Em contraste com o mercado europeu, onde a viagem rodoviária é vista com um caráter mais prático, para o brasileiro ela se transforma em uma experiência de emoções e conexões
ALEXANDRE PELEGI
Enquanto em outros países o ônibus pode ser visto apenas como um meio de transporte, no Brasil ele se torna uma extensão da festa, um elo entre celebrações e momentos de relaxamento. É o que aponta a pesquisa Brand Tracking, realizada pela FlixBus, revelando um comportamento singular do viajante brasileiro.
Para 41% dos entrevistados, o principal motivo da viagem é visitar amigos e familiares. E a alegria se intensifica quando o encontro é marcado por uma ocasião especial. Os dados apontam ainda que 72% afirmam que a motivação para pegar a estrada é celebrar datas importantes, como casamentos, aniversários e festas de fim de ano.
A pesquisa também destaca o papel fundamental do ônibus no turismo nacional. A acessibilidade econômica e a possibilidade de alcançar destinos interioranos menos explorados, consolidam o transporte rodoviário como uma ferramenta de democratização do turismo.
E quando o assunto é descanso, os brasileiros demonstram grande apreço por destinos relaxantes, como as belas praias do país: 78% dos que viajam em busca de paz e tranquilidade optam por esse tipo de cenário, superando europeus (62%) e norte-americanos (68%).
Em contraste com o mercado europeu, onde a viagem de ônibus é vista com um caráter mais prático, o brasileiro a transforma em uma experiência rica em emoções e conexões. Seja para matar a saudade da família, celebrar momentos importantes ou simplesmente relaxar, o ônibus se torna palco de lembranças inesquecíveis, reforçando laços afetivos e impulsionando o turismo em todo o país.
“As viagens de ônibus no Brasil são uma extensão das celebrações e momentos emocionais positivos, refletindo a cultura de alegria e acolhimento do país”, afirma o CEO da FlixBus, Edson Lopes.
“Viajar de ônibus é mais do que ir de um ponto ao outro. Com seu papel central no turismo, o transporte rodoviário se torna um símbolo de inclusão e celebração, atendendo diferentes perfis e motivações de viagem”, conclui Lopes.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
