos diretores com o PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios. A prefeitura não faz a análise do ponto de vista criminal, mas administrativo e operacional e relatórios elaborados pelas equipes da SPTrans e de uma verificadora externa independente mostraram, segundo a prefeitura, graves sinais de inviabilidade da manutenção destas duas viações no sistema.
Em nota, a Transwolff diz que vai contestar a decisão judicialmente A Transwolff recebe com indignação a decisão arbitrária da Prefeitura de São Paulo de decretar a caducidade de seus contratos públicos, medida tomada em total descompromisso com os princípios fundamentais do Direito.
Mesmo sem nenhuma comprovação da existência de qualquer vínculo da empresa e de seus dirigentes com organizações criminosas no processo judicial sigiloso em curso, a Prefeitura instaurou um procedimento administrativo repleto de inconstitucionalidades e desprovido de qualquer fundamento jurídico, utilizado como pretexto para justificar uma decisão administrativa injusta e ilegal.
Confiamos na Justiça e no Estado Democrático de Direito. A decisão ilegal da Prefeitura será contestada judicialmente. Confia-se no Poder Judiciário para restabelecer a legalidade e verdade dos fatos.
30 de janeiro de 2025:
NUNES CONFIRMA INFORMAÇÕES DO DIÁRIO DO TRANSPORTE
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse na manhã desta quinta-feira, 30 de janeiro de 2025, que as empresas de ônibus que já atuam na cidade devem primeiro ter oportunidade de se manifestar se querem ficar com as linhas até então operadas pela Transwolff, na zona Sul, e UPBus, na zona Leste. A declaração vai justamente na linha dos bastidores que foram divulgados pelo Diário do Transporte bem antes, no início da manhã. Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2025/01/30/linhas-da-transwolff-e-upbus-devem-ser-assumidas-por-operadores-que-ja-estao-no-sistema-de-sao-paulo-mas-novos-empresarios-tambem-nao-devem-ser-surpresa-em-30-dias-prefeitura-quer/
Como tinha adiantado o Diário do Transporte, o prefeito disse que primeiro será dada oportunidade para as viações que já operam as outras linhas se manifestarem. Isso é previsto nos contratos do sistema de ônibus municipais geridos pela SPTrans (São Paulo Transporte). Somente depois, se não houver interesse, empresas de outros sistemas de transportes também podem tentar as linhas.
“Para seguir todo o trâmite com relação à defesa das empresas, agora a gente faz um processo seguindo toda a legislação e o que foi feito: Qual é?: De que as empresas que operam o sistema possam se manifestar sobre o interesse de assumir esses ônibus da Transwolff e UpBus. Se houver interesse, e a gente vai fazer uma análise sobre a capacidade financeira e técnica para assumir, é uma possibilidade. Uma vez ofertado a eles [as empresas que já operam o sistema] e não havendo interesse, ai a gente abre a licitação para abrir para outras empresas de qualquer lugar do Brasil virem assumir essas linhas.” – disse Nunes.
EMPRESAS – PERUEIROS E DIVISÃO DE LINHAS:
O Diário do Transporte já havia mostrado que entre os cenários possíveis está a possibilidade de haver uma espécie de reorganização e nova divisão das mais de 120 linhas destas duas empresas que atendem a quase 700 mil passageiros por dia em 1300 coletivos.
As maiores preocupações são em relação a Transwolff. Tanto pelo tamanho da frota (mais de 1200 ônibus e de 100 linhas) quanto pelas caraterísticas não uniformes da operação
Há um braço formado pelos “ex perueiros” da CooperPam, que engloba entre 800 e 900 ônibus e representa as linhas mais periféricas. A prefeitura estuda uma maneira de manter os coletivos deste grupo prestando serviços.
Há também as operações com ônibus maiores em linhas que, apesar de serem de distribuição local, têm características de articulação regional. Estas linhas podem despertar interesse de viações que operam nas mesmas regiões.
A Transwolff opera as áreas 6 (Sul – Azul Claro) e 7 (Sudoeste – Vinho), que têm os seguintes atendimentos:
Área 6 – Sul – Azul Claro: Viação Grajaú, Mobibrasil (ônibus maiores) e A2 (local).
