EXCLUSIVO: SPTrans abre licitação para alugar antiga garagem da CMTC – Araguaia, no Canindé, com remoção de 53 ônibus. Veja fotos históricas

Locatária terá de deslocar ônibus até o Pátio Catumbi, no Pari. Local poderá receber construções

ADAMO BAZANI

MATÉRIA PUBLICADA ORIGINALMENTE PELO DIÁRIO DO TRANSPORTE ÀS 19h00 de TERÇA-FEIRA, 10 DE SETEMBRO DE 2024 (Cuidado com cópias)

A SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema de ônibus da cidade, vai alugar o imóvel correspondente a antiga garagem que era utilizada pela CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos) na Rua Araguaia, 393, no Canindé: garagem CMTC-Araguaia

Para isso, abriu uma licitação para selecionar as melhores ofertas.

As propostas devem ser apresentadas no dia 21 de outubro de 2024, de forma eletrônica. Vence quem oferecer o melhor preço.

De acordo com o edital, ao qual o Diário do Transporte teve acesso, no local há 53 ônibus.

Quem vencer o leilão terá de remover estes coletivos, alguns que pertenceram à CMTC, com “guincho adequado” para a Rua Cachoeira, 972, Pari, o chamado Pátio Catumbi.

A antiga garagem Araguaia da CMTC tem 8.657 m² de área total. São 2.350 m² de área construída “compreendendo dois galpões, portaria e algumas construções para reforma ou demolição, a depender do uso”, como diz o edital.

MAIS INFORMAÇÕES ABAIXO DA FOTO:

A garagem Araguaia foi uma das mais importantes da história da CMTC e abrigava ônibus, trólebus e até bondes em épocas mais antigas. Além do pátio e área de administração, contava com oficinas capazes de fazer peças e componentes dos coletivos.

Quando a CMTC foi privatizada, na gestão do prefeito Paulo Maluf, entre 1993 e 1994, a garagem continuou sendo patrimônio público, mas passou, logo depois, a ser ocupada pela CCTC (Cooperativa Comunitária de Transportes Coletivos), formada por ex-funcionários da empresa pública de transportes.

Quando a CCTC parou de operar, entre 2002 e 2003, a garagem ficou parada.

O prazo de vigência do contrato de aluguel é de cinco anos, a partir da assinatura, podendo ser prorrogado.

Pelo tamanho e infraestrutura, o imóvel é indicado para empresas de ônibus, transportadoras de cargas ou galpões móveis.

MAIS INFORMAÇÕES ABAIXO DA FOTO:

De acordo com o edital, o imóvel não poderá se destinar a atividades que utilizem produtos contaminantes, que manuseiem materiais explosivos ou perigosos ou a atividades não regulamentadas.

Quem alugar poderá construir no pátio, desde que assuma os custos e devolva o imóvel com a melhoria sem ônus aos cofres públicos.

Ficam a cargo da locatária todos os custos de eventuais obras e/ou intervenções prediais, bem como as respectivas legalizações e regularizações de uso. Inclusive as de caráter ambiental, respondendo por todos e quaisquer custos ou danos ambientais que possam ocorrer, bem como por eventos que porventura venham a causar danos a terceiros. A locatária, antes de sua realização, deverá submeter à avaliação da SPTrans todas as intervenções que pretenda fazer no imóvel.

O responsável pelo aluguel de fazer um seguro do imóvel.

Na justificativa do edital, a SPTrans diz que o local necessita de cuidados constantes com limpeza, manutenção e segurança, o que demanda custos aos cofres públicos.

