BK – Consultoria e Serviços foi selecionada após sorteio realizado em agosto; empresa se junta às outras duas já contratadas: F. Andreis Neto Ltda e Internacional Marítima
Matéria publicada às 05h50 de 12/09/2024
ALEXANDRE PELEGI
Nesta quinta-feira, 12 de setembro de 2024, o Secretário Executivo de Transporte e Mobilidade Urbana – SETRAM, Gilmar Miranda, publicou o extrato do terceiro contrato cujo objetivo é ampliar a operação do Aquático-SP, assinado com a BK – Consultoria e Serviços.
Agora são três empresas que, pelo período de 12 meses, deverão fornecer uma embarcação cada, incluindo tripulação devidamente habilitada e serviço de manutenção para atuar no Aquático-SP.
Já assinaram contratos a F. Andreis Neto e a Internacional Marítima, como noticiou o Diário do Transporte.
Cada empresa receberá R$ 4,7 milhões, e o início de operação dos barcos está previsto para até 30 dias em cada caso, diz a Secretaria.
A operação assistida do Aquático-SP, primeiro transporte hidroviário público da capital paulista, ficará sob operação da SPTrans até 31 de dezembro deste ano. Há possibilidade dessa data ser prorrogada, decisão que pode ser tomada mais próximo do fim do ano.
INTERVENÇÃO
A prefeitura, por meio da SPTrans, assumiu as operações do Aquático porque este sistema de barcos seria operado pela Transwolff, mas a empresa de ônibus foi alvo, em abril de 2024, da operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, que investiga supostas ligações de diretores com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Com isso, a prefeitura tomou de volta a concessão dos serviços do Aquático. Já as operações ônibus estão sob intervenção do poder público desde o dia da deflagração dos trabalhos do MP que resultaram na prisão de diretores da Transwolff, que atualmente respondem em liberdade. Diretores de outra empresa de ônibus, a UpBus, que atende a zona Leste, também foram alvos da mesma operação do Ministério Público.
Enquanto isso, são os cofres públicos que têm mantido financeiramente os serviços.
CHAMAMENTO:
O sistema hidroviário na represa Billings está sob responsabilidade da SPTrans – São Paulo Transportes.
De acordo com o documento, a que o Diário do Transporte teve acesso, “a empresa contratada deverá fornecer embarcação e respectiva tripulação, de modo a mantê-la em pleno funcionamento para execução da operação, bem como, será responsável pelas manutenções preventivas e corretivas, durante o período de execução do contrato”.
A embarcação para a prestação do serviço deverá atender as seguintes características:
AQUÁTICO
A operação do Aquático foi assumida pela Prefeitura de São Paulo, por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora dos transportes da capital, uma vez que a Transwolff, empresa de ônibus que seria concessionária do sistema hidroviário, é alvo de investigações do Ministério Público de São Paulo (MPSP), e está sob intervenção da prefeitura.
O MPSP apura supostas ligações de diretores da companhia com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
A intervenção nas empresas vem desde 09 de abril de 2024.
Juntamente com a empresa de ônibus UpBus, também alvo da Operação, a Transwolff está sob intervenção da prefeitura.
Desde o dia 05 de agosto começou a operar na Represa Billings a terceira nova embarcação do Aquático-SP, contando com capacidade para 60 passageiros sentados, nomeada Santo Amaro.
O barco, que atende os usuários das 8h40 às 18h, conta com acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida, com espaço para fixação de cadeira de rodas, além de ar-condicionado, tomadas USB, wi-fi e banheiro também acessível.
De acordo com a SPTrans, responsável pelo gerenciamento das linhas de ônibus da cidade de São Paulo e do Aquático-SP, as embarcações da hidrovia já transportaram mais de 81 mil passageiros entre os dias 13 de maio e 2 de agosto de 2024, em 2,5 mil viagens, considerando ida e volta.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