Área 7 – Sudoeste – Vinho (Bordô): Viação Campo Belo, Viação Metrópole Paulista, Gatusa, e KBPX (ônibus maiores) e Transcap (local).
Já a UPBus opera a área 3.
Área 3 – Nordeste – Amarela: Viação Metrópole Paulista (ônibus maiores) e Transunião (local).
Não significa que necessariamente as linhas devem ser assumidas apenas pelas viações que já atuam nas áreas operacionais. Empresas que já prestam serviços na cidade, mas em outras áreas, também poderão se apresentar como interessadas no processo aberto pela prefeitura.
11 de fevereiro de 2025: O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o secretário de mobilidade e transportes, Celso Caldeira, revelaram, que, além de empresas da capital paulista, companhias de ônibus que atuam foram da cidade, mas dentro do Estado de São Paulo, estão no páreo para assumirem as linhas atualmente operadas pela Transwolff, na zona Sul, e UPBus, zona Leste. Ambas empresas, cujas diretorias são suspeitas de ligação com a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), serão substituídas. A intenção era de que até dia 28 houvesse a definição da forma de troca.
As declarações deste dia 11 de fevereiro de 2025, confirmam matéria do Diário do Transporte de 30 de janeiro de 2025, que já adiantava que a preferência é de viações que já atuam no sistema SPTrans (São Paulo Transporte), mas que surpresas poderiam surgir.
Relembre:
Também em 11 de fevereiro de 2025, um grupo de cerca de 300 proprietários de ônibus e micro-ônibus que operam nas linhas sob responsabilidade da Transwolff, na zona Sul de São Paulo, entregou um abaixo assinado à prefeitura da capital paulista demonstrando interesse na contratação direta pela administração municipal para continuarem os serviços.
O documento é assinado por donos de veículos que formavam a CooperPam, cooperativa que deu origem às operações da Transwolff no sistema de transportes da cidade de São Paulo.
Apesar de ser formalmente uma empresa, com mais de 1,2 mil coletivos e reunindo a terceira maior frota da cidade, parte da Transwolff ainda com características semelhantes a uma cooperativa. Cerca de 400 veículos, como os ônibus maiores e os elétricos, integram a propriedade de diretores que são investigados, entre os quais, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, um dos presos pela operação do Ministério Público, que depois foi solto para responder em liberdade.
Mas em torno de 800 ônibus, os de menor porte, são destes proprietários.
Estes donos de ônibus formalmente atuam como contratados da Transwolff e continuam na mesma posição desde a intervenção pela prefeitura.
O advogado Rogério Dias Avelar, que representa o grupo de 300 proprietários que entregou o documento manifestando interesse na contratação direta pela prefeitura, diz que na visão destes donos de ônibus, bastando a prefeitura organizar o procedimento, estão prontos para continuar operando e se comprometem até a melhorar os serviços.
19 de fevereiro de 2025: A prefeitura de São Paulo negou em 19 de fevereiro de 2025, os últimos recursos administrativos possíveis das defesas da Transwolff e da UpBus no processo de rompimento de contratos com as duas companhias de ônibus, cujas diretorias são suspeitas de ligação com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O Diário do Transporte trouxe a notícia em primeira mão, com documentos, ainda no dia 19. Com isso, foi dado mais um passo para a contratação de outras viações no lugar.
20 de fevereiro de 2025: Nesta quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025, o Diário do Transporte traz com exclusividade os documentos com os pareceres na íntegra assinados pelos procuradores do município responsáveis pelos processos, César Santos Borlina e Rodrigo Vieira Farias.
Para recomendar a transferência dos contratos da Transwolff e UPBus para outras companhias, antes de uma eventual caducidade (anulação) das contratações, os procuradores que integram a área jurídica da prefeitura, citam as dificuldades para conseguir nova frota (juntas, as empresas somam mais de 1,3 mil, sendo 1,2 mil somente da Transwolff), instalações, equipamentos e contratação de mão de obra. Os ônibus não são bem reversíveis ao poder público, por exemplo. Assim, eventuais indenizações que seriam cobradas pela Transwolff e UPBus e investimentos para a compra de outros ônibus representariam, além de um movimento complexo, um custo muito alto para os cofres do município e ainda um desestímulo para outras empresas assumirem.
Os procuradores ainda citaram o caso específico da Transwolff, cuja dificuldade maior seria a realocação de frota e mão de obra referentes a 714 ônibus que são operados por terceiros. Estes veículos representam o patrimônio de integrantes da CooperPam, iniciada por “ex-perueiros clandestinos” que, na gestão da prefeita Marta Suplicy e do secretário de transportes, Jilmar Tatto, foram legalizados na licitação de 2001/2002, formando cooperativas de transportes: Especificamente no caso da concessionária Transwolff, há indicativo nos autos de que 714 (setecentos e quatorze) veículos utilizados para a prestação do serviço de transporte são de propriedade de terceiros, tornando ainda mais dificultosa a operacionalização de eventual requisição. – diz o trecho do parecer ao qual o Diário do Transporte teve acesso.
No parecer, os procuradores dizem que a caducidade, o que depois levaria a uma licitação, por exemplo, não seria a alternativa mais viável. Por isso, a defesa que a Transwolff e UPBUs sejam sim retiradas do sistema, mas substituídas, isto é, que os seus contratos sejam assumidos por outras empresas. A Procuradoria do Município dá as recomendações. Quem decide mesmo é o prefeito. Ou seja, Ricardo Nunes não é obrigado a seguir, porém, neste processo, até para respeitar todas as tecnicidades e complexidades, tem observado todos os pareceres de áreas técnicas, sejam ligadas à jurídica, financeira e operacional.
Sem prejuízo, em nome do mesmo princípio, afigura-se alternativa à declaração pura e simples de caducidade, qual seja, a transferência da concessão. Com previsão no art. 16 da Lei Municipal nº 13.241/2001 e art. 27 da Lei Federal nº 8.987/1995, a transferência da concessão é uma espécie de cessão da posição contratual, em que a concessionária transfere sua posição no polo do contrato de concessão para outra pessoa jurídica, que demonstre atender às exigências de capacidade técnica, idoneidade financeira e regularidade jurídica e fiscal necessárias à assunção do serviço.
Tal proposta encontra guarida também no art. 21, Parágrafo Único, da LINDB, segundo o qual a decretação de invalidade de contrato administrativo deve indicar as condições para que a regularização ocorra de modo proporcional e equânime e sem prejuízo aos interesses gerais. Em que pese a referência textual à declaração de invalidade, é possível estender sua aplicação ao caso em exame, diante do evidente interesse público na manutenção da adequada prestação do serviço de transporte intramunicipal via ônibus.
Afinal, ainda que viável a ocupação temporária das instalações e a utilização de bens reversíveis, nos moldes do art. 35, § 3º, da Lei Federal nº 8.987/1995, dada a magnitude do serviço prestado, é evidente que a prestação do serviço poderá ser prejudicada, com efeitos deletérios para a coletividade.
Destaque-se que os veículos, a garagem e frota de ônibus não são considerados bens reversíveis pelo art. 17, § 4º, I, da Lei Municipal nº 13.241/2001, o que faria com que sua utilização no período compreendido entre a declaração de caducidade e o ingresso de novo prestador de serviço, quer via contratação emergencial, quer via nova concessão, dependesse de requisição administrativa, medida drástica e difícil execução prática pelo poder concedente.
A título de exemplo, seria necessária a contratação de motoristas, pagamento a fornecedores, com imprescindível disponibilidade imediata de caixa, gestão da empresa, enfim, diversas providências se afigurariam necessárias para que o Município, de forma direta, preservasse a prestação do serviço.
Especificamente no caso da concessionária Transwolff, há indicativo nos autos de que 714 (setecentos e quatorze) veículos utilizados para a prestação do serviço de transporte são de propriedade de terceiros, tornando ainda mais dificultosa a operacionalização de eventual requisição.
