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Prefeitura de São Paulo libera áreas de restrição para caminhões VUCs elétricos por seis meses em projeto piloto

Estudo será realizado com os 300 e-VUC já cadastrados na base de dados da CET, Veja os locais de permissão especial

ADAMO BAZANI

VUCs (Veículos Urbanos de Carga) foram liberados pela prefeitura de São Paulo para circular em vias com restrição de circulação de caminhões.

De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), trata-se de um projeto piloto de seis meses, entre novembro de 2024 e abril de 2025, de segunda-feira a sábado, que engloba os 300 e-VUC já cadastrados na base de dados.

Ainda segundo a gerenciadora do trânsito da capital paulista, as empresas proprietárias dos veículos deverão informar quais destes 300, especificamente, irão circular pelo quadrilátero do projeto piloto, delimitado pela Av. Paulista, entre R. da Consolação e Pça. Oswaldo Cruz; a Av. Rebouças, entre Av. Paulista e Av. Brig. Faria Lima; a Av. Nove de Julho, entre a Av. Cidade Jardim e Túnel Nove de Julho; e a Marginal Pinheiros, incluídas as pontes Cidade Jardim e Eusébio Matoso.

A CET diz que todas essas vias apresentam uso do solo misto com intensa atividade comercial e de serviços. As vias transversais oferecem vagas para carga e descarga. Na região, ainda há um número de pontos de entrega representativo e uma grande variedade de cadeias logísticas (alimentos, mercearia, medicamentos, cosméticos, entre outros).

A partir do número das placas dos VUC cadastrados pelas empresas de distribuição, a CET informou que vai monitorar o número de viagens de cada veículo, dias e horários de maior frequência, entre outros dados fornecidos pelos equipamentos de fiscalização eletrônica, para mensurar o impacto da medida.

O VUC elétrico ou e-VUC é um caminhão ágil e compacto com capacidade de transportar seis paletes de carga. Se for usado em substituição às vans que realizam as entregas nessa área restrita atualmente e têm menor capacidade de carga, poderá haver redução do número de veículos em circulação, melhorando a fluidez, além da redução das emissões de CO², em razão da matriz elétrica. – complementou a nota.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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