Apesar de avanço, não foi cumprida promessa de Tarcísio de inauguração em agosto. Previsão agora é até fim de 2024
ADAMO BAZANI
O aeromóvel do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na região metropolitana passou nesta sexta-feira, 27 de setembro de 2024, por mais uma fase de testes: a passagem pela área de mudança de via, onde ficam os equipamentos que possibilitam que as composições troquem de trilhos.
A informação é da Aerom, do Grupo Coester, responsável pela tecnologia.
Segundo a empresa, os testes foram bem sucedidos e a fase é considerada um avanço:
Na tarde de hoje (27/09), o veículo do Aeromovel completou com sucesso a passagem pela Área de Mudança de Via (AMV) durante os testes de comissionamento no Aeroporto de Guarulhos, marcando mais um importante avanço no processo de implementação do sistema. A mudança de via é um componente essencial nos modais ferroviários, exigindo manobras rápidas e seguras. O Aparelho de Mudança de Via (AMV) do Aeromovel, desenvolvido com patente exclusiva para seu sistema de propulsão único, permite transições suaves e seguras entre vias em apenas alguns segundos. Esse desempenho garante que o tempo de viagem previsto não seja comprometido, reforçando a confiabilidade e a eficiência do sistema
O sistema vai ligar a estação Aeroporto da linha 13-Jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) aos terminais 1,2 e 3 de passageiros. Atualmente, o serviço é feito por ônibus. Serão quatro paradas.
Apesar do avanço, está atrasada a implantação do meio de transporte em relação às mais recentes declarações do governador Tarcísio de Freitas, que havia prometido a operação do sistema para agosto de 2024, como mostrou o Diário do Transporte, em 20 de junho de 2024.
Relembre:
Agora, a promessa é de inauguração até “o fim do ano de 2024”.
Trafegando por trilhos com uma extensão de 2,7 km, construídos a 11 metros de altura, passando às margens da rodovia Hélio Smidt, o sistema teve um custo aproximado de R$ 271,7 milhões desembolsados pela concessionária do Aeroporto GRU Airport. O dinheiro seria arrecadação do Governo Federal que abriu mão do recurso.
A expectativa é de que o meio de transporte, com duas composições, atenda a 50 mil pessoas por dia. Uma terceira ficará como reserva.
Cada veículo é formado por dois carros (vagões) que juntos, têm capacidade para 200 passageiros.
Não haverá cobrança de tarifa dos passageiros e o trajeto deve ser feito em seis minutos entre a estação da CPTM e os três terminais.
A construção, implantação de tecnologia e operação da linha são de responsabilidade do consórcio AeroGRU, formado pelas empresas Aerom, HTB, FBS e TSInfra. O veículo é feito pela Marcopolo, tradicional fabricante de ônibus.
A gestão fica a cargo do Ministério dos Portos e Aeroportos, do Governo Federal.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