28 de fevereiro de 2025 – SANCETUR E ALFA RODOBUS:
Em primeira mão, o Diário do Transporte noticiou que o prefeito Ricardo Nunes, após manifestações de interesse apresentada pela Sancetur, empresa ligada a família Cheddid, que atua no transporte de passageiros em parte do interior paulista, e da Alfa RodoBus, que já atua na cidade de São Paulo, aprovou a entrada destas companhias no lugar, respectivamente, da Transwolff, na zona Sul, e da UPBus, na zona Leste. A transição foi prevista para iniciar em 15 de março de 2025.
QUE EMPRESAS SÃO ESSAS QUE ASSUMEM?
SANCETUR: A Sancetur – Santa Cecília Turismo LTDA atende a diversas cidades com a marca SOU Transportes (SOU – Sistema de Ônibus Urbano. Pertence à família Chedid, considerada forte em transportes de passageiros, no interior paulista e em parte do litoral. Fundada em 1922, a Sancetur atua no setor de transportes desde 1952. A empresa possui uma frota de 2.050 ônibus, com um total de 4.200 funcionários. Atualmente, a Sancetur opera em 21 sistemas paulistas. Entre os municípios onde presta serviços estão Valinhos, Indaiatuba, Americana, Presidente Prudente, Limeira, São José dos Campos, São Carlos, Salto, Mogi-Guaçu, Jarinu, Rio Claro, São Vicente, São Sebastião, Peruíbe, Caraguatatuba, Cubatão, Itanhaém.
ALFA RODOBUS: Já atua na cidade de São Paulo, no chamado lote D-13 (local de distribuição), da zona Oeste da capital paulista. Teve origem na cooperativa Cooperalfa. Antes de assumir a UPBus, a frota é de 148 ônibus que atendem a 90,3 mil passageiros por dia. Segundo a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, a Alfa Rodobus foi a melhor colocada do grupo Local de Distribuição no Índice de Qualidade do Transporte (IQT) da autarquia.
EMPRESAS QUE SAEM:
TRANSWOLFF: A Transwolff possui 1.206 ônibus, a terceira maior frota da cidade ficando apenas atrás da Metrópole Paulista e da Sambaíba. É originária da cooperativa CooperPam. Tinha a responsabilidade de operar 132 linhas com 590 mil passageiros que utilizam diariamente.
UPBUS: A UpBus, empresa da zona Leste com 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana.
Relembre:
ELETRIFICAÇÃO:
Outro aspecto é a eletrificação. A Transwolff é considerada empresa piloto para implantação e ampliação dos ônibus elétricos na cidade.
Todas as fabricantes de ônibus elétricos, ainda mais no início das operações, testavam seus modelos na Transwolff para homologação (na verdade, o termo correto é aprovação, mas homologação é muito usado no mercado) pela SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema.
Empresas ligadas a tecnologia e eletrificação que não atuam na operação direta dos ônibus da cidade de São Paulo, mas que têm experiência operacional, se interessam de perto pelo processo de substituição de companhias.
Entre as maiores fornecedoras de ônibus elétricos estão a chinesa BYD e a brasileira Eletra, de São Bernardo do Campo, do Grupo ABC, cujos sócios atuam na operação de linhas de transporte há mais de 100 anos e prestam serviços metropolitanos gerenciados pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), pela NEXT Mobilidade, ligando o ABC à Capital, e municipais em São Bernardo do Campo, pela BR 7 Mobilidade.


Que bom que tudo se resolveu numa boa.
Marquinho chedid tem.muira bala na agulha quanto antes a sancetur assumir melhor e melhor ainda se sairem da garagem do Varginha pos lá e do bandido do Milton leite.
kkkkkk como diz tudo sobre controle….. deputado e prefeito familia ched assumindo tudo e por tras?????
