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Com atraso de mais de 11 anos, monotrilho da linha 17 tem primeiro trem percorrendo 1,2 km apenas em testes e gestão “comemora” (VÍDEO)

Meio de transporte de média capacidade tem levado mais tempo para ser inaugurado que metrô e vai ser entregue em extensão menor que projeto original com valor bem superior

ADAMO BAZANI

Colaborou Arthur Ferrari

Junho de 2014: Início da Copa do Mundo no Brasil. Quando havia também a promessa do monotrilho da linha 17-Ouro, da zona Sul de São Paulo estar em operação com passageiros.

13 de janeiro de 2025: o Governo de São Paulo divulga, em tom de comemoração, incialmente em sua imprensa televisa e depois para o resto dos jornalistas, que o primeiro trem deste sistema de transportes de média capacidade percorreu cerca de 1.200 metros, com baterias, em testes sem passageiros, saindo do Pátio Água Espraiada e chegando na estação Washington Luís, na capital. O veículo transpôs uma altura de 15 metros para alcançar as vias da estação.

A promessa agora é que a linha, de forma incompleta e bem mais cara que o projeto inicial, seja entregue em 2026. Contando desde quando foi apresentada, em 2008, um atraso de 18 anos. Tempo bem superior a muitas linhas de metrô de fato, de alta capacidade, em São Paulo.

Como tem mostrado o Diário do Transporte, o monotrilho da linha 17, na região do Aeroporto de Congonhas, na zona Sul de São Paulo, deveria estar pronto para a Copa do Mundo de Futebol realizada no Brasil em 2014.

A previsão agora é que a operação comercial ocorra em meados de 2026 e num trecho menor que o projeto original.

As obras começaram em 2012. O valor inicial era de R$ 3,2 bilhões num trecho de 18 estações, entre o Aeroporto de Congonhas, a Estação Jabaquara e a Estação São Paulo – Morumbi, num trajeto de 17,7 quilômetros de extensão.

Agora, este sistema de média capacidade de transporte vai sair bem mais caro e menor. Serão oito paradas entre Congonhas e a Estação Morumbi, em aproximadamente oito quilômetros, ao custo de R$ 6,1 bilhões.

Principalmente problemas relacionados a contratos tanto de obras como dos próprios trens atrasaram todos os cronogramas. Entre estes problemas, esteve a falência da empresa Scomi, da Malásia, que fabricaria os trens.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Arthur Ferrari

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