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Entenda como foi o transporte do primeiro trem do monotrilho da Linha 17-Ouro

Vagões e estruturas de conexão entre carros foram transportados do Porto de Santos para São Paulo por meio de oito carretas; equipamentos já estão no Pátio Água Espraiada do Metrô

ARTHUR FERRARI

Neste domingo, 8 de setembro de 2024, o primeiro trem da futura Linha 17-Ouro de monotrilho de São Paulo chegou à capital paulista após uma longa jornada. Fabricada pela empresa chinesa BYD Skyrail, a composição, composta por cinco carros, navegou por cerca de 40 dias desde o porto de Zhangjiagang, na região de Xangai, até o Brasil. O desembarque ocorreu no Porto de Santos, onde o trem passou por procedimentos aduaneiros antes de ser transportado para São Paulo.

O transporte terrestre, que levou os vagões do Porto de Santos ao Pátio Água Espraiada, onde está sendo construída a Linha 17-Ouro, foi realizado por um comboio de oito caminhões. Cada vagão, com aproximadamente 16 toneladas, ocupou uma carreta inteira, enquanto outras três carretas transportaram as estruturas de conexão entre os carros, chamadas de gangways. O comboio, que percorreu mais de 70 quilômetros, tinha 240 metros de extensão, equivalente a dois quarteirões e meio.

A chegada do trem marca um passo importante para a conclusão da Linha 17-Ouro, que faz parte dos esforços de expansão da malha metroviária da capital paulista.

Em nota o Governo do Estado de São Paulo detalha a logística de transporte do trem

Assim que a carga recebeu a liberação portuária para ser retirada, teve início o processo de logística do traslado de Santos até o Pátio Água Espraiada.

Todo o itinerário seguiu a legislação de trânsito para o transporte de cargas excedentes e indivisíveis. “Antes da operação, a empresa responsável percorreu o trajeto para mapear pontos críticos e formular sugestões para os desvios necessários. Alguns trechos precisam ser feitos na contramão, o que é previamente informado e organizado junto aos órgãos de trânsito. Uma operação planejada com muito cuidado e dedicação de toda a equipe.” Comenta José Silva, supervisor de Logística e Importação da BYD Skyrail São Paulo.

A operação contou com o apoio da concessionária responsável pela rodovia dos Imigrantes. Já ao adentrar a cidade de São Paulo, a logística passa a contar com o auxílio do órgão municipal competente.

O caminho do porto até a capital envolveu o apoio da Guarda Portuária do Porto de Santos, do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Polícia Militar Rodoviária, Ecovias, CET Diadema e CET São Paulo. A passagem da carga passou pela permissão de todos os órgãos envolvidos, diante de informações sobre as dimensões, pesos e trajetos dos caminhões.

No pátio Água Espraiada, um pórtico foi instalado em cima da laje onde desceu o monotrilho. Em vez de guindastes, foi escolhido o modelo de içamento por pórtico pelo fato de o piso possuir diferentes capacidades de carga. O pórtico distribui o peso da carga de forma mais homogênea, evitando a sobrecarga em determinadas áreas da laje. 

“A carreta chega embaixo do pórtico e é feita toda a amarração do vagão para que ele possa ser suspenso. Os pistões hidráulicos do pórtico são ativados, o carro sobe, a carreta sai e o carro é deslizado até ficar acomodado na linha do bloco de manutenção”, explica o gerente de obras da Linha 17-Ouro. 

A ordem de descarregamento foi previamente definida para que os vagões fossem dispostos já na sequência correta para a montagem do trem. “Na montagem dos carros, fazemos o acoplamento entre eles. Os vagões possuem engates, conexões elétricas e pneumáticas entre eles”, completa Torres. Após a montagem, as equipes do Metrô iniciam os testes complementares aos que já foram feitos na China. 

Ao todo, o Metrô adquiriu junto à empresa BYD 14 trens feitos exclusivamente para a Linha 17-Ouro. A segunda composição será enviada ainda neste ano e o restante, ao longo do ano que vem.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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