So espero que deem um pé na bunda do Arlindo cupixa do pandora e do milton leite tô pra conhecer um cara mais sem vergonha que ele…
Quem vai pagar meus nove anos de casa da UP bus?
por que nao fez uma licitação ??
por que deu os contrato de mao bejada para prefeito e deputado cheid ??
muito estranho isso viu ou seja continua tudo do mesmo jeito galera administrando por tras.
so para ingles ver população precisa abrir o olho
como um cara que é deputado federal, o irmao prefeito de bragança ou seja a familia toda na politica e do nada eles ganham de mao beijada um contrato BILIONARIO em sp ?
Vai Continuar igual ou pior, é só pesquisar o que aconteceu em São Luiz do Paraitinga, Cubatão e São Vicente. Não é o povo que tem que abrir os olhos e sim o GAECO.
Sancetur no lugar da TransWolff… porque eu não estou surpreso… Nenhuma empresa de SP aparentemente quis ficar no lugar dela e então vem “o primo distante do interior pra trabalhar na cidade grande”… mal sabe o que espera por aqui.
A Alfa Rodobus voltando para a zona leste… eu já não esperava por isso; a UPbus tem (ao meu ver) um porte ligeiramente menor que a Alfa e, se não for bem feita, essa transição pode ser um fracasso, desestabilizando tanto a operação da zona leste quanto a da zona oeste…
Sancetur!! Quem diria!
E quem vai pagar dez anos de traswollf.
Como uma empresa que nunca teve transporte em São Paulo entra sem licitação alguma
Já está destinando a sancetur como ganhadora prefeito estava indo bem até agora…
Meus pêsames para quem vai usar o transporte pois a empresa Sancetur opera aqui na minha cidade Atibaia SP e é a pior empresa que já tivemos, coisas como: animais atropelados, atrasos extremos das linhas, ônibus sucateados e acidentes constantes por falta de manutenção dos veículos, sem contar as multas e também atraso de pagamento de funcionários. Uma péssima empresa e um péssimo negócio!
Urgentemente deveriam liberar pra colocar veiculos a diesel naas linhas da extinta transwolff pois a frota esta totalmente sucateada…
Como faço pra mandar um currículo
Esses parentes do chefes que trabalha no plantão, da transwolff vai continuar humilhando os colaboradores, vai continuar na ativa, não acredita nisso.
Aqui na minha cidade, Salto, a Sancetur também opera, com ônibus velhos e alguns mais novos mas usados de outras cidades.
Tanto o urbano como escolar.
Só não opera em São José dos Campos como dito na reportagem, ou opera através de outro nome.
Opera sim ela comprou a saem pena
A SOU é uma empresa séria.
Estão em mais de 20 cidades em Sp, estão desse 1952 no transporte.
Mais seriedade e o preocupação com a população impossível…
Parabéns Prefeito, colocando a cidade nos trilhos. Seja bem vinda SOU SÃO PAULO, que tenha vida longa e preste serviço de qualidade.
Em Indaiatuba/Sp o serviço deles é de qualidade. Foi a primeira cidade do Brasil com 100% dos onibus com ar condicionado e wifi, isso em 2018.
Foram inovadores e depois todas empresas copiaram.
Se a SOU SAO PAULO prestar um serviço igual aqui, que ela cresça ainda mais e pegue outras linhas de empresas que não operam bem.
Boa sorte
A SANCETUR opera também em Atibaia S/P como SOU ATIBAIA
Empresa seria. Fui funcionario e sinto ter saído devido a mudança devido a questões minhas familiares e vim morar em SP. Tratam a gente com respeito e são sérios, um dia espero poder voltar a trabalhar na Sou , agora que estão São Paulo!! Tratam com respeito
Em São Jose dos Campos eles operam com 35% do sistema total via SaesPenna, compraram do JacobBarata do Rj.
A outra parte 65% é operada pelos Constantino da Piracicabana/Comporte.
Parece piada! Saí duas empresas que eram cooperativas, e entram duas cooperativas que viraram empresa. O transporte público em São Paulo está dominado, só muda o Vulgo; no final sabemos quem é a único grupo econômico.
O pessoal se ilude demais da empresa vencedora, algo às pressas jamais teriam concorrentes, e acho melhor trocar do que fingir que nunca existiu o problema.