Eletromobilidade

Bozankaya, empresa turca, fabricará até 70 trólebus para Praga, República Tcheca

Veículos de doze metros são equipados com baterias de tração que permitirão até 15 quilômetros de autonomia fora da rede elétrica

ALEXANDRE PELEGI

A fabricante turca Bozankaya recebeu um pedido recorde para 70 novos trólebus da empresa de transporte de Praga, DPP. O contrato assinado entre a DPP e a Bozankaya é um acordo-quadro de cinco anos no valor de cerca de 50 milhões de dólares. Esta é a maior licitação de trólebus na história da República Tcheca.

A Skoda Group, uma empresa local, contestou a atribuição do contrato à Bozankaya, alegando que a fabricante turca poderia ter recebido subsídios públicos ilegais e questionando os prazos de entrega oferecidos. No entanto, as objeções foram rejeitadas.

Os trólebus da Bozankaya serão utilizados nas linhas 131, 137, 176, 191 e 201 em Praga. Os veículos são do modelo SNG T12 de doze metros, equipados com baterias de tração que permitirão até 15 quilômetros de autonomia fora da rede elétrica. Os ônibus terão três portas e capacidade para 82 passageiros, 32 dos quais sentados.

A Bozankaya foi fundada na Alemanha em 1989 como empresa de pesquisa e desenvolvimento, mudando-se para a Turquia em 2003 para investir em transporte público. Atualmente, a empresa possui uma unidade de produção em Sincan, perto de Ancara, onde fabrica comboios subterrâneos, bondes, trólebus e ônibus elétricos.

A Bozankaya demonstrou um compromisso com a mobilidade elétrica em 2013 com a série Sileo, mas mais tarde vendeu os direitos para a Karsan.

Praga operou uma rede de trólebus de 1936 a 1972, mas abandonou esta tecnologia na década de 1970. A cidade reintroduziu um novo sistema de trólebus em 2017, que inclui seções sem linhas aéreas, aproveitando a autonomia das baterias. Outras fabricantes como Skoda Group e Solaris também operam trólebus em Praga.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Santiago disse:

    Pois é!
    Os trolebus são uma tecnologia já conhecida e consagrada, compatível com a voltagem urbana já existente, e sem as limitações técnicas de antigamente.
    E por não precisar transportar várias toneladas de baterias possui uma excelente relação peso-potencia, e com menor consumo de eletricidade/km se comparado aos seus similares à bateria.
    Sim, os trolebus precisam operar conectados a redes elétricas próprias. E por isso mesmo eles são perfeitos para sistemas de BRTs e linhas estruturais, exatamente aquelas operações que exigem ônibus de grande porte (mais viáveis com esta tecnologia).

    PS: Os trolebus só “não são viaveis” em uma certa cidade gerida por um certo prefeito vacilão, a quem certos fornecedores ordenam a ele o que deve decidir e comprar.
    Nessa certa cidade a coisa está tão disparata, que até os ônibus Euro-6 foram proibidos de substituir a parte mais velha e poluente da frota.

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