Trata-se o imóvel de antiga garagem de ônibus utilizada pela Companhia Municipal de Transportes Coletivos – CMTC (antecessora da SPTrans), ora ocupado com 53 ônibus antigos, desativados. O local exige cuidados frequentes de manutenção, para que não se deteriore, consistindo em: Preservação das edificações com serviços de elétrica, hidráulica, alvenaria, pintura etc.; Serviços de limpeza, incluindo: materiais e produtos de limpeza e higiene, capinagem, manutenção das áreas verdes, lavagem de caixas d’água, serviços de desinsetização, desratização e desinfecção; e cuidados para impedir a proliferação de vetores de doenças; O local exige também cuidados de segurança, a fim de que se impeçam invasões e ocupações indevidas, e que se evitem ocorrências de sinistros diversos, por meio da contratação de vigilância armada permanente; Some-se às despesas mensais com contratos de vigilância, de limpeza, e de manutenção predial, as despesas de consumo de energia elétrica e de água e esgotos; Assim, com o objetivo de eliminar essas deseconomias e ao mesmo tempo, além de auferir receita, das uma destinação de uso favorável à região, com um potencial incremento comercial, decide-se disponibilizar o imóvel para locação por terceiros.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. José João Soares disse:

    Meus parabéns pela iniciativa de locação de imóvel,ora sem uso.ao meu ver só acho que 5 anos de locação é muito pouco tempo, gostaria de saber se tem alguma possibilidade de uma locação por um período de 120 meses.
    At.. Premier intermediações imobiliárias e comerciais Eireli.
    CNPJ 17.984.4460001-09.
    Cordialmente meu muito obrigado.
    São Paulo 10/09/2024.
    João Soares . CRECI f.42935.
    Contato.(11)995083939…

  2. Antonio Jose Dias disse:

    Essas “pecas” deviam fazer parte de um acervo no museu dos transportes (ali na rua Pedro Vicente). Que tal?

    1. RAPHAEL disse:

      Os 53 ônibus são todos ex-Niquini que foram tomados na gestão da Marta. Infelizmente o destino final deles vai ser um leilão e locais como o desmanche de Osasco será o destino final de todos eles.

  3. laurindojunqueira disse:

    Durante o governo Kassab na Prefeitura, o Arquiteto e Urbanista Flamínio Fishcmann apresentou um projeto de remodelação dessa garagem para que ela viesse a ser um terminal de ônibus fretados por clientes dos circuitos de compra paulistanos. Esses ônibus montam a centenas, especialmente em vésperas de feriados prolongados. Eles, acompanhados por caminhões baús, abastecem milhares de pontos de venda não só do Brasil, como de outros países da América do Sul. Em datas específicas, eles chegam a ser quase um milhar, que congestiona de forma surpreendente todo o centro da cidade de Sp. As chamadas “Sacoleiras” que frequentam os centros de compra do Brás, do Bom Retiro e da Sta. Ifigênia (ou Efigênia?) – as quais movimentam verdadeiras fortunas em compras – teriam onde se abrigar com segurança e conforto. Essa seria uma vocação adequada para esse espaço, antes que ele continue a ser indevidamente ocupado pelos empreendimentos privados vizinhos (como já vem ocorrendo). Abçs.

    1. RAPHAEL disse:

      Antes ele ser leilão para o mercado privado e com a verba conseguida destinar a melhorias na região além de dar ao imóvel um destino digno do que ficar apodrecendo por décadas e degradando a região, além de claro tornando ela insegura devido ao grande quarteirão deserto por conta de uma ruína vazia!

  4. RAPHAEL disse:

    Ainda esse galpão “fantasma” existe? É muito triste como o poder público é um péssimo gestor do patrimônio da cidade. Finalmente ao menos vão alugar. Talvez a melhor decisão no momento. Esse imóvel vale ouro e deve ser a “menina dos olhos” de muitas construtoras que querem construir algo no Canindé. Melhor e ir alugando p finalmente tirar do esquecimento e da deterioração.
    O dinheiro que conseguiria desse imóvel num possível leilão poderia ser destinado para melhorias no bairro, incluindo o próprio museu do ônibus.
    A grande desculpa seria solo contaminado e blá blá blá para usar desse espaço por exemplo, para contrução de algum empreendimento social voltado para o “Minha Casa, Minha Vida”, ou construir um hospital público, um CEU e entre outros projetos de utilidade pública aproveitando toda a capacidade desse imóvel. E ainda sobra espaço deixar algumas dessas árvores dentro do terreno.

  5. JOSE ROBERTO FERREIRA HANG disse:

    Raphael, boa tarde, gostaria de saber mais deste local, vc pode me ajudar?

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