Passagem custaria cerca de R$ 6,70 caso aumentos seguissem a inflação, informou a prefeitura
ARTHUR FERRARI
O prefeito de Guarulhos (SP), Guti, confirmou nesta segunda-feira, 30 de dezembro de 2024, que as tarifas de ônibus municipais permanecerão congeladas em 2025. Atualmente, a tarifa é de R$ 5,10, abaixo dos R$ 6,70 que seriam aplicados caso os reajustes acompanhassem a inflação. Em comparação, entre 2009 e 2016, a tarifa cresceu de R$ 2,50 para R$ 4,50, um aumento superior à inflação daquele período.
“Tarifas muito altas pesam demais no bolso da população, principalmente da mais pobre. Por isso evitamos onerar o guarulhense durante a nossa gestão”, disse Guti.
Investimentos no transporte público
Mesmo com o congelamento das tarifas em cinco dos últimos oito anos, Guarulhos teve avanços na infraestrutura do transporte público. A frota de ônibus foi renovada em 80% no período, e hoje conta com 773 veículos, parte deles equipados com ar-condicionado. Os ônibus atendem 103 linhas, transportando cerca de 450 mil passageiros por dia útil.
Além disso, a Prefeitura investiu na melhoria dos pontos de embarque, com a instalação de mais de 1,4 mil abrigos novos e a revitalização de 500 já existentes. Foram erguidos também 25 mini-terminais, estruturas maiores localizadas em áreas de maior fluxo de passageiros e linhas.
Histórico das tarifas
Em 2017, Guti assumiu a gestão e revogou um reajuste que havia elevado o valor da passagem de R$ 3,80 para R$ 4,50 no final do ano anterior, corrigindo-o para um valor menor. Desde então, a administração evitou reajustes em 2019, 2020, 2021, 2023 e 2024, mantendo as tarifas como uma das prioridades no controle de custos para os cidadãos.
Essa política de contenção contrasta com o período anterior, no qual os aumentos tarifários frequentemente superaram a inflação, impactando mais significativamente o orçamento dos guarulhenses.
Com essas iniciativas, Guarulhos busca garantir um transporte público mais acessível e eficiente, ao mesmo tempo em que prioriza o bem-estar econômico da população.
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte
